“ESTE NÃO É APENAS UM CARGO, É UM COMPROMISSO COM A JUVENTUDE MICAELENSE E COM O FUTURO DA NOSSA TERRA”

Após ter sito eleito presidente da Juventude Social Democrata (JSD) da Ilha de São Miguel, André Pontes falou, em entrevista exclusiva ao AUDIÊNCIA, sobre a forma como encara o desafio da militância partidária, num tempo em que o escrutínio público se tornou permanente e implacável. Honrado pelo trabalho que tem desempenhado, o também presidente da Assembleia da Concelhia da JSD da Ribeira Grande evocou, ainda, sobre a sua vontade de continuar a defender os interesses dos jovens. Com um percurso já consolidado na estrutura da JSD e um olhar atento sobre os problemas do seu concelho e da juventude açoriana, André Pontes não escondeu as suas ambições e os desafios autárquicos que se avizinham, reforçando a urgência de envolver mais jovens nos destinos políticos da região.

 

André Pontes, isto de ser militante partidário, hoje em dia, não é tarefa fácil. O que é que o leva a andar nestas andanças?

Acho que cada vez mais é difícil fazer parte dos movimentos políticos, sobretudo quando temos visto as notícias dos últimos tempos, porque, hoje em dia, ser político é, basicamente, dizer à população que o livro da nossa vida está aberto e disponível a qualquer um, sobretudo aos órgãos de comunicação social. Portanto, acaba por ser um pouco difícil, mas também quem nada deve nada teme. Acredito que a política ainda pode ser um instrumento nobre e que deve estar à disposição para servir os melhores interesses da nossa população. Portanto, assumo esta qualidade de militante de um partido, independentemente de ideais ou intenções políticas, como estar à disposição das pessoas para ajudar e prevalecer os seus interesses.

 

Recentemente foi eleito presidente da JSD de São Miguel. Qual foi o sentimento? Qual é a sua principal missão? Quais são os seus objetivos?

Ser eleito presidente da JSD de São Miguel foi um momento de enorme orgulho e responsabilidade. Senti-me profundamente honrado com a confiança dos militantes e motivado para retribuir com trabalho, dedicação e resultados. Este não é apenas um cargo, é um compromisso com a juventude micaelense e com o futuro da nossa terra. A minha principal missão e os principais objetivos da nossa equipa passam por dar mais voz aos jovens, garantindo que as suas ideias e preocupações estejam no centro da agenda política. Quero aproximar a JSD da comunidade, reforçar o diálogo com as escolas, com as associações e com as instituições do poder local, criando espaços onde os jovens possam participar ativamente na construção de soluções para os desafios que enfrentamos.

 

Também foi nomeado no 23º Congresso da JSD dos Açores, vice-presidente coordenador da JSD Regional.  Qual foi o mote do certame? Que responsabilidades representam esta nova função?

O 23º Congresso da JSD/Açores teve como mote “Ganhar com a Juventude”, tendo este decorrido na Ilha Terceira, concelho de Angra do Heroísmo. Esta nova função representa a responsabilidade de articular as estruturas locais da JSD, promover a coesão entre as nove ilhas e garantir que as prioridades da juventude estão representadas em todas as instâncias das tomadas de decisão.

  

Anteriormente, exerceu o cargo de secretário-geral desta estrutura. O que procurou colocar em prática?

Portanto, nomeadamente nas funções que referiu, quisemos que o mote do 22º Congresso, onde fui eleito secretário-geral, fosse, de certa forma, uma renovação da estrutura, desde logo incrementando a eleição de jovens mais jovens para que estes começassem a ter alguma experiência política e a abraçar os desafios que estas andanças proporcionam. Em termos das minhas funções, fui responsável por todos os atos eleitorais da estrutura desde os núcleos de freguesia, aos núcleos de concelhia, às comissões políticas de ilha e também, ao fim ao cabo, na organização dos próprios eventos regionais e congressos que dão a composição aos órgãos regionais. Toda a dinâmica interna da estrutura passa pelas mãos da secretaria-geral, desde a questão da logística, da organização, dos contactos, dos orçamentos, até mesmo inclusive nas reuniões da estrutura, nas comissões políticas regionais e nos conselhos regionais, cabe ao secretário-geral prestar todas as contas aos militantes da estrutura. Portanto, ao fim ao cabo, acaba por ser a pessoa que prepara e gere essa parte interna.

