A nova direção do Benfica Águia Sport foi eleita no passado 31 de maio. O clube da Conceição que é agora liderado por João Vieira abrirá a nova época com quatro escalões e cerca de 45 atletas. Entre os objetivos deste grupo desportivo está aquele considerado principal: construir a sede do clube.

 

 

Em tempos incertos, João Vieira dá uma certeza aos atletas, sócios e simpatizantes do clube: os próximos quatro anos serão de muito trabalho a nível desportivo mas também interno. Após a perda do edifício sede do clube, situado na Rua de São Francisco, inicia-se agora a luta de o construir.

“A nossa principal preocupação neste mandato é construir a sede do clube”, refere João Vieira. Aquela onde agora estão, com sede na Rua de Sebastião, tem um custo de 400€, o que “é insuportável para um clube desta dimensão”. Tendo em conta que o Benfica Águia tem o terreno onde estava situada a antiga sede, o trabalho já se iniciou com o levantamento do território por um topógrafo, a cargo da Câmara Municipal da Ribeira Grande. Ainda que esta seja um processo demorado, existe a expectativa de agregar esforços com a autarquia para concluir este objetivo nos próximos quatro anos, já que não existem recursos financeiros suficientes e o clube está dependente de apoios.

Atualmente o Benfica Águia vive de derivados apoios cedidos pela Direção Regional do Desporto, da Câmara Municipal da Ribeira Grande e da Junta de Freguesia da Conceição, além dos apoios de privados. A par disto, a quota paga pelos 160 sócios deste grupo desportivo também faz face a algumas despesas do clube. No entanto, o Presidente do clube quer mais: de 130 sócios no início do mandato, o objetivo é finalizá-lo com 300.

“Fazemos a divulgação [do clube] para chegar aos sócios através das redes sociais. Também convidamos alguns conhecidos para se inscreverem, assim como alguns emigrantes que têm mandado algumas mensagens através das redes sociais que perguntam como podem fazer para serem sócios”, explica João Vieira.

 

“Acreditem em nós como direção”

Fundado a 4 de abril de 1923, o clube viu as suas portas encerradas durante 26 anos. Reabriu em 2016, para João Vieira “não reabriu com uma boa imagem”, mas “pretendemos relançá-lo com esta direção”.

Por ser um clube histórico que movia pequenas multidões por toda a ilha de São Miguel, o Presidente do Benfica Águia apela a que os benfiquistas da Ribeira Grande “acreditem em nós como direção, somos ambiciosos. Compreendo que estejam um pouco de costas voltadas para o clube”, porque afinal “foram 26 anos de portas fechadas”, mas “um passo de cada vez e acredito que vamos conseguir reerguer este clube” com a ajuda de todos os simpatizantes do mesmo.

 

A recruta de atletas

“A recruta tem funcionado através das redes sociais, também temos distribuído cartazes pelo comércio da freguesia e a direção e treinadores que conhecem miúdos, falam diretamente com eles”, explica João Vieira.

No entanto, algumas dificuldades surgem no final da época: “não é fácil trabalhar com os miúdos porque os contratos que temos com eles são de um ano. Chega ao final do ano, são jogadores livres. Por vezes estamos a trabalhar durante uma época com o miúdo, ele está a progredir bastante, mas outros clubes estão a ver e vão buscar sempre os melhores”. Para solucionar este problema, o líder dos benfiquistas sugere que deveria haver, “da parte da Associação [de Futebol de Ponta Delgada] algo que «prendesse» os miúdos duas ou três épocas para podermos trabalhar mais com eles e fazer a nossa formação”. Neste espaço de tempo, os jovens poderiam ter uma melhor adaptação, contribuindo isto para que não quisessem sair do clube.

 

Antevisão

“Este ano é tudo uma aprendizagem para nós. Somos uma direção jovem e inexperiente”, desabafa João Vieira. No entanto, a vontade de todos é “dar aos miúdos as condições necessárias para poderem crescer como jogadores e como pessoas.

Ainda que seja “difícil” resumir a passada época, não só devido à situação provocada pela COVID-19 mas também porque “o clube não tinha objetivos” desportivos, é necessário colmatar a desmotivação que fazia o clube “lutar para não sermos os últimos”. Por isso mesmo “este ano vamos começar com prémios de jogo para incentivar um pouco os jogadores, e a partir daí é crescer ano após ano”.

Na época de 2020/2021, “pretendemos ficar a meio da tabela, e a partir daí é melhoras época a época e dar condições à equipa sénior para poderem crescer como jogadores e, assim, crescermos como equipa”.

Neste novo ano, que marca o início de uma nova era para o Benfica Águia, a equipa técnica é composta por Jorge Raimundo e Pedro Sousa na liderança dos seniores, João Pereira para os iniciados, Jaime Sousa para os sub-12 e Miguel João para os sub 13.

É com esta equipa, a par da nova direção composta por João Vieira como presidente, António Miranda como vice-presidente, Ricardo Furtado no cargo de tesoureiro, Pedro Pavão como secretário e Pedro Flor a vogal que o clube espera retomar a sua atividade e relembrar os tempos de glória do clube que tantas alegrias deu aos ribeiragrandenses.

 

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