LUÍS FILIPE MENEZES LEVA O POVO ÀS LÁGRIMAS! JOÃO PAULO CORREIA CHAMA “PESOS PESADOS”!

Arrancou a campanha eleitoral. O distrito do Porto promete forte agitação. Os estudos de opinião ameaçam o PS, mas Manuel Pizarro nunca esteve tão perto de poder ser o próximo presidente da Câmara Municipal do Porto. Prevê-se até que possa vir a ser a única grande reconquista e atenuar os danos que se anunciam por todo o país.

Em Vila Nova de Gaia a campanha aqueceu bastante nos últimos dias. Começou morna, expectante e sem brilho, mas de um momento para o outro tudo mudou. A coligação “Gaia Sempre na Frente” começou a enfrentar o legado socialista e a colocar em cima da mesa alternativas que têm animado e de que maneira os gaienses. “Rasgar” o concelho com novas vias rodoviárias, habitação em quantidade e a preços que a maioria consiga sonhar ter um teto, suportado pelo seu orçamento familiar, melhores transportes públicos, reconhecimento do interior do concelho como parte integrante de um futuro próspero, cuidados especiais para a infância e seniores, preocupação e promoção da economia local e a defesa intransigente dos interesses do território gaiense perante o poder central. Esta mensagem visionária tem feito reaparecer o efeito Menezes e os seus 16 anos à frente do município que provocaram uma mudança radical, estrutural e inquestionável. Tão inquestionável que o seu sucessor, no mandato seguinte, à frente do município, não hesitou em se assumir como seu herdeiro, apesar de ser de um partido diferente. Depois as coisas azedaram, mas, ainda hoje, não se sabem quais as verdadeiras razões até porque quem desencadeou este mau estar foi Menezes ao recusar a distinção que Eduardo Vítor Rodrigues lhe pretendia atribuir pelos relevantes serviços prestados ao município. Não se esquecem as viagens a dois pelas ruas de Oliveira do Douro, o famoso “arroz de cabidela” que ambos apreciavam e que repetiram algumas vezes, as férias nos mesmos locais e até as estratégias congeminadas entre ambos que tanta inveja provocaram nas hostes social democratas e ciúmes entre os socialistas.

Nos eventos de campanha mais recentes é permanente a emoção com que muitos gaienses abraçam e beijam o candidato da coligação. Lágrimas de gratidão e reconhecimento escorrem nos rostos mais humildes e um pedido sempre presente: “Lembre-se de mim!”

O PS tem vindo em constante mutação desde o aparecimento do candidato da coligação. Inicialmente não acreditavam que fosse possível, por outro diziam temer o Pedro Neves de Sousa e que com Menezes seriam “favas contadas”. Entretanto o “temido” não apareceu mas surgiu o aparentemente mais fácil para os socialistas. Talvez por inexperiência da equipa que rodeia João Paulo Correia a ficha custou a cair, mas quando caiu fez mossa e provocou um doloroso estrondo. Foram candidatos a “desaparecerem”, militantes a entregarem o cartão e a não terem receio de darem a cara e o contributo pelo muito “velhinho”, como a equipa de campanha de João Paulo Correia começou a considerar o opositor da coligação “Gaia Sempre na Frente”, foram nomes pensados a recusarem o convite e a “fava” no nome do independente que foi forte a pedalar , mas que em vez de resolver veio criar maiores dificuldades ao candidato que tinha idealizado ter a cereja em cima do bolo e seu número dois e foi “obrigado” a deixá-lo cair para sexto. Passou de imprescindível a potencialmente descartável.

Desengane-se quem pense que João Paulo Correia está definitivamente arredado da vitória. Tem experiência política suficiente para deitar mão a outras armas que realcem as suas aptidões e prendam a atenção dos fiéis socialistas e de muitos indecisos.

Com o aquecer da pré e campanha, Eduardo Vítor Rodrigues, veio digitalmente defender os seus 12 anos de mandato e apelar ao voto em João Paulo Correia, como sempre prometeu que o faria. Só que nos tempos que correm já não basta ser sério é preciso parecê-lo e aí os gaienses não estão afinados. Diria mesmo que há uma fortíssima desafinação, provavelmente suficiente para arredar muitas candidaturas socialistas, por longos anos, das cadeiras do poder.

Se o obstáculo é grande há que jogar em grande. José Luís Carneiro e Inês Sousa Real vieram a Vila Nova de Gaia demonstrar porque João Paulo Correia deve ser o próximo presidente da Câmara Municipal. Muita mobilização, numa hora pouco adequada, no coração da cidade e do concelho. Apesar do líder socialista ainda não ter agarrado o partido (é um homem do norte e as dificuldades são acrescidas) e parecer que muitos destacados militantes o consideram de transição e desejarem um naufrágio rosa para o retirarem do caminho e se apresentarem como alternativas e Inês Sousa Real estar a ver o PAN a transformar-se num grupo residual no campeonato partidário, João Paulo Correia teve a seu lado aquilo que os partidos que o suportam têm de melhor para apresentar aos portugueses: os seu líderes nacionais e o que isso representa. Não se pode acusar o candidato do PS a Gaia de falta de garra e ambição, só que muitas vezes parece perder-se a “lutar contra moinhos de vento”…

Bem quentes estão os ares de Gondomar. O vencedor é imprevisível, mas se os adversários do PS não beneficiarem da divisão do partido a nível local, então, é porque não merecem mesmo assumirem a presidência da autarquia. Os eleitores raramente se enganam, por isso não haverá dúvidas que vencerá, quem aos olhos dos gondomarenses, apresentar maior grau credibilidade e uma mensagem próxima da realidade local. Hoje os eleitores são muito mais exigentes e para bem da democracia sabem decifrar entre a verdade e a ficção e quando têm dificuldades em perceber votam no CHEGA! Não porque o desejem, mas porque estão fartos de serem enganados!