“TRANSFORMAR GRIJÓ NUM LUGAR ONDE A QUALIDADE DE VIDA E O DESENVOLVIMENTO CAMINHAM JUNTOS”

Em entrevista exclusiva ao AUDIÊNCIA, Jorge Castro, candidato pela coligação Gaia Sempre na Frente à Junta de Freguesia de Grijó, afirmou-se como sendo um cidadão humilde, reservado e trabalhador, profundamente ligado à sua terra. Natural e residente em Grijó, o candidato destacou o seu percurso de proximidade com a comunidade e a sua experiência no associativismo e na política local. Motivado pela vontade de “fazer mais e melhor por Grijó”, Jorge Castro apresentou uma visão centrada na transparência, na participação e na melhoria da qualidade de vida dos grijoenses, com foco na requalificação do espaço público, nos transportes e no reforço da identidade local. 

 

Como se descreve enquanto cidadão? 

Um cidadão humilde, reservado e trabalhador. Nasci, cresci e vivo em Grijó, fui trabalhador estudante e fiz parte do grupo de jovens. Também, estive na organização das festas do padroeiro São Salvador de Grijó e, ainda, mais de uma década na organização das festas em Honra de Nossa Senhora da Hora. O Jorge “ama” a sua terra.  

   

Como e quando ingressou no mundo da política?  

O mundo pela política surge aos 11 anos, pela curiosidade de saber o que era exercer o direito de voto, mas como era menor não podia participar. Com a minha adolescência, tentei perceber o que defendia cada partido político e, aos 18 anos, inscrevi-me no PSD, através do senhor Jorge Soares, que em Grijó é conhecido por “Jorge garageiro”. Estive ligado à JSD de Grijó e de Gaia e, em 2016, fui eleito presidente da JSD de Grijó e Sermonde. Também, estive na JSD de Gaia e, em 2018, fui nomeado vice-presidente do PSD de Grijó e Sermonde. Em 2019, fiz parte da concelhia do PSD de Gaia até 2024, altura em que fui eleito presidente do núcleo do PSD de Grijó e Sermonde. 

   

Como descreve o seu percurso até então?   

O meu percurso foi sempre discreto e participativo. Em 2017, fiz parte da lista do companheiro Maurício Santos e, em 2021, assumi a candidatura. Fizemos uma oposição séria e construtiva, questionamos pontos de situação de obras em curso, ajustes diretos, entre outras questões que preocupavam os cidadãos que queriam uma resolução e fizemos propostas de recomendação, tendo sido chumbada a gravação das Assembleias de Freguesia e a requalificação da escola sede do Agrupamento Júlio Dinis, bem como, foi aprovada por unanimidade a proposta de aquisição de um terreno para o cemitério e uma sessão de esclarecimento do concessionário da construção do TGV, que ainda não se concretizaram.    

   

Quais são as principais inspirações?   

As principais inspirações são a transparência, participação, proximidade, planeamento e comunidade. Haver o contacto direto com as pessoas, andar na rua, ouvir, resolver problemas concretos e criar soluções práticas que melhorem a vida de todos. Desde o espaço público e ambiente, ao património e cultura, juventude, educação e desporto, da saúde a solidariedade, da economia local ao emprego, da governação a transparência e participação, e ainda, as infraestruturas e mobilidade.    

 

O que o motivou a candidatar-se à presidência da Junta de Freguesia de Grijó?   

O motivo que me levou aceitar o desafio é o facto de, eu e a minha equipa, podermos fazer mais e melhor por Grijó. Primeiro, a opinião dos grijoenses, que me questionavam se ia me candidatar novamente, pois já tinha sido candidato em 2021, pois a proximidade às pessoas é estar no terrenos ao lado dos cidadãos. Depois, a vontade de servir a comunidade, bem como melhorar a qualidade de vida na freguesia, como os arruamentos e os espaços verdes e, ainda, dar voz a quem não é ouvido. Depois, também o incentivo da Comissão Política de Grijó, bem como, da Concelhia do PSD, por fim, a disponibilidade para abraçar este desafio.    

 

Se for eleito, que visão tem para a freguesia nos próximos anos? De que forma visa contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população?   

Quero que Grijó seja uma freguesia onde a comunidade esteja toda envolvida, desde os jovens aos séniores, desde a escola às associações e às familias. Uma comunidade próxima, dinâmica e solidária, onde todos, sem exceção, sejam ouvidos, apoiados e orgulhosos de viverem em Grijó. Queremos preparar a freguesia para ser mais verde e inclusiva, incentivar a reciclagem, apoiar de forma transparente as coletividades, valorizar o nosso Mosteiro, tradições e festas locais, de forma a promover a nossa identidade. 

   

Quais diria que são as reais necessidades da população? De que forma pretende colmatá-las?  

O transporte público, que acredito que vai ser um desafio, em conjunto com a Câmara Municipal, para responder às verdadeiras necessidades da população. Outro desafio em pareceria com o município, está relacionado com os arruamentos, os acessos e a habitação. 

   

Quais são os principais desafios que conta enfrentar?   

Os principais desafios serão a limitação de recursos, bem como, avaliar a lotação do cemitério atual e planear a construção de um novo cemitério, dotado com ossários, gavetões e de um jardim de memória, bem como, a instalação de câmaras de videovigilância no cemitério, prevenindo furtos e, ainda, dar respostas sociais a uma população cada vez mais envelhecida. A missão da minha equipa é transformar cada desafio, numa oportunidade de aproximação, inovação e melhoria da qualidade de vida para todos. 

   

Como vê a evolução do trabalho desenvolvido pelo atual executivo ao longo dos últimos anos?   

Não podemos dizer que está tudo mau, pois há projetos que se devem manter, mas têm de ser avaliados, reajustados e com critérios. No entanto, faltou um trabalho mais próximo da população, estar mais atento à manutenção e limpeza do espaço público, nomeadamente, ruas, jardins e recolha de monos, bem como apelar, junto do município, o saneamento ainda em falta, a criação de águas pluviais e a requalificação de eixos estruturantes. Se for eleito, quer dar um passo em frente e de mudança, trabalhar de forma mais transparente, ouvir mais os cidadãos, trazer soluções que melhorem, efetivamente, a vida dos grijoenses, e apelar ao município de Gaia para a requalificação de vias estruturantes. 

   

Que mensagem gostaria de deixar à população?   

Grijó tem história, identidade e comunidade. Agora, precisa de avançar, recuperar a sua energia própria e afirmar-se como a terra que todos merecemos. O nosso objetivo é claro: transformar Grijó num lugar onde a qualidade de vida e o desenvolvimento caminham juntos. Uma Junta de Freguesia dinâmica, capaz de mobilizar vontades e unir esforços. Este é um projeto aberto, que cresce e melhora com os contributos de quem vive diariamente os desafios da nossa terra.