Uma equipa de 15 jovens parceiras da Oriflame decidiram angariar cremes para doar aos profissionais de saúde de três hospitais da zona norte: o Hospital São João no Porto, o Hospital de Gaia e o Hospital de Santa Maria da Feira. Ao todo, 600 cremes foram angariados, em apenas dois meses de campanha.

 

 

O Jornal AUDIÊNCIA acompanhou a entrega de donativos em géneros por parte de uma equipa de parceiras da marca Oriflame ao Centro Hospitalar Gaia/Espinho – Unidade 1 no dia 22 de abril.

A iniciativa partiu da equipa OriPower, em Lisboa, mas as nortenhas aprovaram a iniciativa e decidiram seguir-lhes as pisadas. Ao todo, cerca de 15 parceiras da marca juntaram-se e começaram a angariar cremes de mãos para doar aos profissionais de saúde que tanto têm sofrido, literalmente na pele, com o uso de máscara e a desinfeção das mãos constante.

Sofia Carrizo e Filipa Ferreira foram as duas responsáveis por fazer a entrega do Hospital de Gaia, e explicaram que sentiram necessidade de ajudar face à situação pandémica, usando aquilo com que trabalham diariamente, a cosmética e os cuidados de pele. “Queríamos usar a Oriflame em si, a nossa equipa faz vendas de produtos de cosmética e higiene por isso informamo-nos com os profissionais de saúde e eles indicaram o que precisavam. Disseram, por exemplo, que boiões onde fosse necessário colocar o dedo para tirar o conteúdo não era pertinente, pediram coisas de uso individual, foi assim que escolhemos os cremes”, explicou Sofia Carrizo.

A publicidade foi simples, além de uns panfletos que foram impressos e colocados nas caixas de correio das zonas de residência das jovens, as redes sociais foram a ferramenta central desta angariação.

As angariações foram feitas para o Hospital de São João do Porto, tendo sido os donativos entregues pela jovem Ana Mendes, o Hospital de Vila Nova de Gaia, que recebeu os cremes pelas mãos de Sofia Carrizo e Filipa Ferreira, e o Hospital de Santa Maria da Feira, onde Catarina Reis entregou os cremes. Ao todo, a equipa conseguiu angariar 600 cremes em seis semanas, sendo que o Hospital de Gaia, na pessoa da auxiliar de ação médica Zilda Melo, recebeu cerca de 300.

Juntamente com os cremes seguiu uma lista com os nomes das pessoas que participaram na doação, apesar das jovens terem explicado que muita gente quis doar anonimamente, mesmo quando se tratava de valores altos de doação. Cada creme tinha um custo de 2,50 euros.

Zilda Melo mostrou-se satisfeita com a doação e disse ser muito necessária nesta altura, onde as máscaras e os desinfetantes destroem a pele de todos os que trabalham no hospital. “Sentimo-nos muito felizes, não é todos os dias que vemos uma iniciativa como esta, muito menos vinda de jovens”, completou a auxiliar de ação médica.

Quanto ao sentimento no final da entrega, era de “missão cumprida”, como referiu Filipa Ferreira. Mas o trabalho não pára e a solidariedade também não. A equipa está já a trabalhar noutro projeto, desta vez para ajudar o Duarte, um menino com oito anos que sofre de Síndrome Lennox Gastaut, que afeta toda a parte motora e neurológica. “Vamos fazer vendas, e em determinados produtos que ainda não selecionamos, o lucro vai reverter para o Duarte. É uma pessoa próxima porque há uma parceira da nossa equipa que conhece a família, é amiga da irmã, e então falou connosco e decidimos ajudar”, explicou Sofia Carrizo.

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