Para a Associação Nacional de Assembleias Municipais (ANAM), os últimos dois anos foram marcados por um acentuado crescimento, que se fez notar não só pelo número de novos associados, como também a nível de consultas de assessoria jurídica e pedidos de pareceres. Atualmente, a ANAM conta com mais de 173 sócios, nos 18 distritos do continente e nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

 

 

Avaliando os últimos dois anos, fortemente marcados pela pandemia e por constrangimentos sociais, económicos e até políticos, a Associação Nacional de Assembleias Municipais (ANAM) constatou um acentuado crescimento que se fez notar não só pelo número de novos associados, como também a nível de consultas de assessoria jurídica e pedidos de pareceres.

Para Albino Almeida, presidente da ANAM e da Assembleia Municipal de Gaia, “este crescimento é revelador de todo um trabalho que se tem desenvolvido em torno da dignificação das Assembleias Municipais, pela melhoria da democracia no poder local e pela elevação do poder democrático em Portugal”.

A Associação Nacional de Assembleias Municipais representa, atualmente, 173 das 308 Assembleias Municipais do país. Segundo o presidente da instituição, “está criado o caminho para criar uma forte estrutura nacional, que espera que saia reforçada no final de 2022, ultrapassando largamente os 200 associados”.

“Os últimos tempos foram muito importantes para reforçar o papel das Assembleias Municipais que, como órgão deliberativo do município, tiveram um importante papel na apreciação das grandes linhas da política municipal, como seja o orçamento anual, ou o plano de atividades das autarquias, que foram apreciados pelas respetivas Assembleias Municipais à luz de uma realidade, até então, desconhecida”, sublinhou Albino Almeida, relembrando que “as Assembleias Municipais são um órgão deliberativo do município, constituído não só por representantes das diferentes forças eleitas, mas também pelos presidentes de Junta, que desempenharam um papel determinante nas fases mais críticas da pandemia. Foram estes autarcas que estiveram mais próximos das populações, sentiram as suas angústias e problemas e, muitas vezes, solucionaram pequenos aspetos como a distribuição de máscaras e álcool gel, a sinalização das famílias mais vulneráveis e alunos que necessitaram de equipamento informático e acesso à internet. Estes e outros aspetos que pesaram na apreciação das medidas e orçamentos aprovados em Assembleia Municipal”.

Neste seguimento, a ANAM acredita que o papel das Assembleias Municipais foi preponderante na gestão autárquica da pandemia. “Nos últimos dois anos, não só registámos um elevado número de adesões de novos associados como tivemos de reforçar a estrutura de apoio para dar resposta ao elevado número de consultas, pedidos e pareces que conferiram uma maior segurança aos procedimentos e atos praticados, tendo em conta que cabe às Assembleias Municipais assegurar o cumprimento das leis e a regularidade das deliberações tomadas nas reuniões”, explicou o presidente da Associação Nacional de Assembleias Municipais, defendendo que “é fundamental que o Governo reconheça e promova o fortalecimento dos poderes deliberativos, de acompanhamento e de fiscalização das Assembleias Municipais. Estamos a falar de algo que não implica esperar por alterações legislativas, na medida em que esse reforço poderá resultar de uma maior aplicação das leis já existentes”.