A cerimónia de tomada de posse dos novos corpos sociais do Clube Fluvial Portuense realizou-se no passado dia 8 de abril, no complexo desportivo da instituição. O evento contou com a presença de Vítor Dias, diretor da Direção Regional do Norte do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), César Navio, administrador executivo da Porto Lazer, Aníbal Pires, presidente da Associação de Natação do Norte de Portugal, Vítor Primo, comandante dos Bombeiros Sapadores e Proteção Civil de Gaia, presidentes de juntas de freguesia do Porto e de Vila Nova de Gaia, sócios, colaboradores e atletas.

A cerimónia de tomada de posse dos novos corpos sociais do Clube Fluvial Portuense decorreu na sequência das eleições ocorridas, no passado dia 25 de março, na Assembleia Geral, que nomearam vitoriosa a única lista candidata, lista A, liderada por José Valentim Miranda.

No que respeita a Assembleia Geral, Tiago Azenha foi designado Presidente; Alexandre Fortunato Vice-presidente; Ana Andrade Secretária; e Vítor Monteiro Suplente.

No que concerne a Direção, José Valentim Miranda foi eleito Presidente; José António Marques Vice-presidente; Manuel Fernandes Vice-presidente; Nuno Fernandes Vice-presidente; Rui Alberto Silva Vice-presidente; Jaime Ferreira dos Reis Suplente; e Manuel Ferreira Cardoso Suplente.

Relativamente ao Conselho Fiscal, João Pedro Vieira foi nomeado Presidente; Maria Teresa Brandão Vice-presidente; e José Miguel Miranda Suplente.

Em relação ao Conselho Técnico, Luís Alberto Santos foi preferido Presidente; Inês Maria Rothes Vice-presidente; e Nuno Filipe Coelho Suplente.

Esta foi a primeira eleição em quase uma década, depois de o clube ter passado por um período conturbado em 2010, que fez com que fosse declarado insolvente, e de ter sido constituída uma comissão administrativa encabeçada pelo atual presidente da Direção da instituição.

José Valentim Miranda, presidente da Direção do Clube Fluvial Portuense, explicou ao AUDIÊNCIA que “o Fluvial tem 142 anos de existência, é a instituição desportiva mais antiga do Porto e passou por momentos muito difíceis. Difíceis estes pela construção de todo este complexo que aqui está ao serviço da comunidade, mas com trabalho, dedicação e força de vontade conseguimos, na verdade, elevar o Clube aos seus pergaminhos de bons resultados. Posso dizer-lhe que eu vim para cá com um conjunto de antigos atletas e de pessoas que amam o Fluvial e que quando cá chegámos só tínhamos 4 atletas, tínhamos muitas dificuldades em pagar a luz e a água e que foi mesmo muito difícil. No entanto, conseguimos superar algumas dificuldades e hoje em dia podemos dizer que já temos cerca de 500 atletas federados nas várias modalidades, desde a natação pura, a natação sincronizada, a natação adaptada, o polo aquático e o remo”.

“Durante este período, o Fluvial conseguiu ter atletas que foram campeões regionais, campeões nacionais e campões da europa e teve uma atleta que participou nos últimos Jogos Olímpicos e que foi a única atleta de natação do Porto que esteve presente neste evento, o que para nós é ótimo. O Fluvial também obteve resultados que não conquistava há uma década a nível do polo aquático, feminino e masculino, e do remo, modalidades em que fomos campões absolutos”, sublinhou o presidente da Direção do Clube Fluvial Portuense, acrescentando que “este clube é diferente e tem um lema que é a formação e o bem-estar as pessoas, depois os resultados vêm por acréscimo. Portanto, nós pretendemos fazer com que os jovens comecem aqui a sua vida e prevaleçam no tempo, pois foi por isso que o Fluvial teve sempre alguém, nestes momentos difíceis, que ama o clube e que por cá passou. Nós não recebemos nada. Na verdade e sem termos fins lucrativos, conseguimos, com o apoio e a boa vontade de determinadas pessoas e autarquias às quais temos de agradecer, eleger corpos sociais e ter o Fluvial a pagar o que deve, que é a prática desta instituição”.

