Nascida na Horta, na ilha do Faial, onde viveu até aos 22 anos, esta açoriana trocou as ilhas por Vila Nova de Gaia há 30 anos.

Contudo, é agora em Vila do Conde, junto do filho que se tornou padre, que vive e trabalha como dinamizadora cultural de uma IPPS, num centro de dia. Curiosa desde sempre, quis saber mais e ter todo o conhecimento que podia. Diríamos mesmo que era uma mulher à frente do seu tempo.

Fez de tudo um pouco, sempre com entusiasmo e muito dinamismo, mas foi na escrita que se destacou. Escritora e poetisa, tornou-se numa referência cultural incontornável, promovendo tertúlias de poesia, encontros poéticos, noites de fados, tudo ligado à cultura em Gaia.

A música também foi uma das suas paixões, não de forma profissional, mas chegou a cantar o fado e atuar em espetáculos como o Natal dos Hospitais, enquanto viveu nos Açores. Esta sua veia cultural e artística, fez com que, em 2018, promovesse um projeto de teatro com os idosos do centro de dia em que trabalha, aproveitando o seu próprio conto de Natal e mais destas iniciativas prometem tornar-se realidade em 2019.

Gostava de ser lembrada como alguém que batalhou sempre, para que quem tivesse à sua volta conseguisse ser feliz e é autora do romance “Filha de Ninguém”, cuja segunda edição irá sair em breve com nova roupagem, onde fala sobre a sua adoção, a sua vida na infância na pequena ilha açoriana.

Falamos de Manuela Bulcão, vencedora do 2º Troféu Sinal dos Tempos atribuído pelo AUDIÊNCIA.

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