O Museu da Emigração Açoriana festejou o seu 15.º aniversário a 9 de setembro passado, numa pequena cerimónia adaptada ao contexto pandémico que se vive atualmente. Na ocasião, o Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande fez saber que é intenção da autarquia “reforçar a atratividade do museu”.

 

 

Para além de uma pequena cerimónia da qual fizeram parte os colaboradores da Câmara Municipal ligados ao Museu da Emigração Açoriana, este espaço museológico organizou ainda duas exposições de forma a festejar os 15 anos do museu que pretende realçar a importância da emigração na história dos Açores.

Alexandre Gaudêncio marcou presença nas comemorações destes 15 anos de existência, e traçou alguns dos objetivos a concretizar brevemente, dando a saber que “pretendemos renovar a museografia durante o ano de 2021, de modo a reforçar a atratividade do museu”.

Do Museu da Emigração Açoriana fazem parte dezenas de objetos doados, destacando-se aqueles que foram oferecidos à edilidade por parte do antigo presidente do Governo Regional dos Açores, João Bosco Mota Amaral, para que fizesse parte do espólio daquele que seria o Museu da Emigração Açoriana.

A primeira exposição ficou a cargo de José Almeida e Mello, ficando em exposição o espólio da sua família, emigrante dos Estados Unidos da América. Desde então, têm sido diversas as exposições que este museu tem acolhido, assim como iniciativas que promovam a diáspora açoriana.

De acordo com Alexandre Gaudêncio, “a emigração é uma temática bastante valorizada neste espaço e, neste particular, há que realçar o contributo de muitos ribeiragrandenses que emigraram e doaram os seus espólios ao museu, enriquecendo-o com objetos que fazem parte de décadas da nossa história”.

O Museu da Emigração Açoriana foi visitado por 4.500 pessoas em 2019, sendo este, segundo o autarca ribeiragrandense, “um dos museus que mais visitantes recebe ao longo do ano”, já que o interesse pelo tema da emigração “cativa muitas pessoas”.

No âmbito destas comemorações, esteve patente ao ar livre a exposição “Malas e baús da nossa emigração”, que contou com alguns artigos do museu. Por outro lado, de 11 a 13 de setembro a Praça do Emigrante foi palco da exposição de fotografia “24 Hour Photo Challenge”, que apresentou os trabalhos vencedores do concurso de fotografia promovido pela Associação dos Emigrantes Açorianos, e que teve como tema a própria Praça do Emigrante.

Deste concurso saíram vencedores por escolha do júri Paulo Medeiros com “Tenho em mim todos os sonhos do mundo” na categoria de máquina fotográfica e “A writer is someone who pays the attention to the world” de Carina Silva na categoria de telemóvel. Através das redes sociais saíram vencedores Daniel Fernandes em máquina fotográfica com “Emigrantes intemporais” e também Pedro Alves com “É preciso ter lata” em telemóvel.

Na exposição que esteve patente durante um fim de semana, resultaram fotografias captadas a 19 de agosto – Dia Mundial da Fotografia. No entanto, foram 12 fotografias em exposição de livre acesso na Praça do Emigrante, tendo sido inaugurada aquando da entrega de prémios aos vencedores, cerimónia na qual esteve presente o vereador Filipe Jorge e o presidente da Associação dos Emigrantes dos Açores, Rui Faria.

Os vencedores por decisão do júri foram premiados com passagens aéreas e alojamento de duas noites para duas pessoas, com partida de São Miguel e destino a uma das outras ilhas dos Açores, enquanto que os vencedores por votação nas redes sociais foram premiados com vales de 150€ em compras.

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