O Auditório de Gulpilhares acolheu, no passado dia 3 de novembro, o ato de instalação dos novos órgãos da Junta e Assembleia de Freguesia de Gulpilhares, para o quadriénio 2025-2029. No contexto do último sufrágio, ocorrido no passado dia 12 de outubro, Alfredo Rocha iniciou o seu primeiro mandato à frente dos destinos da Junta de Freguesia, no seguimento da confiança depositada na coligação Gaia Sempre na Frente, que junta o PSD, o CDS-PP e a Iniciativa Liberal, sucedendo a Alcino Lopes, que liderou o território durante 49 anos. Por outro lado, Salvador Soares foi nomeado presidente da Assembleia de Freguesia, prosseguindo o socialista Joaquim Rocha.
Alfredo Rocha, eleito pela coligação Gaia Sempre na Frente (PPD/PSD.CDS-PP.IL), iniciou, assim, as suas funções enquanto presidente da Junta de Freguesia de Gulpilhares, para o quadriénio 2025-2029. O restante executivo da autarquia, que foi aprovado com oito votos a favor e cinco em branco, é composto pelos vogais Júlia Couto, João Alves, Vasco Costa e Maria Manuela Valente.
Na cerimónia de instalação dos novos órgãos autárquicos foi, ainda, eleita a Mesa da Assembleia de Freguesia de Gulpilhares. Neste âmbito, Salvador Soares foi eleito presidente, pela coligação Gaia Sempre na Frente, Mário Novais primeiro secretário e Sónia Cruz segunda secretária. Esta foi a única lista apresentada e foi aprovada com oito votos a favor e cinco em branco.
Num momento, que foi repleto de emoção, Joaquim Rocha asseverou, aquando da sua despedida das funções de presidente da Assembleia da União de Freguesias de Gulpilhares e Valadares, que “este é um momento de mudança do poder autárquico em Gulpilhares, liderado por Alcino Lopes durante quatro décadas. Um homem da terra que o viu crescer e dedicar-se à causa pública a partir da sua juventude. (…) Alcino Lopes foi um presidente de Junta diferente dos seus pares, pensando em contribuir para o desenvolvimento da terra que o viu nascer, Gulpilhares. (…) Foram muitos anos de entrega à Junta Freguesia, mas é muito claro que há sempre mais a fazer”.
Sugerindo que o nome do ex-presidente da Junta de Freguesia, Alcino Lopes, seja atribuído ao Complexo Desportivo de Gulpilhares, Joaquim Rocha frisou, ainda, que o passado faz parte da história. Mas, no presente e no futuro esperam-se novos desafios, com novos projetos”.
Concluídos os pontos da ordem de trabalhos, chegou a ocasião das intervenções políticas, que foram inauguradas por António Moreira, representante do Chega, que começou por afirmar que “é para mim uma honra assumir o cargo de deputado da Assembleia de Freguesia de Gulpilhares, eleito pelo partido Chega. Um compromisso que encaro com um profundo sentido de responsabilidade, dedicação e transparência. Não estou aqui para fazer política de ataque ou de crítica fácil, mas sim para colaborar ativamente na apresentação de ações e ideias concretas que contribuem para melhorar a qualidade de vida e o meio ambiente da nossa freguesia”.
Seguidamente, foi a vez de José Eduardo Sousa, representante do Partido Socialista (PS), tomar a palavra, garantindo que “é com sentido de responsabilidade e profundo respeito pela nossa freguesia que aqui estamos hoje”. Felicitando todos os eleitos, o deputado socialista fez questão de reconhecer “o trabalho desenvolvido pela Junta cessante, bem como por todos aqueles que, ao longo dos anos, deram o seu tempo e o seu esforço por Gulpilhares, em especial ao Alcino Lopes, por toda a dedicação ao longo de mais de 40 anos à nossa freguesia”.
Assegurando que “é com humildade, mas também com firmeza, que o Partido Socialista assume o seu papel de oposição responsável e construtiva nesta Assembleia”, José Eduardo Sousa salientou que “não faremos oposição por oposição, faremos oposição com propósito, apoiaremos o que for bom para Gulpilhares e diremos não ao que considerarmos injusto, ineficaz ou contrário ao interesse da população. Estaremos atentos a cada decisão, a cada investimento, a cada prioridade, mas estaremos também disponíveis para dialogar, cooperar e sugerir caminhos”.
Por outro lado, Sónia Cruz, representante da Iniciativa Liberal (IL), referiu que “temos a nobre e firme missão de potenciar a participação política, através de políticas de transparência, eficiência e isenção. Não nos cabe a herança de mandatos passados, de coerção ou de ingerência. Defendemos a igualdade de tratamento entre os cidadãos”.
Para a deputada, Gulpilhares ”venceu pelo programa eleitoral que apresentou, transparente, realista, capaz de desenvolver e fomentar o senso de comunidade. Venceu pela equipa autónoma e multidisciplinar que elegeu com a captação do eleitorado jovem, hoje expressa na renovação dos órgãos do poder local”.