 

A Ribeira Seca da Ribeira Grande controla totalmente a estrutura da JSD Regional.

Isto não se trata de uma questão de uma determinada localidade dominar uma estrutura, mas sim da própria dinâmica dos militantes que, por sua vez, neste caso em concreto, acabam por ser dessa freguesia. Poderia acontecer o mesmo numa outra freguesia de outro concelho, ou até mesmo de outra ilha.

 

Isso quer dizer que a JSD está com falta de garra?

Não, a JSD não tem falta de garra e, enquanto lá estiver, tenho a certeza que não irei deixar que isso aconteça.

 

Veio a público que, apesar de ter militantes, e a JSD também os tem e anda por lá de vez em quando a estrutura nacional, o PSD corre o risco de não apresentar candidatura no Corvo nas próximas autárquicas, porque os militantes se recusam a apresentar lista. Isto é sintoma de quê?

Não me cabe a mim fazer comentários quanto a essa questão, até porque não vivo a dinâmica dos militantes do PSD da ilha Corvo, mas acredito que o PSD tem que ter condições para apresentar candidatos em todos os concelhos e freguesias, salvo raras exceções. Temos de querer apresentar candidatos em todos os locais. Acreditamos que temos militantes e simpatizantes e até mesmo pessoas da sociedade civil que conseguem se identificar com o nosso partido e que conseguem também levar a cabo as nossas linhas orientadoras.

Mas, não será tão má quanto aquela vez em que aconteceu de apresentarem lista e não terem recolhido um único voto, ou seja, nem os candidatos votaram em si.

Como disse há pouco, não vivo a dinâmica do Corvo. Acredito que tem o seu próprio microclima político. Não vou comentar essa situação, mas acredito que têm os seus motivos e acredito que também tenhamos de respeitar as suas decisões.

 

A Regional não respeita as decisões dos militantes do Corvo?

Não é isso que estou a dizer. Esta é uma pergunta que deverá fazer à Comissão Política Regional do PSD Açores.

 

Nestas legislativas ficou de fora, mas nas anteriores estava em quarto lugar na lista de candidatos à Assembleia da República. O que é que o levou, na altura, a aceitar essa predisposição e agora a não ter sido convidado ou não ter aceitado integrar a lista?

Nas últimas legislativas nacionais, tínhamos definido internamente na JSD, aumentar o número da representação da JSD nas listagens. As listagens são por ilha, ou seja, cada ilha indica os seus candidatos e houve oportunidade de indicarmos um jovem na Ilha de São Miguel em quarto lugar, tal como tinha ficado de fora nas legislativas regionais, até porque também é preciso dar lugar a outros jovens, pois temos de ter um desprendimento da política. Portanto, ficando de fora nas regionais e tendo as regionais abraçado nas listagens outros jovens, disponibilizei-me a ser o candidato da JSD número quatro nas anteriores legislativas. Nestas legislativas em concreto, a Comissão Política Regional do PSD necessitava da indicação de uma de uma mulher, se calhar para cumprir objetivos de paridade da listagem e acabei por ficar de fora, mas tudo fizemos para que também fosse uma jovem da Ribeira Grande e assim o é, Maria Inês Gouveia, ficou no quarto lugar da lista, indicada pela JSD, e é natural de Rabo de Peixe, até porque este ano temos desafios autárquicos nos quais estou mais focado.

 

É presidente da JSD da Ilha de São Miguel, presidente da Assembleia da Concelhia da JSD da Ribeira Grande, 1º secretário da Assembleia de Freguesia da Ribeira Seca, deputado municipal e percorre os corredores do Palácio Presidencial. Portanto, é a pessoa indicada para me dizer quais são os objetivos por parte da JSD relativamente às próximas eleições autárquicas, atendendo que vai haver uma renovação muito significativa dos quadros que o partido vai apresentar como candidato?

