Com o aproximar do final do Torneio Policiário’ 2017, anima-se a luta nos lugares cimeiros da classificação geral, com destaque para a acesa disputa que envolve o trio de concorrentes que assumiu a liderança desde a etapa inicial.

Quando faltam cumprir apenas duas provas, alarga-se a diferença de pontos que separam a líder Detetive Jeremias dos seus dois mais diretos opositores (Menino Lucas e Vimaranes), mantendo-se, porém, a grande incógnita sobre qual deles conquistará o troféu AUDIÊNCIA GP, já que nenhum dos restantes concorrentes parece poder aspirar a tamanha proeza.

Na luta pelos restantes dois lugares com direito a taça, são seis os detetives em melhores condições de juntar um desses prémios aos que já detêm, ou de começar, com ele, a compor uma galeria de troféus conquistados neste nosso desporto de eleição.

TORNEIO POLICIÁRIO’ 2017

Solução da Prova nº. 6
“Uma Vedeta do Teatro Musicado na TV Globo”, de Madame Eclética
Posto ao corrente das fugas de informação para a imprensa sobre os trabalhos de produção de uma nova novela, que marca a estreia de uma vedeta do teatro musicado neste registo televisivo e que a TV Globo queria manter em segredo, o detetive privado contratado por aquela empresa de audiovisuais decidiu investir-se na condição de fotógrafo, apresentando-se logo pela manhã no “plateau” de máquina em punho, registando diversos momentos dos ensaios. E, ao fim da tarde, depois de oferecer a cada um dos intervenientes uma foto dos trabalhos realizados, trocou algumas palavras de circunstância com todos. Mas essas conversas não eram o seu principal foco. A sua verdadeira pretensão era entregar uma fotografia a todos os artistas, técnicos e demais colaboradores da novela, como se fosse apenas para… mais tarde recordar.

Como o detetive esperava, na manhã seguinte, a novela foi outra vez assunto numa notícia do mesmo jornal carioca onde vinham sendo publicadas as notícias anteriores, onde se fazia desta feita saber, mais uma vez através de fonte não identificada, que a personagem interpretada pela veterana atriz Neuza Cocker é assassinada no primeiro episódio da novela, num texto ilustrado com uma foto de ensaio da respetiva cena. E a fonte da notícia foi imediatamente identificada pelo detetive, para satisfação da administração do canal e grande surpresa do diretor de produção, que ainda está por saber como é que ele soube quem passava as notícias para o jornal. E a explicação é simples: o detetive entregara fotografias diferentes a cada um dos envolvidos nos trabalhos de ensaios técnicos de “plateau” da telenovela em fase de produção.

 

CLASSIFICAÇÃO APÓS A SEXTA PROVA

1º. Detetive Jeremias: (68+13): 81 pontos;
2º. Menino Lucas (67+8): 75 pontos;
3º. Vimaranes: (66+8): 74 pontos;
4º. Inspetor Mucaba (51+15): 66 pontos;
5º. Rigor Mortis (57+8): 65 pontos;
6º. Ma(r)ta Hari (50+14): 64 pontos
7º. Madame Eclética (52+11): 63 pontos;
8ºs. Bernie Leceiro (50+12) e Detetive Bossiak (55+7): 62 pontos;
10º. Zé de Mafamude (50+8): 58 pontos;
11º. Haka Crimes (48+7): 55 pontos;
12º. Arnes (44+10): 54 pontos;
13ºs. Alex (52+0) e Arc. Anjo (45+7): 52 pontos;
15ºs. Inspetor Guimarães (43+8), Pena Cova (43+8) e Solidário (43+8): 51 pontos;
18º. Charadista (42+8): 50 pontos;
19ºs.Holmes (41+8), Santinho da Ladeira (42+7) e Talismã (42+7): 49 pontos;
22º. Beira Rio (40+7): 47 pontos;
23º. Gomes (38+8): 46 pontos;
24º. Onaírda (8+0): 8 pontos.

 

CONCURSO DE CONTOS POLICIAIS

Encontra-se neste momento em fase de conclusão o processo relativo ao apuramento das decisões finais do Júri do Concurso de Contos “Um Caso Policial em Gaia”, uma iniciativa que nos deixou algum sabor a frustração e a desânimo face aos resultados obtidos. Frustração porque o número de contos apresentados a concurso, mesmo apesar do alargamento do prazo para o envio dos originais, ficou muito aquém das nossas expectativas, pese embora a excelente qualidade de alguns. Desânimo porque o leque de participantes quase se restringiu a alguns dos policiaristas que “vão praticamente a todas” e que constituem um universo cada vez mais reduzido e envelhecido, a que se juntaram apenas três concorrentes “novatos” nestas andanças.

Procurámos com esta iniciativa aproximarmo-nos dos mais novos, neste caso particular pela razão acrescida de termos consciência clara do elevado défice dos hábitos de leitura e de escrita que se regista na esmagadora maioria dos nossos jovens, alguns dos quais apresentam níveis de iliteracia alarmantes, com grande dificuldade em descodificar sinais, imagens ou simples metáforas. A triste realidade é esta: boa parte da nossa juventude não lê e não escreve, esgotando praticamente quase todo seu precioso tempo livre em volta dos jogos de computador.

Mas, apesar da frustração e do desânimo que nos assaltaram, não pensem que desistimos de dispensar a nossa modestíssima contribuição nesta luta titânica e desigual que urge travar com os meios audiovisuais e multimédia ou com as cada vez mais democráticas “play-station”, muitas delas verdadeiras “máquinas de embrutecimento” quando utilizadas sem parcimónia e sem inteligência. E a confirmar esta firme decisão de continuarmos o nosso trabalho, estão já na forja outras realizações que visam os mesmos objetivos – a promoção da escrita e da leitura. Só esperamos não chegar à triste conclusão de que estamos de facto a “malhar em ferro frio”!

Voltando ao nosso primeiro concurso de contos, resta-nos assumir a consolação de que se é verdade que os mais jovens primaram pela ausência e o número de concorrentes foi significativamente baixo, também não é menos verdade que a qualidade dos textos apresentados são só por si um excelente estímulo para a realização de mais iniciativas desta natureza. E para que possam fazer um juízo crítico próprio, partilharemos em breve convosco algumas linhas dos quatro contos que foram entretanto objeto de uma primeira seleção do Júri do concurso.

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