Não coubemos todos lá, nos pavilhões e nos espaços abertos da FIL, nessa que foi primeira Festa do Avante, em 1976, que desde logo conquistou a adesão de amplas e variadas camadas da população portuguesa.

Tanto de Lisboa, mas também de todo o País, chegaram os visitantes para aquela que se viu desde logo vir a ser a maior manifestação sócio-cultural e política de Portugal.

Artistas de todo o mundo, vindos da URSS e de outros países socialistas, fizeram brilhar esses três dias e quem não se lembra do Oktober Club, da RDA, dos italianos do Canzoniere Internazionale, do catalão Pi de la Serra e do nosso saudoso Adriano Correia de Oliveira?

Seja ou não um caso de estudo, como já declarou o actual Presidente da República habitual frequentador da Festa, decorridos que são 43 anos, nos passados dias 6, 7, e 8 deste mês realizou-se a edição de 2019, ainda com mais entusiasmo e superior organização, exaltando ideais, convicções, coragem e uma imensurável confiança no futuro do colectivo partidário comunista e seu projecto de sociedade.

Aqui deixo um pequeno extracto da intervenção do Secretário Geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmando que «O povo português sabe de experiência feita que este Partido, que está associado a cada avanço ao longo dos quase cem anos da sua história, sempre e sempre foi buscar forças à luta pelos seus direitos, que este Partido nunca faltou à chamada da defesa dos seus interesses, que este Partido, mais necessário hoje que ontem, nunca traiu as suas aspirações. Assim foi ontem, assim é hoje, assim vai continuar a se amanhã. Estamos prontos para os combates que aí vêm. Prontos e animados pelas nossas convicções e ideais. Prontos com a coragem política que é necessária. Prontos com toda a coragem que seja precisa! Com imensa confiança!».

Sem minorar qualquer das outras intervenções proferidas durante o grandioso comício, não posso deixar de referir a de Alma Rivera do Secretariado e da Comissão Política da JCP: «Não aceitamos impossíveis, inevitável é o nosso projecto! Daqui deixamos a certeza de que, como podem ver, grandes empreitadas não nos assustam e em todas as batalhas estaremos presentes! Com a força que tivermos. Podem contar que estaremos onde estão as mais jovens fileiras da luta. O presente é de luta e o futuro é nosso!». 

No próximo dia 6 de Outubro os trabalhadores e o povo português em geral vão ser chamados a eleger 230 deputados para a Assembleia da República; o PCP e o PEV concorrem na CDU-Coligação Democrática Unitária com um programa que pretende ir mais longe na luta por um País mais justo e por melhores condições de vida e de trabalho, pois é preciso avançar na justiça social e no desenvolvimento económico.

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