TUNA MUSICAL “A VENCEDORA” FOI DISTINGUIDA PELO SEU CENTENÁRIO

A Federação das Coletividades de Vila Nova de Gaia homenageou, no passado dia 6 de dezembro, a Tuna Musical “A Vencedora” de Vilar de Andorinho, durante a Gala de Homenagem Associativa, realizada no Auditório Municipal de Gaia. A distinção assinalou os 100 anos de existência de uma coletividade que marcou gerações pela música, teatro, desporto e profundo envolvimento comunitário.

 

 

O Auditório Municipal de Vila Nova de Gaia encheu-se de simbolismo, emoção e memória para celebrar o centenário da Tuna Musical “A Vencedora” de Vilar de Andorinho, uma das mais antigas e emblemáticas coletividades do concelho. A Gala de Homenagem Associativa, promovida pela Federação das Coletividades de Vila Nova de Gaia (FCVNG), destacou o percurso de uma instituição que, ao longo de um século, se afirmou como referência cultural, recreativa e social. 

O evento contou com a presença de diversas entidades do poder local e do movimento associativo, entre as quais Elizabete Silva, vereadora da Câmara Municipal de Gaia; Ana Durana, deputada na Assembleia Municipal; Andreia Teixeira, presidente da Junta de Freguesia de Vilar de Andorinho; Álvaro Bastos, presidente da Assembleia de Freguesia; Manuel Moreira, presidente da Mesa do Congresso da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto; Adelino Soares, vice-presidente da Direção da Confederação; Paula Albuquerque, presidente da Direção da Tuna Musical “A Vencedora”; e António Pereira dos Santos, presidente adjunto da Federação das Coletividades do Concelho de Gondomar. 

A cerimónia teve início com um momento musical de grande sensibilidade, protagonizado pela fadista Lua Madeira, acompanhada por Fernanda Maciel, na guitarra portuguesa, e Tiago Rocha, na viola.  

Um dos momentos mais marcantes foi a encenação teatral protagonizada por Manuel Monteiro e Maria Soares, que conduziram o público numa viagem pelos 100 anos de história da Tuna Musical “A Vencedora”. Através do teatro, revisitaram-se épocas, desafios e conquistas, dando rosto às gerações que construíram a coletividade. Posteriormente, foram projetadas imagens do percurso da instituição, reforçando a dimensão histórica e afetiva da homenagem. 

No espaço dedicado aos discursos, Manuel Silva, sócio número um da Tuna Musical “A Vencedora”, partilhou um testemunho carregado de simbolismo, afirmando que ser o associado mais antigo “desperta uma mistura de sentimentos”, sobretudo num ano tão especial. “Tenho a consciência de que já vivi mais do que tenho para viver, mas os anos ao serviço da Tuna, como associado e dirigente, têm sido muito gratificantes”, referiu, sublinhando o valor humano da instituição. 

Seguidamente, César Oliveira, presidente da Mesa da Assembleia da FCVNG, destacou a relevância do movimento associativo e a necessidade de proximidade com os poderes públicos. “As associações não podem viver sem a colaboração dos poderes locais, mas também os poderes locais não podem viver sem a participação do movimento associativo”, afirmou, acrescentando que a Tuna Musical “A Vencedora” representa “um século de glória, de grandes atividades e de memórias de homens e mulheres que souberam renovar a instituição, mandato após mandato”. 

Em nome da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto, o vice-presidente da Direção, Adelino Soares, procedeu à atribuição da medalha e galardão de mérito associativo, sublinhando que a distinção se destina a “homenagear as enormes gerações de associados, dirigentes e praticantes das suas atividades” ao longo de cem anos de história. 

Também Manuel Moreira, presidente da Mesa do Congresso da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto, enalteceu a iniciativa da Federação das Coletividades de Vila Nova de Gaia, considerando a gala “um momento alto e muito digno”. “Só assim, cultivando o valor da gratidão, é possível homenagear aqueles que se entregam há um século na Tuna Musical ‘A Vencedora’”, afirmou, expressando a esperança de que a coletividade “continue a fazer sempre mais e melhor”. 

Posteriormente, a presidente da Junta de Freguesia de Vilar de Andorinho, Andreia Teixeira, manifestou “enorme satisfação e profundo orgulho” por ver distinguida uma instituição que considera uma referência local. “Celebrar cem anos não é apenas assinalar um número, é reconhecer um percurso raro e admirável. A Tuna não é só uma coletividade, é parte da nossa memória coletiva e uma guardiã da cultura local”, sublinhou. 

Por seu turno, Paulo Rodrigues, presidente da Direção da FCVNG, recordou que a Tuna Musical “A Vencedora” é a associada número um da Federação e destacou o seu contributo para a formação de milhares de cidadãos. “Contribuiu ao longo de um século para a formação musical, cénica, desportiva e cívica de gerações inteiras”, afirmou, deixando o desejo de que a instituição “continue a honrar o passado, projetando o futuro com inovação”. 

Num dos momentos mais emotivos da noite, Paula Albuquerque, presidente da Direção da Tuna Musical “A Vencedora”, afirmou que “hoje é um dia de emoção e orgulho”. “A Tuna chegou aos cem anos porque sempre foi e continua a ser uma família”, ressaltou a dirigente, acrescentando que “gestos como o de hoje dão-nos força, orgulho e esperança para manter viva a cultura que nos une, de geração em geração”. 

Encerrando a cerimónia, Elizabete Silva, vereadora da Câmara Municipal de Gaia, destacou o papel da instituição ao longo de um século. “A Tuna Musical ‘A Vencedora’ tem sido um pilar essencial da promoção da música, da cultura e da identidade comunitária”, afirmou, garantindo o compromisso do município com o movimento associativo e assegurando que estará atenta às preocupações das coletividades. 

A Gala de Homenagem Associativa ficou assim marcada por um reconhecimento público e sentido de um século de dedicação, resiliência e serviço à comunidade, celebrando uma instituição que continua a afirmar-se como uma verdadeira vencedora no panorama associativo de Vila Nova de Gaia.