José Maria Latino Coelho (29 de Novembro de 1825 – 29 de Agosto de 1891 Sintra), foi um militar, escritor, jornalista e político português, formado em Engenharia Militar. Seguiu a carreira das armas, tendo atingido o posto de general de brigada do estado-maior de engenharia.

Seguindo um percurso político que o levaria do Partido Regenerador, pelo qual foi eleito deputado, ao Partido Republicano Português com passagem por um governo do Partido Reformista , de que foi fundador e ministro. A sua carreira política percorreu todo o arco partidário da Monarquia Constitucional.

Foi várias vezes eleito deputado, foi par do Reino eleito e exerceu as funções de ministro da Marinha e de vogal do Conselho Geral de Instrução Pública Foi professor na escola politécnica de Lisboa e sócio efetivo e secretário perpétuo da Academia Real das ciências de Lisboa.

Como escritor, notabilizou-se com obras de foro histórico e ensaístico. É sob a égide desta figura notável que se ergue a coletividade CENTRO DEMOCRÁTICO D’INSTRUÇÃO LATINO COELHO, constituída como uma ASS. Sediada na localidade de UNIAO FREGUESIAS SANTA MARINHA SAO PEDRO AFURADA VILA NOVA GAIA, na R MACHADO DOS SANTOS 831.

Há alguns dias atrás o Centro celebrou os seus 110 anos de Vida democrática com uma serie de atividades que deram inicio às Comemorações; Desfile, com concentração dos Associados, Entidades, Coletividades e amigos do Latino, no Largo 5 de Outubro (Devesas), donde saíram em cortejo, acompanhados pela Fanfarra dos B. V. Coimbrões, em direção à sede. – Hasteamento da Bandeira, na varanda, pelo sócio mais antigo socio presente. Romagem de Saudade, pelos Sócios falecidos, com concentração no nosso Centro rumo ao Cemitério de Santa Marinha, seguindo-se a deposição de um Ramo de Flores no Cruzeiro, junto à Lápide do Centro. Grande Noite de Fados com a presença de Maria do Sameiro e outros artistas convidados 1º Mega Passeio Latinista Concentração dos participantes no nosso Centro Latino Coelho. Mega aula de Zumba Almoço de Confraternização da Família Latinista. Grandiosa Tarde de Variedades com a presença de Artistas convidados.

É notável a atividade desta associação, no dia do encerramento música, bolo de aniversário e convívio com uma centena de participantes, onde não faltou a música, muita alegria e fogo-de-artifício.

Uma palavra especial ao dinamismo do seu Diretor Sr. José Correia Silva e da Sra. Otília Silva, encarregada pelo bar da coletividade.

Também o Grupo Musical e Dramático Flor de Infesta celebra o seu centenário; “Tudo começou no ano de 1917, na alfaiataria do Sr. Narciso Alfaiate localizada na Rua 5 de Outubro em S. Mamede de Infesta. Próximo do Natal, alguns amigos, que ali se reuniam, lembraram-se de cantar as “Janeiras” -estava lançada a semente. (…) Ali se começou a representar. Nasceu, assim, o Grupo Dramático e Musical Flor de Infesta que até ao final do ano de 2001 tinha um palmarés de cerca de 50 peças representadas.”

Do historial do Flor de Infesta Para mim tudo começou no ano de 1977 quando fomos representar uma peça da minha autoria com o grupo teatral dos Plebeus Avintenses, a peça era Auto da Morte da Peste e do Diabo, que tinha sido fruto de um curso orientado por mim nessa coletividade de Avintes, pouco antes da minha partida para a Ilha da Madeira para assumir a direção do Teatro Experimental do Funchal durante 5 anos.

O Sr. José Neves Oliveira, nessa altura e durante muitos anos presidente da coletividade, guardou daquele nosso primeiro encontro o cartaz da peça que mais tarde me ofereceu aquando a exposição dos meus 25 Anos de Teatro em Portugal, no Teatro Municipal Rivoli no ano 2000.Falo do Sr. Oliveira pois a ele se deve a minha ida para o Flor, e a minha permanência durante vários anos, fruto de uma amizade impar de respeito mutuo quase familiar.

Queria aqui recordar também que foi a instâncias do ator e encenador Manuel Ângelo que esta a minha primeira ida se concretizou, no final do ano de 1982.Após alguns primeiros encontros de formação o nosso primeiro espetáculo surge produto da colagem de textos do autor espanhol Federico Garcia Lorca, o Pequeno Retábulo para Federico Garcia Lorca, reunia textos de As Bodas de Sangue, Amor de D. Perlimplim e Belisa no seu jardim, do Retablilho de Dom Cristóvão e de Mariana Pineda.

Naquele espetáculo os atores contracenavam com fantoches/títeres, figuras tao queridas e apreciadas pelo poeta andaluz., a estreia aconteceu no mês de Maio de 1983.A este se seguiram ainda os espetáculos de; Farsas Populares (1987) Pasos de Lope de Rueda e entremezes de Miguel de Cervantes, As Artimanhas de Scapino de Molière (1989), Histórias de Lisboa de André Brun (1991), O Barbeiro de Sevilha de Beaumarchais (1996), A Sapateira Prodigiosa de Federico Garcia Lorca (1997), As três cidras do amor de Ivete Centeno (2000).

De destacar o Casaco Encantado de Lúcia Benedetti (1988), peça de teatro infantil, que segundo as contas do ator e colaborador Luís Ribeiro completou quase meia centena de representações, um fenómeno para qualquer grupo amador No âmbito da encenação de A Sapateira Prodigiosa de Federico Garcia Lorca, foi publicada no programa do espetáculo uma trilogia de pequenas peças minhas inspiradas na obra de F. Garcia Lorca, o Sr. A. Durval, da Direção da coletividade nessa altura teve a responsabilidade de realizar a edição e correção desses textos para a edição final.

Assisti naquela coletividade às mudanças estruturais que se realizaram mais tarde, e as obras que converteram o salão num auditório de ótima qualidade e que outorgou uma outra forma aos espectadores de assistirem aos espetáculos.

Foi entre “1990 e 1999 o Grupo Dramático e Musical Flor de Infesta, com o apoio dos seus associados, empresas amigas, Junta de Freguesia local, Comissão Coordenadora da Região Norte e sobretudo da Câmara Municipal de Matosinhos, sofreu uma transformação radical depois de importantes obras de renovação e ampliação das suas instalações.

Assim, uma sede, já muito degradada, foi transformada numa infraestrutura cultural associativa de grande qualidade e voltada para os desafios do século XXI.”A minha passagem pelo Flor foi a continuidade consciente de manter o Grupo numa senda de progresso teatral iniciada por encenadores como o já citado Manuel Ângelo, e o poeta e dramaturgo Fernando Peixoto.

No momento que ultimo esta mensagem, uma recordação muito especial ao Sr. Oliveira, a quem acompanhei neste fim-de-semana num ato final da vida. O Sr. Oliveira foi muito mais (e escrevo com emoção) que um amigo, foi um familiar, que me abriu as portas da sua casa e da sua família através dos netos e da sua única filha que poderia ter sido a minha irmã (como muitas vezes ele brincou comigo), uma palavra muito especial a Dona Ana Rosa, a esposa do Sr. Oliveira que partiu também neste mês de outubro após prolongada doença, selando assim uma união rara e feliz de 62 anos de casamento.

Ela foi o meu apoio na realização dos figurinos de todos os meus espetáculos, e a ela devemos também, a alegria e o acompanhamento das pequenas celebrações que realizávamos em forma de convívio depois dos espetáculos, aquilo que a gente de teatro chama o 4ºacto.

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