Situada em Bragança, a Cervejaria Alypios foi fundada há cerca de três anos por Alípio Borges. Conhecido como o “mestre das francesinhas”, é estreante no Concurso promovido pelo Jornal AUDIÊNCIA, mas está confiante na forma criativa e apaixonante como recriou a iguaria portuense. O segredo está no molho, assim como na qualidade dos ingredientes, no amor e no carinho que coloca em cada sanduiche. Nesta prova, o júri foi secreto e garantiu que a francesinha transmontana foi uma agradável surpresa.

 

 

 

A Cervejaria Alypios foi fundada por Alípio Borges, em 2018, no coração de Bragança, e é um restaurante que recriou criativamente o ex-líbris da Invicta.

O “mestre das francesinhas”, como é habitualmente conhecido, explicou, neste seguimento, ao AUDIÊNCIA, que “apesar de só recentemente estar ligado à restauração, sempre tive o hábito e uma enorme paixão pela cozinha”. Assim, com o sonho de criar um prato que o tornaria famoso, Alípio Borges fantasiou e experimentou, até que alguns meses depois, chegou àquele que é, atualmente, o seu molho de francesinha. “É um molho diferente, que foi criado por mim, juntamente com os sonhos que eu tive, e é mesmo real, eu tive um sonho e umas visões que me levaram a criar o nosso molho de francesinha, com 14 ingredientes diferentes, que só eu conheço, mais ninguém sabe quais são”.

Focado na diferença e inspirado na procura de um caminho distinto, Alípio Borges admitiu que “a francesinha é aquilo que queremos promover e queremos chegar, ainda, mais longe”.

Deste modo, a francesinha é a rainha deste estabelecimento, mas assume diferentes recheios e sabores, que vão desde os tradicionais, aos mais criativos.

Como explicou o “mestre”, na carta da Cervejaria Alypios, é possível encontrar várias referências, como a francesinha tradicional, “na qual nós substituímos, apenas, a tradicional salsicha, pela chouriça típica da nossa terra”, a francesinha de marisco com abacaxi, a francesinha de legumes e cogumelos, a francesinha “a trenga” e a francesinha transmontana, que foi a que o proprietário deu a provar ao júri secreto do concurso.

Composta por pão, alheira, maça, bacon, queijo, fiambre e chouriça, a francesinha transmontana surgiu da aspiração de Alípio Borges e do anseio de inovar, promover e valorizar os produtos da terra. “Eu sou um transmontano e acho que nós temos, aqui, produtos muito bons na nossa terra, por exemplo, a alheira é famosa e temos a chouriça da Feira do Fumeiro de Vinhais. Na francesinha transmontana, a maça, quando aliada à alheira, dá um contraste diferente e um sabor bastante agradável. Portanto, a maior parte dos meus produtos são adquiridos aos produtores da região e chegam com melhor qualidade e, depois, só é preciso juntar carinho, gosto e vontade”, revelou o proprietário.

A Cervejaria Alypios está a participar, pela primeira vez, no Concurso da Francesinha promovido pelo Jornal AUDIÊNCIA, que já vai na sua quarta edição, mas com grandes expectativas, porque, como referiu Alípio Borges, “eu sei e tenho confiança naquilo que temos. Até podemos não chegar muito longe, mas eu não entrei no concurso para ganhar, mas, sim, para estar presente, uma vez que nós também somos bons e queremos estar junto dos melhores, pois temos um molho diferente, uma francesinha criativa, distinta da tradicional”.

Nesta prova, o júri foi secreto, mas avaliou, minuciosamente, a apresentação da francesinha, a qualidade dos ingredientes, a confeção, o pão, o molho e as batatas fritas, asseverando ao AUDIÊNCIA que a francesinha transmontana “foi uma agradável surpresa. Uma francesinha na qual se notou um equilíbrio perfeito entre os sabores tradicionais bragantinos e a essência da francesinha tradicional portuense”.