Tal como tínhamos definido nas últimas autárquicas de 2021, queremos claramente compor as listagens das Assembleias de Freguesia, da Assembleia Municipal e até mesmo a lista da Câmara Municipal com o maior número de jovens possível. Agora, em 2025, queremos aumentar ainda mais e vamos fazer força, até se possível, para que tenhamos algum candidato jovem a alguma Junta de Freguesia, queremos mais deputados municipais jovens e até mesmo compor a lista da Câmara Municipal nos primeiros lugares. Portanto, esperamos colocar o maior número possível de jovens.

Logo, o problema está entre encher as listas e ter um papel ativo nessas mesmas listas, que é estar nos lugares, à partida, elegíveis para os diferentes órgãos, a começar pela Câmara Municipal. Lembro que o atual presidente, que termina agora mandato, quando ganhou as eleições, ainda era militante da JSD. Qual é o caderno de encargos que a JSD vai apresentar ao candidato do PSD à Câmara Municipal da Ribeira Grande, Jaime Vieira?

Portanto, em 2021, tínhamos 1 ou 2 jovens eleitos na Assembleia Municipal e queremos aumentar esse número para no mínimo 3 jovens. Queremos também que nos primeiros dez lugares da lista à Câmara Municipal tenhamos dois jovens e o máximo possível de jovens elegíveis nas Assembleias de Freguesia e como disse há pouco até se for possível algum jovem presidir uma Junta de Freguesia ou fazer parte dos seus executivos.

 

Um dos problemas que acontecem normalmente nas freguesias e normalmente freguesias pequenas, como existem várias não só no concelho da Ribeira Grande, como nos diferentes concelhos dos Açores, é que com esta limitação de mandatos há a tendência, e não é inédita na Ribeira Grande, por exemplo, de que o presidente de Junta quando atinge o limite, passa a número dois ou número três e manda a esposa para o número um. Isto vai de acordo com os princípios que a JSD defende para as listas do PSD nas próximas eleições?

Claramente que esta questão parte muito de uma questão de valores, princípios e até do bom senso e da ética e, portanto, na minha opinião pessoal, não é algo que faz parte da minha visão, nem da minha maneira de ser e pensar. Acredito que os restantes militantes também partilham essa visão, logo, claramente que não faz parte da nossa maneira de atuar.

 

Garante que não vai acontecer?

Não posso garantir que não vai acontecer, porque nem tudo passa pelas minhas decisões, mas se tiver algum papel na matéria, claramente irei votar contra.

 

O que é que a JSD acha que o próximo programa eleitoral de Jaime Vieira deve conter para melhorar a estrutura social, política, económica e cultural do concelho da Ribeira Grande?

Nas próximas autárquicas de 2025, iremos assistir ao fim de um ciclo que iniciou em 2013, com o executivo atual e os vários executivos que acompanharam o presidente Alexandre Gaudêncio, onde muito foi feito, e onde muito se planeou para o futuro. Portanto, será também o início de um novo ciclo que terá forte componente de continuidade dos planos estratégicos e dos projetos deixados em carteira. Acredito que existem várias obras estruturantes para o concelho, que necessitam de ser concluídas, nomeadamente a frente mar, a Tondela e a estrada que liga Rabo de Peixe à Freguesia da Ribeira Seca. A Ribeira Grande também necessita de um pavilhão municipal, entre muitas outras obras que podia elencar aqui, como a questão da segunda fase da proteção da orla costeira das Calhetas, como a própria reestruturação ou até mesmo, inclusive, a construção de uma nova Escola Secundária da Ribeira Grande, visto que a mesma já não tem as melhores condições para os estudantes e para a comunidade escolar que lá frequenta e passa todos os dias. Portanto, há aqui muita obra que necessita de ser feita, mas acho que tudo acaba por ser um comprovante, ou seja, termina um ciclo, contudo, existem muitas sementes que foram semeadas e acho que basta continuar o trabalho e claramente exigir muitas mais obras, pelo que vamos necessitar, certamente não só do orçamento da Câmara Municipal, como também da intervenção do Governo Regional, para que todas essas se materializem.

