RANCHO FOLCLÓRICO REVIVEU A DESFOLHADA PERANTE SALÃO CHEIO

No passado dia 18 de outubro, o Rancho Folclórico de Perosinho voltou a recriar a tradicional desfolhada do milho, num salão completamente cheio, revivendo costumes antigos e envolvendo a comunidade numa noite de dança, música e memórias. 

 

Como vem sendo habitual há longas décadas, a Direção do Rancho Folclórico de Perosinho, presidida por Manuel Pais, mais uma vez levou a efeito a desfolhada do resto, trazendo para os nossos dias, usos e costumes de Perosinho. 

Hoje, que saibamos já não temos lavradores a realizarem estas desfolhadas. 

Como poderão verificar nas fotografias, este evento é representado dentro das instalações do Rancho Folclórico. É a estas instituições que se fica a dever trazer para os nossos dias, um pouco da vida dos nossos antepassados. 

Nesta representação, que, na nossa opinião, merece o aplauso, pois é feita com rigor: o milho-rei, com o consequente chi e o varino, o homem mistério, que as nossas moçoilas quase lhe arrancavam a pele. Representação essa, que é feita também, aquando da matança do porco. Apareçam e participem nestes eventos. 

Manuel Pais, não conseguiu esconder o seu contentamento ao reparar que o salão estava repleto. Confidenciou-nos que fez convites a algumas instituições que no seu todo justificaram a ausência. Uma exceção e justiça se faça, marcou presença o executivo da Junta de Freguesia Serzedo e Perosinho, liderada por João Morais, assim como o engenheiro Manuel Jorge, presidente eleito, após desagregação, da Freguesia de Perosinho. 

Nesta noite, o Rancho brindou-nos mais uma vez com as suas danças, desde a rusga ao vira e deste ao malhão.  

O entusiasmo foi grande que os componentes conseguiram por toda a gente a bailar. “Ajoelha-te aos meus pés e reza…” e, desde tenra idade, adolescentes, novos e menos novos, todo o mundo bailou. 

O presidente, Manuel Pais, na sua curta intervenção, apelou a todos para marcarem presença nas atividades do Rancho que se traduz em estímulo. Referiu também as dificuldades com que luta para cumprir os compromissos assumidos. Agradeceu os subsídios que recebeu da Junta de Freguesia e da Câmara, revelando que são na realidade curtos para as necessidades. Terminou, destacando as boas vontades dos elementos que compõem o rancho, que tudo fazem e que sem essa dádiva, seria impossível a sua manutenção.