A Associação dos Proprietários da Urbanização Vila d’Este está a realizar a habitual distribuição mensal de alimentos aos mais carenciados. A primeira ação do mês de março decorreu no passado dia 12 de março, das 10 horas às 12h30 e das 14 horas às 16 horas, e a segunda realizar-se-á no próximo dia 26 de março. Estima-se que, no total, este apoio chegue a 635 pessoas, beneficiárias do Programa Operacional de Apoio às Pessoas Mais Carenciadas (PO-APMC).

 

 

A Associação dos Proprietários da Urbanização Vila d’Este está autorizada, sob ordem do Núcleo de Intervenção Social da Unidade de Desenvolvimento Social do Centro Distrital do Porto, a distribuir géneros alimentares às pessoas mais carenciadas. Neste contexto, esta IPSS apoia, mensalmente, cerca de 635 pessoas, beneficiárias do Programa Operacional de Apoio às Pessoas Mais Carenciadas (PO-APMC).

Júlia Ferraz, vice-presidente da Associação de Proprietários da Urbanização Vila d’Este, explicou, em entrevista exclusiva ao AUDIÊNCIA, no passado dia 12 de março, aquando da primeira distribuição mensal de alimentos, que “esta ação mensal já se realiza há três anos, mas, com a pandemia, foi-nos pedido o dobro da ajuda, por parte do Núcleo Distrital, pelo que, nós antes da proliferação da Covid-19 tínhamos 320 pessoas e, neste momento, nós temos 635 pessoas, divididas em duas entregas e os bens, tanto numa ação, como na outra, são sempre iguais, nomeadamente, arroz, massa, leite, bolachas, tostas, vegetais para a sopa, atum, sardinhas, cavala, queijo e peixe congelado. Posso dizer-lhe que, dada a conjuntura atual, a procura tem sido elevada, pelo que temos uma lista de espera de cerca de 50 pessoas para este produto”.

A vice-presidente desta Associação revelou, ainda, que das 635 pessoas que são beneficiárias, cerca de 90 por cento são oriundas de Vila d’Este e ressaltou, relativamente à gestão dos alimentos, que “antes da pandemia nós fazíamos umas ações e convocávamos as pessoas, para as orientar e ensinar receitas, tal como a aproveitarem os alimentos, mas eu, também, sei que existem pessoas que, por uma questão de armazenamento, têm dificuldade em guardar tanto produto. Agora, eu sei, que as pessoas dividem entre elas e que dão a uma vizinha ou a algum familiar”.

A procura é, cada vez mais, elevada e, como tal, a Associação dos Proprietários da Urbanização Vila d’Este, também realiza, há cerca de um ano, a entrega diária de frescos, incluindo ao sábado, na sede da instituição.

“Com a abertura do Continente Monte da Virgem e com a pandemia, perguntaram-nos se nós queríamos ir buscar os excedentes de produto, do dia anterior. Portanto, nós temos um membro da Direção que recolhe o produto à noite e eu de manhã, com a ajuda de uma técnica, distribuo. Nós temos cada vez mais pessoas a procurar esse produto”, ressaltou a vice-presidente desta IPSS, salientando que os frescos contemplam, “fruta, depreciados, excedentes e comida do take away, por exemplo. Nós, atualmente, vamos recolher alimentos a três Continentes. Posso dizer-lhe que algumas das pessoas que recorrem a este produto, são as mesmas que procuram o de armazém e são pessoas que perderam ou viram os seus rendimentos diminuírem”.

Segundo Júlia Ferraz, são cerca de 50, as pessoas que acedem diariamente a este tipo de produtos, mas “nem sempre conseguimos chegar a toda a gente”.

Com esperança num futuro melhor, a vice-presidente da Associação de Proprietários da Urbanização Vila d’Este afirmou que “creio que isto irá melhorar. Muitas pessoas ficaram desempregadas, mas agora, com o novo plano de desconfinamento anunciado pelo Governo, as escolas vão começar a abrir, tal como os estabelecimentos e, portanto, eu acredito que a situação vai aliviar um bocadinho, não muito, porque muita gente ficou desempregada”.

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