“O melhor bacalhau dos Açores” pode ser encontrado na Casa do Bacalhau, de acordo com um dos sócios deste estabelecimento, João Teixeira. O negócio que começou como uma mercearia já cresceu e é hoje uma referência na restauração micaelense e também nas noites de fado que proporciona.

A Casa do Bacalhau abriu portas a 25 de outubro de 2015 e desde então tem vindo a crescer. O negócio familiar que começou por uma mercearia foi crescendo até se tornar num restaurante onde se pode disfrutar de uma noite de fados. Além dos vários tipos de bacalhau que podem ser adquiridos, lá também se encontrar produtos regionais como o chá e o atum e, até, vinhos.

João Teixeira e Carlos Almeida são os sócios responsáveis pelo sucesso deste estabelecimento. O primeiro conta ao AUDIÊNCIA que a ideia partiu de Carlos, que costumava comprar bacalhau em Lisboa para trazer para São Miguel. No entanto, não era o único, havia também “muitos micaelenses a comprar bacalhau na baixa de Lisboa”.

A ideia que surgiu em 2014 foi ganhando portas e a Casa do Bacalhau finalmente abriu em 2015, com o objetivo de dar aos açorianos “o melhor bacalhau dos Açores”. Aos poucos, a pequena mercearia foi abrindo e em novembro de 2016 surge a primeira sessão de fados. A partir daí, “começámos a expandir com a parte da restauração e criaram-se noites temáticas muito interessantes”, segundo João Teixeira.

O jovem empreendedor recorda alguns dos artistas que por lá passaram: Celeste Rodrigues, Pero Moutinho, Sandra Correia, Pedro Castro, Ângelo Freire, Sandro Costa, entre muitos outros. Para além dos artistas convidados vindos do Continente, os músicos bem conhecido dos açorianos Alfredo Gago da Câmara e Mário Fernandes fazem parte do cartaz habitual, ao qual se começam a juntar jovens músicos açorianos.

A Casa do Bacalhau não é apenas uma referência na compra e venda de bacalhau, mas também nas refeições que prepara, nos momentos que antecedem as sessões de fado. Às quartas-feiras é possível degustar tapas e às sextas-feiras e sábados uma refeição completa e confecionada por Carlos Almeida. Tudo isto, enquanto se ouve fado. É graças à dimensão da sala, que oferece lugar para 45 a 55 pessoas, que é possível oferecer aos clientes conforto e um ambiente intimista.

Muitos dos músicos que passam pela ilha de São Miguel já procuram esta casa de fado para passar alguns momentos. O convívio que é feito de forma improvisada tem-se propagado por entre os artistas que ali aparecem inesperadamente.

Quem também procura este estabelecimento são os turistas, principalmente pelo fado e pelo facto de poderem degustar o bacalhau (que é um prato tão tradicional português), aqui servido confitado com batata e migas “à casa”, enquanto ouvem fado.

Na altura do Natal são vendidas oito toneladas de bacalhau, e este produto chega a ser enviado para o Continente, “por incrível que pareça”; diariamente dezenas de micaelenses por lá passam para comprar o bacalhau que põem à mesa.

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