 

Se tivesse juntado a PSP e a Lombinha a algumas dessas medidas eu estava a ver o programa eleitoral de há 12 anos atrás, ou seja, exatamente as mesmas medidas, que na altura eram prometidas, como o Caminho da Tondela, que é um histórico. Não sei há quantos anos, porque eu só estou na Ribeira Grande há 11, mas desde essa altura que eu já ouvia falar no Caminho da Tondela, como uma obra a ser realizada no ano seguinte, entre as outras coisas que citou, como a Escola Secundária. O que é que isto significa? Significa que pelo meio apareceram novos projetos e que estes tiveram de ficar para trás? Que houve falta de apoio regional ou nacional? O que é que falhou? Falhou vontade?

A vontade está sempre presente. Como deve calcular, há coisas que não são tão visíveis, mas que estão feitas, nomeadamente, e entrando em concreto na obra da frente-mar. Há todo um processo que foi feito e que não é visível, mas que acaba por levar o seu tempo e também acaba por ser quase que “uma das fases” que também foi concluída. Trata-se da aquisição das casas, do realojamento dessas famílias noutras habitações. Logo, são tudo processos que levam o seu tampo e que demoram a ser concluídos. Portanto, não existe falta de vontade, as coisas que foram possíveis de ser feitas, estão feitas. Temos projeto concluído, também pelo meio foram acontecendo as vicissitudes da governação, nomeadamente a apresentação de vários concursos que ficaram desertos. Portanto, a vontade está lá, há coisas que aparecem pelo meio, mas nós estamos cá, certamente, para encontrar soluções. Quanto às outras obras que referi, todas elas estão em andamento, algumas não dizem respeito ao orçamento municipal, mas foram feitas várias intervenções e várias exigências aos Governos que têm capacidade de atuar nessas mesmas obras e referindo em concreto à PSP. Lembro-me que este executivo e os vários que passaram fizeram muita força. Lembrar também que o Governo da altura não era da nossa cor e desinvestiu, claramente, nessa situação da PSP. E quanto à parte do Governo Regional, também lembrar que ainda há bem pouco tempo, o Governo era liderado pelo Partido Socialista e nunca houve vontade política desse mesmo Governo em apostar na Ribeira Grande. Há pouco tempo temos um Governo liderado pelo PSD em coligação e já existem algumas luzes ao fundo túnel, nomeadamente na questão da frente de mar, em que o Governo Regional já transferiu uma parte do montante para a execução da próxima fase dessa obra e, portanto, vamos continuar nesta senda de exigências para também colocar a Ribeira Grande onde ela bem merece, no panorama regional.

 

Quando eu falo em falta de concretização de ideias e de projetos eleitorais, não me refiro, obviamente, só ao PSD, porque eu estou recordado de que nas últimas autárquicas, o Partido Socialista pôs um grande outdoor na rotunda da Ribeira Seca a dizer que aquilo ia se tornar numa autoestrada para aviões e acontece que realmente andaram a fazer uma obra, mas desde há quatro anos para cá se a estrada não está igual, pelo menos na largura está, no resto não sei se está. Havia ali um projeto megalómano, que já estava em vias de concretização, prometido pelo Governo Regional dos Açores, depois isso não ocorreu. Sabes dizer-me porquê? Foi porque o Governo do PSD não quis ou porque, afinal, aquilo só não passava de propaganda política do Partido Socialista e do Vasco Cordeiro, na altura?

Claramente que essa placa tanto é no seu tamanho, como na sua concretização, aquela que foi a realidade do Governo socialista: prometer e não cumprir. Nunca houve nada em concreto para aquela zona e passou claramente apenas por uma propaganda, tal como as outras restantes das obras que este Governo Regional, agora sim, tem feito e tem concretizado, quando antes passavam apenas por promessas, outdoors e questões de imagem apenas. Acredito que agora as coisas estão bem encaminhadas. Já foi lançada uma intenção por parte da secretária regional com a tutela, a doutora Berta Cabral, que vai iniciar, em 2026, o processo de expropriação desses terrenos, para a concretização dessa obra. Estamos cientes que é uma obra que irá levar o seu tempo, mas claramente que estamos expectantes e realmente faz muita falta aquela via.

 

Portanto, com certeza que antes do próximo milénio essa obra estará concretizada.

Tudo faremos para assim não o seja. Esperamos que seja uma obra para estar concluída nos próximos anos.

