No dia 16 de outubro, deu-se a pequena cerimónia de tomada de posse dos órgãos autárquicos da Assembleia e Junta de Freguesia de São Félix da Marinha, no edifício antigo da junta. Sónia Campos, Hugo Moreira, Rui Ramos e Catarina Sousa foram eleitos membros do executivo, enquanto Nuno Leite assumiu o cargo de presidente, Vítor Sousa de 1º Secretário e Isabel Alves de 2ª Secretária da Mesa da Assembleia de Freguesia. Carlos Pinto, presidente reeleito, pediu o apoio da Câmara para a repavimentação de mais ruas, mas também apelou à construção de um pavilhão desportivo. Eduardo Vítor Rodrigues não prometeu o asfalto, mas garantiu que São Félix da Marinha terá pavilhão.

 

 

Carlos Pinto foi reeleito presidente da Junta de Freguesia de São Félix da Marinha nas eleições do dia 26 de setembro. No dia 16 de outubro, no edifício antigo da Junta de Freguesia, aconteceu a tomada de posse dos órgãos autárquicos da Assembleia e Junta de Freguesia. Depois do momento formal de instalação da Assembleia, com a leitura dos juramentos e as assinaturas, foi tempo de nomear o executivo que estará ao lado do presidente Carlos Pinto neste seu último mandato. Sónia Campos, Hugo Moreira, Rui Ramos e Catarina Sousa foram a sufrágio e acabaram por ser eleitos membros do executivo para o quadriénio 2021-2025 com oito votos a favor e cinco em branco. De seguida foi apresentada a lista para a Mesa da Assembleia da Freguesia de São Félix da Marinha, onde foi apontado Nuno Leite para o cargo de presidente, Vítor Sousa para 1º Secretário e Isabel Alves para 2ª Secretária. Esta lista foi aprovada com sete votos a favor e cinco votos em branco.

Terminado o momento protocolar da tomada de posse, seguiram-se os discursos. José Faria dos Santos, da Aliança Democrática, começou por revelar a vontade de trabalhar em equipa, independentemente dos partidos, “porque o intuito e o interesse é o mesmo”, a melhoria de vida dos São Félix Marinhenses. O opositor de Carlos Pinto referiu que era um “cidadão incógnito” até estas eleições, mas que não pode esconder que sente que “a vila de São Félix da Marinha tem estado um bocadinho esquecida” quando comparada com freguesias vizinhas. São essas diferenças que José Faria dos Santos insiste que tem “enorme vontade de ver dissipadas”. “Nasci em São Félix da Marinha, vivo em São Félix da Marinha e sei as necessidades que temos, a todos os níveis”, explicou ainda o eleito pela Aliança Democrática, que ainda salientou a necessidade de ouvir e estar perto dos fregueses, uma vez que “melhor do que ninguém, eles nos podem ajudar a perceber as suas necessidades”.

Liliana Costa, do Partido Socialista, referiu vários projetos e obras que aconteceram nos últimos anos em São Félix da Marinha, nomeadamente a repavimentação de diversas ruas e a realização de vários eventos. No seu discurso, fez questão de recordar o período difícil que o país atravessou, chamando a atenção de todos para o trabalho de proximidade de uma Junta de Freguesia. “O país pode ter parado em certas alturas, mas, aqui, o trabalho continuou”, referiu.

Nuno Leite, presidente da Mesa da Assembleia da freguesia, dirigiu palavras de agradecimento pela confiança dos fregueses e prometeu cumprir a sua função pública “com isenção e a lutar para que São Félix da Marinha seja cada vez maior”. Nuno aproveitou a presença de Eduardo Vítor Rodrigues e agradeceu o apoio da Câmara Municipal em diversos setores, onde destacou a educação, “o apoio exemplar dado às escolas, para que as nossas crianças possam crescer e formar-se para a vida como adultos”, a ação social e a mobilidade,

“principalmente na pavimentação de numerosos arruamentos que permitiram uma melhor mobilidade de todos os São Félix Marinhenses”. No final, o presidente da Assembleia de freguesia eleito, desejou que os próximos quatro anos “sejam profícuos para o desenvolvimento da nossa freguesia”.

O presidente da Junta, Carlos Pinto, também começou agradecendo e deixando um compromisso no ar: “da minha parte sabem que contaram sempre com a minha dedicação e empenho total no exercício desta função. Contem comigo para ser o vosso porta-voz, para acolher as vossas propostas e críticas construtivas”. O autarca de São Félix da Marinha destacou dois princípios que implementou no funcionamento da sua junta e dos quais não consegue abdicar, “rigor nas contas numa gestão cuidadosa e proximidade à população. Só assim, fortes e credíveis, podemos levar por diante o projeto que apresentamos”.

Carlos Pinto salientou a parceria da Junta com a Câmara Municipal, que pretende que continue, até porque, segundo ele, ainda é necessário “transformar a rede viária, nomeadamente com a repavimentação e execução de passeios”, seguindo-se uma enorme lista de nomes de ruas. Além disso, o autarca fez um apelo a Eduardo Vítor Rodrigues: “A freguesia de São Félix da Marinha não dispõe de um pavilhão para a prática desportiva. Peço que neste mandato se realize. Peço também para que a sede da junta e respetivo auditório sejam uma realidade neste novo mandato”.

Já o edil gaiense brincou com a “enorme lista” de nomes de ruas, afirmando que nos últimos só se tinha ouvido falar de “ruas e mais ruas” de São Félix da Marinha. “Eu sei que ainda faltam outras tantas para fazer, mas também sei que a freguesia não pode ficar para trás em domínios estratégicos, como um pavilhão, um auditório, aspetos ligados às escolas, aspetos ligados ao associativismo, só porque queremos mais e mais ruas”, explicou Eduardo Vítor Rodrigues. Equilíbrio. É isso que o presidente de Vila Nova de Gaia pede. “Eu não estou cá para prometer que vou fazer tudo daquela lista de ruas que ali está, vou fazer o que for possível para que seja possível fazer algumas, mas ao mesmo tempo ter atenção a outras coisas, que não têm nada a ver com as ruas, mas que fazem verdadeiramente a diferença na vida das pessoas”, dando exemplos como os pequenos almoços gratuitos nas escolas, a oferta do cheque escolar no início do ano letivo, entre outros. “A vida não é feita de asfalto”, completou.

“Vamos lá ver senhor presidente Carlos Pinto, ou quer essas ruas todas, ou quer o pavilhão”, brincou novamente o autarca gaiense, que acabou por dizer, no seu discurso, que o presidente de São Félix da Marinha não tinha escolha, e que “o pavilhão vai ser feito”.

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