A intempérie que desde o início do ano, se abateu sobre o norte de Portugal e a Galiza constituiu um sério obstáculo à prática da vela ligeira na região, tendo sido mesmo responsável pelo atraso e início tardio de algumas das iniciativas mais sonantes. Essa realidade acabou por atrasar bastante a actividade veleira também na região da Galiza, nomeadamente em relação à disputa da 19ª Regata Social do Clube Náutico de Sanxenxo, que apenas conseguiu ir p’rá água muito recentemente.
Distribuídos pelas classes ILCA 4, ILCA 6 e ILCA 7, num universo de mais de uma centena de embarcações, proporcionando um cenário bastante colorido, a organização do evento tinha prevista a realização de seis regatas, mas a adversidade da falta de vento, como factor determinante nesta modalidade, acabou por permitir disputar apenas quatro, para cuja partida alinharam a bonita soma de 110 barcos. Proporcionaram, ainda assim, ao público e aos concorrentes, um cenário notável de abnegação e sacrifício, tal o entusiasmo dos corajosos velejadores que alinharam à partida.
Em termos visíveis, os velejadores galegos, por certo mais conhecedores do cenário da competição, acabaram por tirar partido dessa realidade, colocando representantes seus nos primeiros patamares do pódio, por via da acção de dois velejadores locais que ocuparam os dois primeiros lugares do pódio. Foram eles, Carlos Regueral e Jacobo Naranjo, ambos do Real Clube Náutico da Corunha, que ocuparam com toda a justiça os dois primeiros patamares do pódio, com 3 e 5 pontos, respectivamente, logo seguidos pelo matosinhense Serafim Gonçalves, este ano a representar os “vareiros” da NadOvarense, que ficou na terceira posição, com sete pontos. Uma boa estreia para Serafim Gonçalves, em cujos argumentos competitivos, os dirigentes da colectividade “vareira” parecem acreditar sinceramente. Até porque, a temporada veleira ainda agora começou.