 

André Pontes, ambições pessoais toda a gente tem e na política não é exceção. Há pouco falou sobre a importância dos jovens se candidatarem às Juntas de Freguesia. Será candidato à presidência de uma Junta de Freguesia?

Se calhar nas próximas autárquicas não, até porque na freguesia onde atualmente resido e faço vida já temos recandidato. Mas, claramente, que é uma porta que não fecho. Posso adiantar que é uma ambição, mais do que política, pessoal, com muito gosto e amor que tenho pela minha freguesia.

 

E liderar uma lista para a Assembleia Municipal?

Não faz parte dos meus planos liderar uma lista à Assembleia Municipal, pelo menos no imediato. Mas um dia, quem sabe.

 

André Pontes, quais são os seus objetivos?

O maior objetivo que tenho é continuar a fazer parte destas andanças, poder contribuir para os ribeiragrandenses, independentemente do cargo em que estiver dando um pouco da minha experiência e estando sempre disponível para ajudar todos os habitantes e todos os jovens. E eu penso que é isso que nos move na política, a disponibilidade para ajudar o outro e a disponibilidade para ajudar os nossos companheiros, pois temos de estar disponíveis para ajudar todos, porque só assim conseguimos tornar a nossa cidade num lugar melhor.

 

Recentemente, ouvi uma opinião pública de que um dos grandes problemas é que há muito cargo político a ser exercido por quem não conhece a vida, isto é, é nunca trabalhou, nunca sentiu dificuldades, não tem experiência de absolutamente nada, a não ser de uns cafés, de andar com os livros debaixo do braço e das cunhas dos familiares. Tens a perceção de que isso acontece também nos Açores?

Eu tenho a perceção de que isso é uma coisa que é transversal, não só aos Açores, como à própria região da Madeira e ao próprio continente.

 

Falaram-me concretamente de diretores regionais que não têm aptidões para o lugar.

Como deve calcular essa questão dessas nomeações não parte de mim.

 

Mas, como cidadão nascido e criado na Ribeira Grande, desempenhando vários lugares de destaque dentro da estrutura partidária, sente algum dissabor por quem nada fez estar nos lugares que está e quem já trabalhou e tem experiência de vida, como o André Pontes, não poder desempenhar essas funções?

Vou responder à sua pergunta com alguns comentários que tenho ouvido nesse sentido e que fazem se calhar sentido, redundância à parte, para responder a essa questão. A política precisa cada vez mais de pessoas que não dependam da política para fazer a sua vida. Portanto, acho que a política tem outro sabor, quando as pessoas têm uma experiência de vida, uma experiência profissional fora da política ou uma experiência associativa ao longo do seu percurso, seja ele maior ou menor do que os outros, fruto dos anos que se tem. Acho que nós devemos levar para a política o melhor que temos de experiência da nossa vida. Portanto, quando não se tem experiência de vida, não é dizer que, à partida, vai desempenhar mal o cargo, pois pode ter habilitações literárias e pode até ter alguma capacidade de gerir esses processos, mas fica tão melhor quando nós temos alguma experiência de vida, alguma experiência profissional, associativa ou o que quer que seja, para complementar esses cargos. Claramente que, como cidadão, fico muito mais satisfeito e confiante em quem desempenha esses cargos se trouxer consigo uma bagagem de experiência profissional, associativa, ou até mesmo de vida, pois terá logo, à partida, outra capacidade de gerir e de estar à frente dos destinos dessas pastas que referiu.

 

O André Pontes, cidadão, e porque o voto é secreto, nas próximas autárquicas tem várias opções para a presidência da Câmara Municipal da Ribeira Grande, como Jaime Vieira e Lurdes Alfinete. Em quem vota e porquê?

O André Pontes, cidadão, só tem uma alternativa na Ribeira Grande que é votar Jaime Vieira, que encabeça um projeto social-democrata e as razões estão mais do que à vista. O PSD na Ribeira Grande tem muito trabalho feito e as pessoas sabem que podem contar com o partido e com Jaime Vieira, o qual fez um trabalho meritório enquanto autarca da Vila de Rabo de Peixe e enquanto deputado à Assembleia Regional dos Açores.