O CHEGA “DESAPARECE” DAS AUTÁRQUICAS!

André Ventura anunciou a sua candidatura à Presidência da República. Um ato que deve ser visto por duas vertentes: Uma, o CHEGA é o partido de um homem só, acompanhado de uma dúzia (mais os 60 deputados) que sobrevivem na sua direta dependência. Sem ele nada representam ou valem. As eleições presidenciais são onde o individualismo mais se realça e lá tem de estar. A outra vertente é que o CHEGA não tem estruturas locais dinâmicas e antevê-se um retrocesso, ainda de dimensões incalculáveis, nos níveis de votação do seu eleitorado, logo agora que alguns estudos de opinião lhe dão a liderança nacional. É uma autêntica fuga para a frente. Se os eleitores votam no André Ventura, normalmente para expressarem o seu protesto, e o CHEGA não consegue multiplicar líderes, então que se opte por uma eleição unipessoal, onde pode discutir a passagem à segunda volta, com maior ou menor dificuldade e manter ou até reforçar a auréola de grande líder.

Os debates para as autárquicas começaram e em Vila Nova de Gaia, o candidato do CHEGA escondeu-se. Faltou a jogo na RTP para comprovar a lógica de que é impossível o André Ventura concorrer a todos os municípios, apesar de constar em quase todos os cartazes. A foto dele não pode faltar porque lá se vai o “ganha pão” se tal não acontecer, mas o resto é mais complicado…

A esmagadora maioria dos candidatos do CHEGA, em Vila Nova de Gaia ou em qualquer dos 319 municípios portugueses, para além de contestatários, nada têm para oferecer às suas localidades. É pena que tal aconteça porque em muitos locais há grande necessidade de um fortíssimo abanão e as alternativas escasseiam.

Eduardo Vítor Rodrigues decidiu entrar digitalmente na campanha para defender o seu legado e esclarecer algumas situações “Renunciei ao meu mandato com a conta bancária idêntica, com a consciência tranquila, sem ter roubado nada, dando 12 anos da minha vida a Gaia e aos Gaienses. Não tenho contas no estrangeiro, não recebi transferências do fora nem de dentro do país. Recusei outras missões, desde que não fossem em Gaia, a minha paixão. Armaram-me várias ciladas. Tudo acabou em nada, exceto o maravilhoso processo do carro, que ainda continua, e o convite a uns padres e presidentes de junta para acompanharem a equipa que ocupa o Centro de Estágio que a Câmara pagou, que também está vivo.

Ando pelas ruas com a cabeça levantada, embora reconheça que me custa: as pessoas ainda compreendem menos do que eu toda esta farsa que a política do ódio monta, e eu prefiro passar em silêncio” e porque se cansou de múltiplos ataques disponibilizou-se para esclarecimentos nas redes sociais “Aturei alguns loucos, sempre com muita pena e nenhum ódio. Direi o que penso, garantindo que os comentários insultuosos levam a bloqueio e que as questões que me quiserem endereçar têm um email:

[email protected]. A esses responderei, se não forem “trolls”. Houve momentos maus; perguntei-me uma ou outra vez se isto valia a pena e o que andava cá a fazer. Olhava para a família e percebia. Não bebo Moet, mas sou querido pelos meus. Nem todos se gabam disso, ocupando-se em odiar e vociferar de forma animalesca. Perdi amigos por não lhes fazer favores e ganhei amigos por sentimento e companheirismo”

Quem abandonou a política foi Patrocínio Azevedo, ex-líder do PS/Gaia. Por isso não sente a obrigação de apoiar qualquer candidato à Câmara Municipal, mas salvaguarda a amizade, de longa data na freguesia, e não tem dúvidas “Eu vou! Não é o meu regresso à política, porque esse capítulo terminou, mas estarei presente neste evento para demonstrar o meu apoio à Eduarda Ferreira e ás pessoas que fazem parte da sua equipa.

Conheço-os a tod@s e posso garantir que saberão gerir a Junta de Freguesia com rigor, dedicação e espírito de missão.

Uma equipa renovada liderada pela Eduarda é a garantia que a Freguesia continuará em boas mãos”

Enquanto isso, Luís Filipe Menezes, afirma que “a verdade é imparável” e a sua candidatura integra e é apoiada por uma enorme parcela de gaienses que vão do “CDS a uma boa parte do PS” e a verdade olhando para as várias redes sociais encontramos, com facilidade pessoas livremente associadas ao CHEGA e até do BE, ultrapassando assim o anunciado a fazerem menção de votarem no candidato de “Gaia Sempre na Frente” para a Câmara Municipal ou seja é um candidato que preenche todo o universo político e partidário.

Particularmente felizes e entusiasmados, após se desvincularem do PS, encontramos, por exemplo, Paulo Lopes, que esta semana, divulgou documentação comprovativa da sua boa gestão na autarquia de Santa Marinha e São Pedro da Afurada, desabafa “As sondagens valem o que valem. O povo é soberano! O resultado de 12 de outubro é que contará. Confio nos Gaienses! Temos de dignificar o Poder Local. Urge mudar. Urge retirar este Partido Socialista, envolvido na lama (inúmeros casos judiciais), que nos deu o pior presidente do Município da democracia, desta gestão municipal. Tenho vergonha! Temos vergonha”, logo secundado por Raquel Feiteira, outra indefetível apoiante socialista até a um passado recente, “Estou contigo!… Tenho Vergonha!… Muita Vergonha!… Nunca a causa pública foi tão maltratada e indevidamente usada por seres que se consideravam iluminados!!… Carregavam telhados de vidro, e passaram 12 anos a atirar pedras para telhados mais resistentes, com grande descaramento, sempre o maldizer nas suas bocas, enquanto o cérebro estava vazio de intenções altruístas e em benefício das populações, o que levou a imposição não por uma boa execução autárquica, mas por diminuição e crítica do anterior Presidente Menezes e seus opositores. Super dotados de omissão de carácter, movidos pelo aproveitamento político para benefícios próprios, humilhação dos desprotegidos e inveja dos bem posicionados!Esta é a Herança do PS… VERGONHA”

Já sobre o Jantar de apresentação de todos os candidatos de “Gaia Sempre na Frente” que lotou o pavilhão municipal da Lavandeira, Paulo Lopes não tem dúvidas “Noite inesquecível! Que ambiente! Respirou-se liberdade, ética, transparência, companheirismo e Família. Aqui é diferente! Para melhor”

João Paulo Correia e Luís Filipe Menezes, um deles será o próximo presidente do Município de Vila Nova de Gaia. Para já as únicas certezas é que o primeiro partiu na frente, bem distanciado, e agora os estudos de opinião conhecidos revelam que já terá sido ultrapassado. Ambos irão esgrimir argumentos fortes e os gaienses decidirão a 12 de outubro.

 

NOTA: Entramos no nosso 22º aniversário. Temos inúmeras iniciativas para partilhar, com os nossos leitores, ao longo dos próximos meses. Serão divulgadas aqui, logo a seguir às autárquicas. Todos poderão participar!