“QUERO SER A VOZ QUE DEFENDE GAIA SEM MEDO E SEM COMPROMISSOS ESCONDIDOS”

Considerando que os gaienses estão cansados de promessas e de obras sem fim, Rui Sequeira, candidato da Alternativa Democrática Nacional (ADN) à Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, admite estar disponível para servir as pessoas e não os partidos, dando especial destaque e importância às áreas dos transportes, habitação e da economia local para o caso de vencer as eleições autárquicas de 12 de outubro.

 

Como se descreve enquanto cidadão?

Sou um cidadão comum, pai, marido e a trabalhar na área das tecnologias há 30 anos. Não venho da política de carreira, venho da vida real. Sou alguém que acredita que a política deve servir as pessoas e não os partidos.

 

Como e quando ingressou no mundo da política?

Em 2024, quando deixei de ter dúvidas que a distância entre quem decide e quem vive os problemas é realmente muito grande. Como consultor, especialista em gestão industrial, os problemas do dia a dia e respetivas soluções, são com o trabalho de campo, com a minha equipa, a auscultar, conversar e resolver os problemas. Também por isso, senti que era hora de colocar essa experiência ao serviço de Gaia.

 

Como descreve o seu percurso até então?

Foi um percurso de trabalho, de escuta e de proximidade com as pessoas, mas também, um percurso cultural — escrevi “O Segredo de Tutankamon” e fui coautor da obra póstuma do Luís Miguel Rocha, “A Resignação”. Sempre tive a ambição de deixar algo de valor às pessoas.

 

Mas em 2024 concorreu às eleições europeias pelo partido Nova Direita. Depois, tornou-se coordenador da ADN/Gaia. Porquê a mudança?

Porque acredito que a política não é sobre partidos, mas sobre causas. O ADN dá-me a liberdade e a proximidade necessárias para defender Gaia sem filtros. Não estou aqui por cargos, estou aqui por Gaia e os valores do ADN, são os meus valores, aqueles que tenho a certeza os melhores para Gaia.

 

Quais são as suas principais inspirações?

A minha inspiração são as pessoas simples, os trabalhadores, os pequenos empresários, os jovens que lutam para sair de casa dos pais e os idosos esquecidos pelo sistema. A política deve beber inspiração no povo, não em gabinetes. E tenho a família como uma verdadeira fonte de motivação.

 

O que o motiva a candidatar-se à presidência da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia?

A motivação é simples: Gaia não pode continuar a ser um parente pobre. Temos tamanho, temos gente, temos capacidade — falta liderança. Quero ser a voz que defende Gaia sem medo e sem compromissos escondidos.

 

Se for eleito, que visão tem para o concelho nos próximos anos?

Uma Gaia mais justa, com transportes públicos que funcionem, mercados municipais que sirvam os gaienses e não apenas turistas, mais habitação acessível para jovens e famílias, e um concelho que invista na economia local em vez de alimentar elites.

 

Quais diria que são as reais necessidades da população de Vila Nova de Gaia? De que forma pretende colmatá-las?

Os gaienses precisam de transportes dignos, habitação acessível, emprego estável e qualidade de vida, nomeadamente a população mais idosa. Quero soluções práticas: negócio local com acessos facilitados; circulação sem ciclovias no meio da cidade; mercado municipal central, que promova os nossos produtos; programas de apoio direto a pequenos negócios; investimento em habitação acessível e um verdadeiro apoio ao idoso.

 

Já tem definidos, ou pode adiantar, os candidatos do partido às assembleias de freguesia a que vão concorrer?

Estamos a construir equipas fortes, independentes de máquinas partidárias. Os candidatos serão apresentados aquando da apresentação pública da nossa candidatura à autarquia, mas vamos concorrer a 9 freguesias.

 

Quais os principais desafios que conta enfrentar?

O maior desafio é devolver a política às pessoas e mostrar que não precisamos de milhões para fazer diferente, precisamos é de coragem, trabalho, respostas precisas e gestão.

 

Como vê a evolução do trabalho desenvolvido pelo atual executivo ao longo dos últimos anos?

Vejo uma autarquia mais preocupada com a imagem do que com as necessidades reais. Gaia tem sido palco de obras sem fim, de projetos virados para o turismo, enquanto os transportes, a habitação, a coesão e a segurança são esquecidos. Os gaienses estão cansados de promessas.

 

Que mensagem gostaria de deixar à população?

Gaia não precisa de mais do mesmo. Precisa de alguém que fale claro, que olhe nos olhos e que esteja ao lado das pessoas. Eu sou Rui Sequeira, e com o ADN quero devolver Gaia aos Gaienses. Não vos prometo milagres, mas prometo trabalho, transparência e proximidade.