O Centro Interpretativo da Agricultura Açoriana, da responsabilidade da Associação Agrícola de São Miguel, terá lugar no antigo restaurante da Associação Agrícola. Orçado em 480 mil euros, após fase de conclusão, criará entre seis e 10 postos de emprego.

 

 

A apresentação do Centro Interpretativo da Agricultura Açoriana decorreu no Parque de Exposições de Santana a 4 de agosto, integrada na visita de trabalho do Governo Regional dos Açores à ilha de São Miguel.

Vasco Cordeiro, que esteve presente durante esta cerimónia e que se fez acompanhar pelo Secretário Regional da Agricultura e Florestas, João Ponte, afirmou que “este não é apenas um espaço físico. O que aqui está em causa neste centro é bastante mais, na medida em que, através dele, será possível fazer o trajeto que a agricultura açoriana percorreu até aos dias de hoje”.

O Presidente do Governo Regional dos Açores enalteceu esta iniciativa e vincou o facto da Região produzir mais de 35% do leite no país, cerca de 50% do queijo e cerca de 20% da carne, tendo associado a criação deste centro à valorização dos produtos agrícolas regionais, indo ao encontro do que disse Jorge Rita, presidente da Associação Agrícola de São Miguel, que afirmou que este Centro Interpretativo significa a “valorização positiva dos nossos produtos pela sua excelência”.

De acordo com o governante, “esta não é apenas uma forma de expor artefactos e produtos, mas também de homenagear aqueles que nos permitiram chegar a estes dados de afirmação da agricultura açoriana”.

“Por detrás do leite, do queijo, da manteiga e de todos os outros produtos relacionados com a nossa agricultura, há uma história feita de homens e mulheres que, ao longo do tempo labutaram, muitas das vezes em condições que desafiavam a própria dignidade humana, para fazer triunfar a sua vida e também este setor e a nossa Região”, disse Vasco Cordeiro.

Por outro lado, Jorge Rita explicou que este “é um projeto que tínhamos em mente há muito tempo, e [dele] esperamos que tenha retorno para a economia da Região”.

Para o presidente da Associação Agrícola, o futuro do setor agrícola é claro: “o caminho da Região é produzir, transformar e comercializar excelência. Quantidade não é o nosso forte, mas qualidade e diversificação será sempre o nosso forte”. A luta dos agricultores e causa da Federação Agrícola dos Açores (também presidida por Jorge Rita), é a “valorização nos mercados”, pelo que a “valorização positiva dos nossos produtos” deve ser feita “pela sua excelência”.

Este novo centro irá dispor de uma sala de projeção multimédia e de uma zona de exposição de maquinarias antigas utilizadas no setor, entre outras valências e salas que servirão também para vertentes artísticas, havendo a possibilidade de ali acolher exposições.

O projeto do Centro Interpretativo é da responsabilidade do arquiteto Luís Almeida e Sousa, e conta com a comparticipação financeira do Governo Regional dos Açores e também com o apoio da Câmara Municipal da Ribeira Grande.

 

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