Inicialmente prevista para o período compreendido entre 15 de setembro e 14 de novembro, a terceira edição do Festival de Teatro José Guimarães foi adiada para a primavera de 2021. A programação, que reúne 6 produções profissionais, 6 espetáculos de teatro amador e diversos debates e conferências sobre criação teatral, não sofrerá qualquer alteração. Esta decisão do adiamento do certame, que tem por palco o auditório da Tuna Musical de Santa Marinha, foi determinada pela pandemia da Covid-19, que alguns epidemiologistas suspeitam venha a conhecer uma nova onda no próximo outono-inverno.

A terceira edição do Festival de Teatro José Guimarães une as diversas formas de expressão e territórios artísticos explorados pelo seu patrono e continua a abrir portas à permuta futura de espetáculos produzidos pela Tuna Musical de Santa Marinha com estruturas congéneres do todo nacional. A poesia, a música e as canções, o teatro musicado e “dramático” estão presentes nesta edição, que destinará as honras de abertura à sessão de entrega do Prémio Cultural José Guimarães (período “setembro 2019/julho 2020”), galardão que distingue um dos artistas sub-30 que mais se destacaram no panorama cultural gaiense.

A programação do certame será anunciada em data a determinar, mas o AUDIÊNCIA GP conseguiu apurar que dois dos espetáculos profissionais, a apresentar nos dias 27 de março (Dia Mundial do Teatro) e 4 de abril, contarão nos seus elencos com um dos nomes incontornáveis da história do teatro no Grande Porto das últimas décadas, que será assim alvo de uma singela homenagem, cujos contornos não foram ainda desvendados.

Outra grande novidade apurada pelo nosso jornal sobre a programação da III edição do Festival de Teatro José Guimarães prende-se com a existência de um módulo que tem por principais destinatários os espectadores mais jovens, celebrando desta forma o Dia Internacional da Criança de 2021. São três os espetáculos infantojuvenis programados, todos produzidos por companhias profissionais especialmente vocacionadas para os mais miúdos:

 

FOTO DE “ARCO-ÍRIS”

Arco-Íris”, da Teatro e Bebés, com encenação de Inês Cardoso, é um projeto de iniciação ao teatro onde a quarta parede é quebrada, dando lugar a jogos de interação e à participação dos bebés na história, através dos sentidos. Os bebés são parte integrante do espetáculo. Ou seja, este projeto mais do que para eles é com eles. Inês Cardoso e Kátia Guedes são as autoras e atrizes que partilham esta aventura que, acima de tudo, através do teatro para bebés, pretende que os pais e familiares tenham uma maior consciência da importância do teatro na construção emocional e cognitiva do ser humano.

 

FOTO DE “DUAS CASAS”

Duas Casas”, da Imaginar do Gigante, de Pedro Saraiva, é um espetáculo de teatro “com coisas dentro”, que se conta assim: Ele e ela desarrumaram todas as gavetas que estavam juntas. Colocaram tudo à pressa em malas separadas. Depois, foram à procura de uma nova casa para morar. Mas as casas que procuramos, nem sempre nos encontram. E procurar uma casa no mundo é muita distância a percorrer. Nesta história dinâmica, cheia de afetos, uma criança coloca questões do nosso tempo sobre a distância das casas onde habitamos. Um espetáculo de teatro com marionetas, sem medo e sem preconceitos…

 

FOTO DE “A HISTÓRIA DE UM TIGRE”

A História de um Tigre”, da Real Companhia de Teatro do Chulé, é uma criação em estreia de Paulo Alexandre Jorge, a partir do Prémio Nobel italiano Dario Fo, que por sua vez se inspirou no teatro popular chinês e que conta a história de um soldado que, durante a Grande Marcha, é ferido e refugia-se numa gruta nos himalaias. Trata-se de um casamento perfeito do teatro e da música para a infância e juventude, num espetáculo que aborda de forma cómica os dramas da guerra e suas consequências, com recurso ao contador de histórias e à técnica da commedia dell’arte, com muito humor e cumplicidade(s).

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