O grupo parlamentar do PSD/Açores lamenta o chumbo do PS à proposta de 200 mil euros, apresentada no âmbito da discussão do Plano e Orçamento da Região para o próximo ano, para a reabertura das salas de pequena cirurgia nos centros de saúde da Ribeira Grande e de Ponta Delgada.

Luís Maurício, deputado e porta-voz do PSD/Açores para a Saúde, revelou que a decisão do Governo de encerrar estas valências levou a que se tivesse perdido “não só a proximidade na prestação de cuidados, mas também a sua eficácia, uma vez que os utentes estavam habituados a um determinado tipo de resposta, mais célebre, e agora correm o risco de esperarem meses por uma pequena intervenção”.

O deputado e porta-voz do PSD/Açores para a Saúde considera que, por isso, que o encerramento das salas de pequena cirurgia em São Miguel “foi um erro político do Governo socialista”, na medida em que “centralizou as pequenas cirurgias no Hospital do Divino Espírito Santo”, com as consequências que estão à vista de todos.

“Em junho de 2017 estavam inscritos 807 doentes para pequena cirurgia no Hospital de Ponta Delgada”, salientou o deputado. De acordo com o relatório da Unidade Central de Gestão de Inscritos para Cirurgias nos Açores, a 30 de outubro, estavam inscritos para cirurgia nos três hospitais dos Açores, 11307 açorianos, dos quais 1532 para pequenas cirurgias.

“É certo que a sala de pequena cirurgia do Hospital do Divino Espírito Santo é necessária para que se continuem a efetuar atos cirúrgicos que têm enquadramento hospitalar mas sensivelmente 40% do que lá se faz podia ser feito nos centros de saúde”, afirmou Luís Maurício.

Além da reabertura das salas de pequena cirurgia em São Miguel, os social-democratas açorianos propuseram também a criação do PROPECIR, um programa de produção cirúrgica adicional para pequenas cirurgias, de modo a retirar das listas de espera cirúrgicas dos hospitais da Região, os doentes inscritos para fazerem pequenas cirurgias.

Luís Maurício sublinhou que “a teimosia do PS fez com que as propostas do PSD/Açores fossem chumbadas, tanto a da reabertura das salas de pequena cirurgia, como a que visava a criação do PROPECIR” e concluiu que “o tempo vai dar-nos razão, infelizmente quem perde são os doentes”.

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