Foi com estupefação que tive conhecimento das lamentáveis considerações que o Presidente do Conselho de Ilha de Santa Maria fez a propósito da apresentação efetuada pela Secretária Regional da Saúde, em Santa Maria no dia 29 de janeiro, sobre o mapa de deslocações de especialistas à nossa ilha.

É mais do que legítimo que se critique quando não se concorda com a atuação governativa, mas parece ridículo que se critique quando esta atuação vem ao encontro dos anseios dos marienses, usando o argumento primário de que se trata de propaganda por estarmos em ano de eleições. Deve o executivo ficar impedido de governar no último ano da legislatura?

Mais estranha, para não dizer outra coisa, é a reação surgir numa rede social, depois do Presidente do Conselho de Ilha ter faltado ao encontro com a Secretária da Saúde, para o qual foi convidado e sem se ter feito representar, ficando ausente um tão importante órgão da nossa Ilha. Esta é uma postura indigna para quem exerce o cargo de Presidente do Conselho de Ilha, a quem se exige o distanciamento mínimo, sem ser tendencioso partidariamente.

Já não é a primeira vez que vai revelando esta sua característica um pouco avessa à frontalidade que à contrário tem outra adjetivação. Sugeria, assim, a mesma indignação sobre o dolce fare niente da autarquia (quanto ao investimento, já que para a festança popularucha não se aplica) nos últimos anos sem que o Conselho de Ilha se manifeste de forma inequívoca.

Santa Maria não tem filhos nem enteados, somos todos marienses, ou talvez não!

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