A Europa preconiza a livre circulação de bens, serviços, capitais e pessoas no âmbito do Mercado Único Europeu. Todavia, este só será uma realidade quando todas as Regiões estiverem incluídas, em igualdade de circunstâncias.

Atualmente, isso não acontece porque os Açores, assim como as outras Regiões Ultraperiféricas da Europa (RUP), têm naturais barreiras geográficas, que apenas poderão ser superadas com apoios aos transportes.

O Governo dos Açores tem desenvolvido esforços para ajustar o quadro da política de transportes, de forma a atender à realidade da ultraperiférica que nos caracteriza.

Também eu considero fundamental – e defenderei isso mesmo em Bruxelas – que RUP’s como os Açores sejam integradas nas Redes Transeuropeias de Transportes e que as RUP’s sejam elegíveis para ações no âmbito das Autoestradas do Mar.

As políticas integradas são muito importantes e, por isso, é necessário assegurar a acessibilidade e a interligação de todas as regiões da UE, incluindo as regiões remotas, insulares e ultraperiféricas.

Todos sabemos da importância que tem para os Açorianos a questão das acessibilidades, da mobilidade e da livre circulação dos nossos bens.

Defender uma verdadeira política de transportes na Europa, que não exclua nenhuma Região, é um compromisso que assumo. As estradas, os portos, os aeroportos devem funcionar em rede para que todos possamos ter acesso ao mesmo mercado, em condições se não iguais, pelo menos equiparadas.

É neste espírito que pretendo defender os direitos dos Açores. Procurando sempre em primeiro lugar o diálogo, construindo pontes e estabelecendo as alianças necessárias para que a voz das RUP seja mais forte, porque assim, também os Açores crescem.

Orgulho-me do que produzimos na nossa Terra, no nosso Mar, nas nossas fábricas, indústrias e serviços. Os Açorianos merecem que o fruto do seu trabalho seja reconhecido e valorizado fora de portas. Mas, para isso, temos de quebrar barreiras.

Uma justa política de transportes para com os Açores, associada à manutenção da taxa de cofinanciamento máxima dos fundos estruturais, uma Política Agrícola Comum (PAC) pós 2020 robusta e a manutenção das derrogações específicas para as RUP’s, entre outras medidas, não são benesses nem favores da Europa aos Açores. São mecanismos de promoção da Coesão Territorial, de uma Europa que se pretende Unida.

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