Fundado a 9 de setembro de 2005, o Museu da Emigração Açoriana tem desempenhado o papel da memória e da história das gentes e dos fluxos migratórios açorianos que se iniciaram no séc. XVIII e que tiveram enorme expressão a partir de meados do séc. XX. Do seu rico e vasto espólio, constam peças que simbolizam e retratam a busca de novas oportunidades em novas terras, onde o açoriano sempre foi procurado, pela sua robustez, resiliência e determinação, em muito motivada pela necessidade e pela procura incessante de garantir o sustento dos familiares, alimentado pela saudade e pelo cheiro do mar e da terra destas ilhas.
O programa comemorativo do 20º aniversário do Museu da Emigração Açoriana teve início no passado dia 9 de setembro, com inauguração da exposição comemorativa “20 anos de Museu de Emigração Açoriana”, momento que contou igualmente com a apresentação, no concelho, do livro de Pedro Almeida Maia, “Condenação – A história de um gangster açoriano na América”. No arranque das comemorações, houve também espaço para uma palesta por Onésimo Teotónio d’Almeida sobre “Museus, Memória – Memórias e Esquecimentos”, para o testemunho dos presidentes de Câmara cujos mandatos se realizaram desde a fundação do Museu, e ainda para a atuação, em jeito de concerto comemorativo, do artista luso-açoriano Frank Rod Jr.
As restantes atividades desenrolam-se durante o mês de setembro, mormente nos dias 23 e 30 de setembro, com a apresentação de um livro “Monumentos ao Emigrante” de Daniel Bastos e Luís Carvalhido, que contou com apresentação de Onésimo d’Almeida e a inauguração da exposição fotográfica “Monumentos ao Emigrante”, tendo havido ainda um concerto comemorativo de Clayton e Cátia. No dia 30 de setembro, decorreu a apresentação da obra de Eduardo Medeiros, “175 anos de Portuguesas nas Bermudas”, inaugurando-se também a exposição “Açores-Bermudas” e o concerto de João Moniz.


