O BE que recebe, de borla, o nosso jornal no parlamento regional intentou uma queixa à CNE por não lhe ser dado destaque igual a outros partidos ou coligações nas nossas páginas. Está no seu direito e se acha que tem razão fez muito bem!
Esqueceu-se este partido que sempre teve e têm neste jornal lugar as suas atividades, desde que meritórias, ao abrigo dos critérios editoriais de que não abdicamos. A sua candidatura à Ribeira Grande já teve múltiplas referências nestas páginas, mas como só pensam na comunicação local como meio de propaganda nunca deram por ela!
A participação do BE nas autárquicas aqui nos Açores é residual, tal como é a do CHEGA que com a pressa de atirar pedras a tudo e a todos se esqueceu de fazer o trabalho de casa e preparar listas condignas e representativas. Tenta agarrar-se às Câmaras Municipais dando razão absoluta a todos os que pensam que os candidatos do CHEGA são os rejeitados dos outros partidos à procura de um tacho que da boca para fora tanto dizem combater. Depois de ler “Por dentro do Chega” do Miguel Carvalho, livro incontestado e que coloca o CHEGA a falar do CHEGA é simplesmente arrepiante como este partido se comporta. Perdi todas as dúvidas que pudesse ter…
O CHEGA, desde sempre, assumiu o papel de combate à comunicação social por não ser, na sua maioria a sua “correia de transmissão”. O verdadeiro jornalismo tem voz e não precisa de subsídios, mas que o respeitem e que as entidades oficiais, sem preconceitos, assumam o que prometeram e é inteiramente justo: subscreverem as diferentes publicações e comprarem publicidade, cortando a proliferação de pasquins sectários e deturpadores da verdade. Mas como “Bem prega Frei Tomás: faz o que ele diz, não faças o que ele faz”, continuamos com muitas promessas e nada concretizado.
Esta é, também, uma edição que marca o 11º aniversário da presença nos Açores do nosso jornal. Uma edição em que mostramos mudanças e cada vez maior capacidade para ir mais além, mesmo que os diversos poderes demonstrem uma confrangedora incapacidade de perceberem a importância de um órgão de comunicação social pluralista e independente. Verteríamos lágrimas se não estivéssemos vacinados para o desprezo que as mais altas instâncias da Região nos devotam. Lembrem-se, a vossa ausência é a força que nos levará longe porque preferimos “Antes morrer livres do que em paz sujeitos”!


