O presidente da Casa do Povo da Ribeira Grande, Albano Garcia, recebeu a visita do presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio, encontro que serviu para fazer um balanço da atividade desenvolvida ao longo do último ano. A construção de um miniginásio, um minipalco e um jardim, assim como a criação de um espaço para sem-abrigo são anseios que o dirigente desta instituição revelou ao AUDIÊNCIA que quer ver concretizados até 2023.

 

 

Albano Garcia, presidente da Casa do Povo da Ribeira Grande, falou, aquando da visita de Alexandre Gaudêncio, presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, sobre “o ponto de situação da instituição, a forma como se adaptou à pandemia, as repercussões escolares e o que se pode melhorar”.

A Casa do Povo da Ribeira Grande tem no total quatro CATL’s, nomeadamente “Os Traquinas”, “Anjo Bom”, “Nossa Senhora da Estrela” e “Anjo da Guarda”, beneficiando destes um total de 80 crianças e sendo um deles, segundo o dirigente, “especificamente para pessoas com necessidades educativas especiais”.

O autarca ribeiragrandense enalteceu, a este propósito, que “é da mais elementar justiça reconhecer o trabalho desenvolvido pelas IPSS do concelho, neste particular o trabalho levado a cabo pela Casa do Povo da Ribeira Grande que, de há um ano para cá, tem sabido adaptar-se a uma nova realidade, não deixando de colocar em marcha o trabalho em prol da comunidade”, salientando que “para além do rigor colocado nos seus planos de contingência e da preocupação para estar sempre em articulação com o serviço municipal de proteção civil, o trabalho da Casa do Povo da Ribeira Grande, e das IPSS em geral, tem sido fundamental no apoio àqueles que mais estão a sofrer com a pandemia”.

A dinâmica criada ao nível da rede municipal de CATL’s, também, foi motivo de análise na reunião, configurando uma “mais-valia e uma resposta direta para cerca de 300 crianças no concelho, abrangendo 14 salas e 50 postos de trabalho diretos”, vincou Alexandre Gaudêncio, relembrando que “estão abertas as candidaturas ao regulamento municipal de apoio às IPSS, instrumento que pretende apoiar o plano de atividades das instituições de solidariedade social do concelho”.

Os apoios prestados pela Casa do Povo da Ribeira Grande vão desde a abertura das salas dos CATL’s, em horário mais alargado, respeitando todas as normas de segurança, à entrega de bens de primeira necessidade às famílias mais carenciadas, nomeadamente com a oferta das tradicionais pensões a 50 pessoas em situação de necessidade.

Albano Garcia revelou, ainda, em entrevista exclusiva ao AUDIÊNCIA, que “o que mais me levou a esta reunião foi, também, a criação de um miniginásio para servir os CATL’s da Casa do Povo e não só, porque pode ser aberto a todos CATL’s e a outras instituições. Portanto, nós já temos um espaço de betão que é de 25 metros de comprimento e 15 metros de largura, agora, só falta a cobertura e alguma estética. Posso dizer-lhe que o senhor presidente está muito sensível, tal como o senhor vereador da cultura, Filipe Jorge, que, também, o acompanhou. O miniginásio é muito importante, porque, hoje, existe uma panóplia de desportos e atividades desportivas, mas, também, culturais pelo que um minipalco e um salão, também, eram necessários. Nós estamos a falar de espaços reduzidos e o minipalco serviria, por exemplo, para teatro, dança, folclore e outras coisas que poderão advir daí. Outro objetivo nosso está relacionado com a criação de um jardim junto ao futuro miniginásio, um projeto que já está em execução, porque existe um espaço verde que não está aproveitado e no qual queremos inserir bancos apropriados e feitos com materiais reutilizados, banquetas e flores, para contribuir para o bem-estar das crianças. Também temos outro projeto arrojado que gostávamos de realizar e que está relacionado com a criação de um espaço para sem-abrigo, que teria como intuito a sua posterior reinserção na comunidade, porém, para isso, era necessário que as outras duas instituições que estão sediadas no nosso edifício fossem transferidas para o espaço que adquiriram na Conceição, deslocação que ainda não foi efetuada e que está a colocar em causa a criação tanto deste projeto, como da utilização do espaço para os nossos CATL’s. Estas são algumas situações arrojadas que, eu, antes de 2023, quero ter o prazer de concretizar”.

Contente com a postura de Alexandre Gaudêncio, relativamente às instituições, o presidente da Casa do Povo da Ribeira Grande salientou que “eu não tenho razões de queixa e reconheço que a autarquia não tem ajudado só a Casa do Povo, mas muitas instituições e famílias carenciadas e julgo que o presidente da Câmara tem feito o melhor no que concerne ao apoio às famílias carenciadas”, acrescentando mais um anseio, que está relacionado com o facto de “eu gostaria que a Câmara, ou o Governo Regional, assumisse o encargo com o contrato de trabalho, ou, então, com o vínculo definitivo, dos colaboradores que estão em situação precária ou sazonal, porque nós temos 15 colaboradores, mas apenas 3 estão em situação definitiva e, para mim, o meu maior consolo e a maior alegria que me poderiam dar era a possibilidade de ter todos os colaboradores em situação definitiva”.

“Eu acredito que se as crianças forem bem formadas, hoje, serão homens e mulher de grande capacidade, amanhã”, sublinhou Albano Garcia, ressaltando que “eu gosto de ver a minha terra a evoluir, as famílias com mais qualidade de vida e as crianças com sorrisos e estabilidade. Por isso, eu acredito que tem de haver solidariedade e partilha nas instituições, porque as instituições têm de estar preocupadas com o cidadão comum e com as famílias, na área geográfica onde estão inseridas”.

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