Também Pedro Meixedo, representante do CDS-PP, dirigiu a palavra aos presentes reforçando a vontade de “dar-vos uma forma de fazer política que valoriza a proximidade e o trabalho conjunto. É esse espírito que quero trazer para esta Assembleia e para a nossa freguesia. Vivemos um momento histórico para a nossa terra, um novo ciclo que nasce depois de anos de muita dedicação de outros que também serviram a esta comunidade, com o melhor das suas capacidades. A democracia é precisamente isto, a possibilidade de renovação e de compromisso, sempre com o mesmo objetivo, o bem comum. Hoje não estamos aqui como adversários, mas como parceiros com o mesmo propósito, trabalhar por Gulpilhares”.
Já, Domingos Monteiro, representante do Partido Social Democrata (PSD), afiançou que “o presidente Alfredo Rocha e a sua equipa irão prestar especial atenção aos problemas sociais existentes na freguesia, quer com os mais idosos, que bem necessitam da nossa ajuda, quer com a juventude, que será o nosso futuro para termos cada vez mais uma freguesia melhor. (…) Desenvolveremos mais o ensino, o desporto e a cultura, para que o Gulpilhares seja um polo atrativo, não só da freguesia, como no concelho e, quiçá, no país, dando assim a visibilidade que Gulpilhares sempre mereceu e merece”.
Os discursos prosseguiram com a intervenção de Alfredo Rocha, presidente eleito da Junta de Freguesia de Gulpilhares, sublinhando que “hoje é um dia especial e é um início de novo ciclo. Um momento enorme de responsabilidade, mas também de profunda gratidão. É com grande humildade que eu, em nome de toda a equipa, assumo o compromisso de servir a nossa terra e as nossas pessoas”.
Apresentado “uma visão clara” para o território, o autarca ressaltou a sua vontade de “cuidar do espaço público, melhorar os serviços, manter de viva a identidade da nossa freguesia. Apoiar as famílias, os jovens, os mais idosos, na medida que ninguém fica para trás, incluindo um cuidado especial para os animais de companhia. Incentivar a cultura, o desporto, o associativismo, fortalecendo a vida comunitária. Valorizar o património, a tradição e a história que fazem de Gulpilhares um lugar único. Assegurar uma gestão transparente, responsável e próxima de todos. Aos empresários, prometemos um trabalho de proximidade com a criação de sinergias e de potenciar o comércio local”.
Destacando que “nenhum gulpilharense ficará esquecido” e que anseia “servir com verdade, com dedicação e com amor à nossa terra”, Alfredo Rocha adiantou, ainda, que “a segurança é um pilar essencial. Queremos uma freguesia onde os outros se sintam protegidos, nas ruas, nas escolas e nos espaços públicos”, enaltecendo, no que toca à mobilidade que “queremos uma freguesia mais acessível, com melhores condições para quem se desloca a pé, de bicicleta ou de transportes públicos. Trabalhar por uma mobilidade mais segura, moderna, sustentável, será sempre uma das nossas prioridades”.
Por fim, foi Salvador Soares, presidente eleito da Mesa da Assembleia de Freguesia de Gulpilhares, quem encerrou os discursos, evidenciando que “abre-se hoje um novo ciclo político em Gulpilhares”. Mencionando o seu percurso na Assembleia de Freguesia deste território, o edil revelou que “em boa hora, Gopilhares e Valadares recuperaram a sua autonomia e, sobretudo, a sua identidade. Gupilhares, terra de tradições e costumes assinaláveis, terra de labradores e artesãos orgulhosos, recupera assim a sua identidade que nunca deveria ter perdido. Fazemos, agora, parte do mosaico refeito de 24 freguesias de Gaia, desde Lever até São Félix da Marinha, de Grijó a Canidelo. Novos tempos, novas bandeiras, novos protagonistas. O povo de Gulpilhares quis a mudança. Ela sentia-se na rua, nas conversas, no pulsar da nossa gente. Gulpilhares em 2025 já não tem nada a ver com o território e a gentes de 1976. É, hoje, uma freguesia urbana, com pequenos laivos ainda de ruralidade, mas que exige novos projetos e novos desafios a quem governa. Mais mobilidade, melhores transportes, mais assistência social, melhores escolas, melhores espaços desportivos e de lazer, mais segurança e mais habitação. Estou certo de que o Alfredo Rocha e a sua equipa, com o programa inovador e ambicioso com que se apresentaram aos gulpilharenses, saberão dar resposta a estes anseios da nossa comunidade, contando para isso com o apoio fundamental da nossa Câmara”.
Atestando que “serei um presidente isento, colaborante, mas exigente no cumprimento da lei e das normas regimentais”, Salvador Soares concluiu sustentando que as “Assembleias de Gulpilhares serão um espaço respeitoso, de tolerância, de respeito democrático”.