José Valentim Miranda prestou homenagem aos fundadores e aos atletas que já passaram pelo clube, porque “o Fluvial é passado, é presente e é futuro”, e enalteceu que, neste momento, a instituição tem cerca de 2800 sócios, que utilizam as piscinas, e que entram, no complexo desportivo, mais de 1200 pessoas por dia.

No que concerne os objetivos dos novos corpos sociais eleitos, o presidente da Direção do Clube, destacou que “nós vamos continuar a trabalhar e a dizer às cidades quer de Vila Nova de Gaia, quer do Porto, que o Fluvial está em grande e está a conseguir atingir os seus objetivos e vamos procurar, no conjunto, realizar cada vez mais e melhor, estamos todos munidos desse espírito, há muita união, muita vontade e é o coração que fala mais alto, porque é uma equipa constituída por pessoas da casa e isso é sempre bom e é muito importante”.

Vítor Dias, diretor da Direção Regional do Norte do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), fez questão de estar presente na cerimónia e referiu que “é uma satisfação enorme saber que, nos últimos 8 anos e nos últimos tempos, o clube tem sabido reerguer-se graças ao esforço, à dedicação, ao empenho de um conjunto de pessoas, nomeadamente de alguns ex-atletas. É muito interessante e o Instituto Português do Desporto e da Juventude não faz mais do que a obrigação, que é apoiar aqueles que todos os dias de uma forma voluntária, de uma forma empenhada e dedicada nos ajudam a cumprir aquilo que é a nossa missão também, que é proporcionar aos jovens, proporcionar à população, proporcionar aos atletas federados ou não, condições para a prática desportiva”.

Enquanto, César Navio, administrador executivo da Porto Lazer, aproveitou a ocasião para congratular os novos órgãos sociais e para mencionar que “este ano, na Câmara, estamos todos à espera de receber alguns dos campeões do Fluvial, pelo que esperamos que isso volte a acontecer”.

Por sua vez, Tiago Azenha, presidente da Assembleia Geral do Clube Fluvial Portuense, falou sobre a história da instituição e salientou que “testemunhamos, hoje, o início de uma nova etapa no Clube Fluvial Portuense”, revelando que “é com orgulho que todos nós desempenharemos funções nos corpos sociais eleitos e agora empossados. Pretendemos, naturalmente, continuar a fazer história neste grande clube. Todavia, estamos cientes de que os nossos objetivos apenas serão alcançados com a ajuda interna e externa de todos”.

Por fim, António Fonseca, presidente da União de Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória, disse ao AUDIÊNCIA que “são 142 anos com muitas histórias na cidade do Porto. Portanto, é uma instituição que não só merece o apoio do Estado, das autarquias, das Juntas de Freguesia, como, sobretudo, é uma instituição na qual já passaram grandes atletas, que já passou por momentos difíceis, mas que, neste momento, é uma instituição que se está a afirmar e é uma instituição que deve ser acarinhada. Todas as instituições que prestam serviço ao desporto e da forma como prestam devem ser sempre acarinhadas, conscientes de que muitas vezes passam por dificuldades e compete-nos a nós, também de uma certa forma, apoiar estas instituições a partir do momento em que tenhamos dados que comprovem que são, de facto, instituições que prestam um grande serviço ao desporto, um grande serviço à sociedade, neste caso ao país, porque esta instituição já prestou um grande serviço ao país”, ressaltando que “o novo presidente tem sensibilidade social, cultural, é autarca, sabe o que é proximidade e sabe qual é a importância destas instituições para as populações. Portanto, não tenho a mínima dúvida de que ele vai fazer um bom trabalho”.

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