BLOCO EM DEFESA DO AMBIENTE E TURISMO

Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), questionou-se, “como é possível que, em ilhas tão extraordinariamente bonitas como as dos Açores, possamos tropeças tantas vezes em questões ambientais? Isso é uma falha grave de responsabilidades” e apontou que este é um dos casos em que “nós podemos fazer legislação para punir, mas o que nós precisamos acima de tudo é de prevenir”, uma responsabilidade que cabe, muitas vezes, ao poder local.

Catarina Martins evocou outro dos temas que se encontra em debate na Região Autónoma dos Açores e que está relacionado com a pressão turística e avisou que se o turismo não for regulado “acaba por matar a galinha dos ovos de ouro: o país, as pessoas, o ambiente”.

A coordenadora sublinhou ainda a necessidade de haver, nas autarquias, “forças políticas que saibam dizer que atividades económicas devem ser reguladas”, no sentido de “combater a precariedade, ter regras sobre o arrendamento, ter regras ambientais e pedir o contributo próprio a quem ganha tanto dinheiro com o turismo, para pagar a pressão que o turismo tem sobre os próprios serviços públicos e as infraestruturas que são de todos”.

A este propósito, António Lima, candidato, pelo Bloco de Esquerda, à Câmara Municipal da Ribeira Grande, acusou Alexandre Gaudêncio, presidente e recandidato à Câmara da Ribeira Grande, de falta de transparência, devido ao abuso do recurso aos ajustes de direitos.

“Uma câmara que adjudica por ajuste direto mais de 90% das prestações de serviços e obras é uma câmara que não quer a transparência”, disse o candidato, que sublinhou que “sob o pretexto de apoio à economia local não se pode por em causa a transparência, abusando dos ajustes diretos em detrimento do concurso público na adjudicação de prestações de serviços à autarquia”.

O candidato do Bloco defende ainda, no que diz respeito à transparência do município, a criação de um registo público de interesses dos eleitos locais e a gravação das reuniões públicas da câmara e da assembleia municipal, que devem ficar disponíveis em áudio e vídeo, no site da Câmara Municipal”.

“As reuniões de câmara e assembleia devem ser objetivo do escrutínio público, não apenas em direto, mas as palavras e sentidos de voto devem ficar registados em vídeo”, explicou António Lima.