JPC O “POLÍCIA” DESASTRADO!

Vila Nova de Gaia acaba de perder o líder da oposição ao executivo municipal de Vila Nova de Gaia. João Paulo Correia parece apreciar antes a arte de policiar porque o de construir ou ajudar a construir não colhe as suas aptidões. Agora que se tornou especialista em redes sociais, com a ajuda dos politicamente dependentes, esbanja créditos procurando denunciar o que lhe sussurram aos ouvidos. A partir daí não há tempo para verificar factos e lá vai um vídeo ou a utilização dos conhecimentos conexos para chegar rapidamente à comunicação social. O que está em causa não é inteirar-se das razões ou contribuir para a sua solução é a necessidade imperiosa de aparecer. Sente a terra a fugir-lhe debaixo dos pés e nem a mais que certa reeleição como líder do PS o faz sossegar e muito menos tranquilizar.

Inseguro e com medo da própria sombra entende que a única forma de sobreviver é a fuga para a frente. Neste momento, quando analisamos as suas declarações,  temos dúvidas sobre se não estará a tentar uma pós graduação em André Ventura ou da gaiense Catarina Martins, tal o extremismo radical das suas palavras. Está na hora de alguém o informar que perdeu as eleições e os cidadãos escolheram para este mandato as políticas a implementar por Luís Filipe Menezes. Sabemos que custa a engolir, mas a humildade democrática o deveria fazer pensar, sob pena do concelho deixar de ter oposição. A oposição é tão importante e valiosa como um bom executivo municipal. Se ambos contribuírem, com o melhor que têm a dar ao concelho, Vila Nova de Gaia será muito melhor no presente e especialmente no futuro.

Sente-se no ar que algo está a acontecer. A cidade movimenta-se, as freguesias mexem-se, apesar de muitos dos autarcas eleitos carecerem de formação adequada ao desempenho das suas funções. Ser autarca de freguesia não é ser o “dono” da mesma. É preciso sensibilidade, proximidade, intervenção e capacidade de execução, com os recursos de que as freguesias dispõem e não daqueles que gostariam de dispor. O maior dos recursos são as pessoas e as instituições, se forem capazes de os mobilizarem, os resultados serão amplamente positivos. Muito importante é conhecerem as normas que regem a sua atuação e possuírem enorme capacidade de diálogo para angariarem os melhores contextos em prol das suas freguesias. Há muita arrogância em autarquias locais de freguesia e quase nulo desempenho. Porventura poderá pensar-se que alguns lutaram pelo título de “presidente” e agora “dormem” uma sesta real, sem qualquer noção dos serviços públicos que as populações confiaram nas suas mãos. É tempo de acordar porque a máquina que Luís Filipe Menezes montou vai entrar em velocidade cruzeiro e quem não tiver unhas para agarrar o barco lesará gravemente aqueles que neles confiaram.

Alcino Lopes foi o presidente de Junta de Freguesia que em Vila Nova de Gaia mais anos se manteve no cargo. Criou uma imagem de autarca de freguesia que todos orgulhosamente gostariam de interpretar, mas poucos serão capazes de o conseguir. Socialista convicto vestiu a camisola da sua freguesia, Gulpilhares e quando as uniões se impuseram a das freguesias de Gulpilhares e Valadares. Um trabalho na defesa intransigente das suas gentes, cultura e tradições. Desempenho notável quer quando eleito pelas listas do PS ou como independente. A forma como se apresentou nunca foi determinante porque nele os cidadãos sentiam-se seguros onde jamais as partidarites dominariam o poder. Íntegro conduziu as suas terras a um patamar invejável. Dialogou com presidentes de Câmara Municipal do PS e do PSD e deles foi um fiel e cordato interlocutor. Não quebrou perante as adversidades e nunca deu por perdida uma batalha. Esgrimia argumentos como poucos, ganhou o respeito da maioria e honrou a interpretação autárquica que maioritariamente sempre lhe confiaram.

Vila Nova de Gaia vive uma nova primavera. Todos os dias são desembrulhadas propostas novas e projetos prontos a arrancarem que enobrecem quem os criou e um concelho faminto de atenção, mas, também, de muita exigência. A responsabilização da sociedade nunca é demais ser lembrada. Cada concelho é sempre a imagem daqueles que nele vivem. Um grande líder, como Vila Nova de Gaia tem, mobiliza e é a força motriz de um desiderato maior, mas a envolvência de “todos, todos, todos” é imprescindível e desejável. Gaia criada muito antes de Portugal é um foco de resistência e ambição. Hoje nela mora a esperança e a confiança. O seu presidente prometeu vir a colocar Vila Nova de Gaia como a segunda cidade do país em termos populacionais, mas a sua ambição maior é que ela possa vir a ser a número um em desenvolvimento e qualidade de vida. Os gaienses incentivados e informados de tão ambicioso projeto não regatearão meios para alcançarem tamanho galardão. Viver em Gaia terá de ser sinónimo de realização pessoal e social, supremo valor da nossa condição humana.

As próximas semanas vão reportar surpresas agradáveis. O AUDIÊNCIA, em busca constante pelo melhor que a sociedade nos pode oferecer, levará até aos seus leitores os pormenores que interessam para que o nosso sorriso demonstre, inequivocamente, felicidade. Basta de desgraças! É hora de elevar, bem alto, as capacidades de Gaia e os feitos dos gaienses.