CÂMARA DE GAIA OPERA REVOLUÇÃO “VERDE” NO CONCELHO

A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia vai transformar a chamada “Pedreira da Madalena”, que abrange parte do território das freguesias de Canidelo e Madalena, num espaço urbano de usufruto público com cerca 13 hectares de área verde, ou seja, superior ao atual Parque da Lavandeira, em Oliveira do Douro.

A reconversão ambiental da Pedreira Quinta do Moinho nº 2, como é oficialmente conhecida, assim como o processo de revitalização e renaturalização com enfoque em soluções baseadas no ecossistema para esta zona, é delimitada pela Linha do Norte, autoestrada A1 e Lugar do Fojo, envolvendo também os estaleiros da Câmara Municipal.

De referir que o Plano Diretor Municipal (PDM) classifica a zona “como Solo Urbano, na categoria de Área de Expansão Urbana de Uso Geral” e de tipologia mista, ou seja, em causa estão zonas que se destinam “à expansão das áreas urbanas”, com o enfoque para a criação de condições de transformação e regeneração urbana, principalmente pela conversão da pedreira em parque público.

De acordo com o referido plano de pormenor, o novo parque verde destinado ao lazer da comunidade, será complementado com algumas habitações, equipamentos e serviços de proximidade, uma multifuncionalidade tal e qual é definida pelo PDM para estas áreas, destacando-se que a parcela onde se localizam os estaleiros da Câmara Municipal, será igualmente transformada para fins habitacionais e equipamentos.

Já na passada reunião de Câmara de 24 de abril, a autarquia gaiense votou, por unanimidade, a recuperação da Serra de Canelas/Negrelos, colocando um fim a décadas “de intenções inconsequentes sobre a Serra de Canelas”.

A proposta engloba que a Direção Municipal de Ambiente, em colaboração com a Direção Municipal de Urbanismo, elabore, no prazo de 3 meses, uma proposta que defina a área da Serra de Canelas a proteger, integrar na Estrutura Ecológica Fundamental de Vila Nova de Gaia e classificar como Paisagem Protegida Local e que prepare um projeto de intervenção para o local, recorrendo ao modelo de perequação compensatória, previsto na legislação e no PDM de Vila Nova de Gaia.

Propõe-se também que se procurem fundos comunitários que permitam agilizar a intervenção e dada prioridade à limpeza dos RCD (Resíduos de construção e demolição) bem como RSU (Resíduos Sólidos Urbanos) espalhados por todo o lado, a renovação do património florestal da Serra, substituindo progressivamente o arvoredo existente por espécies autóctones, a reabilitação dos caminhos pedonais, a eliminação de espécies vegetais exóticas e invasoras e condições de segurança para os utentes da Serra.