Corria o mês de Agosto do ano 1945 e precisamente nos dias 6 e 9 as cidades de Hiroshima e Nagasáqui foram bombardeadas criminosamente com a utilização pela primeira vez na história da energia atómica destinada a fins bélicos.

Nunca será demais repetir que o crime atingiu quase exclusivamente as populações daquelas cidades japonesas duma forma avassaladora e ainda hoje é possível, através de fotografias e filmes da época, ficarmos com uma pálida ideia da destruição e morte causadas por esses bombardeamentos.

O imperialismo norte americano tentou sem resultado justificar o criminoso emprego da arma nuclear pela voz dos governantes de então que afirmaram ter sido necessário utilizá-la para acabar com a guerra mais rapidamente, argumento pleno de hipocrisia, pois sabiam muito bem que iriam atingir essencialmente vítimas inocentes.

Não podemos nem devemos esquecer que o presidente Truman declarou nessa altura que «a bomba atómica é mais uma arma no arsenal da justiça» e ainda «Deus guiou os Estados Unidos da América quando lançou a bomba atómica», a par de outras considerações de idêntico teor lançadas aos quatro ventos através do seu discurso no Congresso e que deram origem à chamada Doutrina Truman.

Esta atitude ignóbil teve, porém, o claro objectivo de mostrar ao mundo quem era quem no período posterior à II Guerra Mundial e quais as regras a ser impostas, pois a paranoia contra a União Soviética, País que mais contribuiu para a vitória e também mais sofreu com a libertação da Europa e do mundo do nazi fascismo, passou a ser o grande objectivo da política ocidental liderada pelos Estados Unidos, preocupados com a onda socialmente libertadora causada pelo aparecimento do homem novo.

O periodo que se segue de ofensiva anti popular e anti comunista assim o demostra cabalmente se nos lembrarmos das guerras da Coreia e do Vietnam, onde foram utilizadas armas químicas e biológicas e mais recentemente na Jugoslávia com utilização de urânio empobrecido, a par do que tem acontecido mais nos dias de hoje no Afeganistão, Iraque, Líbia, Iémen, Somália e Síria, conflitos destinados a saquear os recursos naturais desses países e causadores da imparável vaga de refugiados.

Por essa razão, quando lembramos os acontecimentos de Hiroshima e Nagasáqui, estamos também a pensar nos perigos reais do presente, face à corrida armamentista e às provocações contra a Rússia e a República Popular da China e outros países que pura e simplesmente recusam prestar vassalagem ao imperialismo estado unidense, à União Europeia e ao seu braço armado a NATO.

Esta situação preocupante que pode transformar-se em perigo iminente, convoca-nos para a luta sem tréguas pela PAZ e contra a guerra, participando em todas as iniciativas a realizar nesse sentido.

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