A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, organizou uma simbólica comemoração, que consistiu num percurso pelo município utilizando diversos meios de transporte, entre os quais o metro, teleférico e bicicleta. Além desse momento, a Câmara, na pessoa do vereador do Ambiente, Valentim Miranda, aproveitou para dar a conhecer o projeto “BICIGAIA – UMA CIDADE EM MOVIMENTO” que consiste na formação das crianças no que diz respeito a andar de bicicleta nas estradas. Segundo o vereador, a ideia é educar, desde cedo, as crianças para outros meios de transportes mais sustentáveis, ao mesmo tempo se tenta que, no futuro, haja mais civismo nas estradas.

 

 

No âmbito da comemoração da Semana Europeia da Mobilidade, a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia convidou a comunicação social a acompanhar, no dia 17 de setembro, uma pequena cerimónia e percurso, pensado para mostrar algumas das valências do município na área. Presentes estiveram o vereador do Ambiente, Valentim Miranda, o engenheiro António Castro, da Gaiurb, Carla Jorge, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Marina Mendes, vereadora da educação, e Paula Carvalhal, vereadora da Cultura, entre outros convidados.

A simbólica comemoração da Semana Europeia da Mobilidade começou com uma pequena receção no Salão Nobre da Câmara Municipal de Gaia, onde passou um vídeo de apresentação de projetos no âmbito da mobilidade, seguiu-se uma viagem de metro para o Jardim do Morro. No Jardim do Morro estava preparada uma apresentação do projeto “BICIGAIA – UMA CIDADE EM MOVIMENTO”, que acabou por não acontecer, uma vez que choveu um pouco antes e as crianças acabaram por não se deslocar ao local, no entanto, o projeto foi brevemente apresentado pelos responsáveis presentes. Depois do curto momento dedicado ao “BICIGAIA”, a comitiva desceu no teleférico à cota baixa da cidade. Nas instalações da Gaiurb esperava um pequeno Porto de Honra, ou Gaia de Honra como brincou o vereador Valentim Miranda, e a iniciativa terminou com a comitiva a dar um passeio de bicicleta do Cais de Gaia até à Reserva Natural Local do Estuário do Douro, em Canidelo, sendo que depois o percurso inverso até à Câmara Municipal de Gaia aconteceu através dos mesmos transportes (bicicleta-teleférico-metro).

Durante o momento inicial, no Salão Nobre da Câmara Municipal, passou um vídeo que apresentou alguns dos investimentos mais recentes de Gaia na área da mobilidade, nomeadamente o projeto da futura Ponte D. António Francisco dos Santos, em Oliveira do Douro, a extensão da linha de metro até Vila D’Este, com destaque para a acessibilidade que vai permitir até ao Hospital de Gaia, bem como a  nova e futura ligação por metro, através de uma nova linha, de Santo Ovídeo e Devesas ao Campo Alegre, numa nova travessia sobre o Douro. A aposta no Metrobus, uma estratégia inovadora de mobilidade para chegar aos locais onde não é possível chegar o metro, foi outro dos projetos mencionados. O Mob+, já em funcionamento em algumas freguesias, e cuja expansão para todas é uma prioridade, também constava no vídeo, bem como o sistema inteligente de ciclovias que Gaia tem.

O engenheiro António Castro da Gaiurb dirigiu ainda algumas palavras ao público presente, admitindo que tem sido feito um trabalho árduo no sentido da mobilidade, aliada à sustentabilidade e que a população das antigas 24 freguesias, agora 15, tem sido ouvido, até porque, acima de tudo, importa uma população feliz. António Castro ainda salientou que a rede de mobilidade gaiense é importante, não só para os habitantes, bem como para aqueles que todos os dias passam por Gaia, seja em contexto laboral, ou até mesmo de passeio, até porque Vila Nova de Gaia é uma das cidades portuguesas que recebe mais turistas por ano. “Temos um projeto extraordinário, que é o passe sub13 e sub18, e com isto não estamos a dar borlas a jovens, estamos a incentivar e a criar uma rotina do uso do transporte publico. É um meio para chegar a um fim, criar uma cultura de utilização de transportes públicos”, referiu ainda o engenheiro sobre o esforço do município da área da mobilidade e terminou referindo que “é a nossa a visão, a nossa missão, continuar a fazer melhor, fazer uma Vila Nova de Gaia melhor, um país melhor, porque só assim conseguimos, construindo hoje para amanhã”.

Carla Jorge, da Agência Portuguesa do Ambiente, também dirigiu umas curtas palavras ao público, referindo apenas que estava contente por estar em Vila Nova de Gaia e poder ver pessoalmente alguns destes projetos. “Parabéns por todo o trabalho que têm desenvolvido”, foram as palavras que dirigiu aos membros da Câmara enquanto elogiava também o facto de terem sido ouvidos os habitantes, uma vez que, como ela própria disse: “a mudança de mentalidades tem sido o maior impedimento, muitas das vezes, para pôr em prática projetos que os municípios tentam desenvolve. Ouvir é importante”.

Quanto ao projeto “BICIGAIA – UMA CIDADE EM MOVIMENTO”, o vereador Valentim Miranda explicou que nasceu do facto de terem verificado que havia uma falta de conhecimento, por parte das crianças, no sentido de saberem andar de bicicleta na estrada, “principalmente as crianças dos grandes centros”. Valentim diz que falou com a vereadora da Educação, Marina Mendes, e que, juntos, acharam que havia condições para uma parceria entre ambiente e educação. O projeto foi submetido a uma candidatura nacional, venceu, e hoje já se encontra em funcionamento nas escolas. “Ironias do destino, iniciou-se na Semana Europeia da Mobilidade”, brincou Valentim Miranda. Os alunos do sexto ano são os privilegiados que terão, para já, acesso a esta experiência, mas a ideia é alargar.

“A ideia é que depois deste apoio resultante da candidatura, as escolas contemplem todo este projeto nos planos de educação delas, é uma atividade que pode ser feita em educação física ou em formação cívica, por exemplo”, disse o vereador do Ambiente. O projeto consiste, basicamente, num grupo de monitores que se deslocam às escolas, levam os equipamentos necessários e montam percursos, ensinando às crianças as regras básicas para se andar de bicicleta nas estradas. “Consiste na formação dos miúdos e na aprendizagem a andar de bicicleta, o que se vai traduzir, mais tarde, em maior civismo nas estradas, porque lhes vai dar formação do código, como se deve andar de bicicleta nas estradas. Se queremos valorizar o nosso território, em termos de mobilidade, não podemos exigir a estas crianças que daqui a dez anos, como adultos, usem meios alternativos se não sabem andar de bicicleta”, explicou Valentim Miranda.

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