A XXI Gala AUDIÊNCIA distinguiu 24 personalidades e instituições que se destacaram pelos feitos realizados. Após a receção do galardão, os premiados deixaram um testemunho sobre a importância e o significado do troféu recebido.
APPACDM da Trofa, Troféu AUDIÊNCIA Educação & Solidariedade 2025
“Muito obrigada, em nome da APPACDM da Trofa, ao Jornal AUDIÊNCIA, por nos terem distinguido. É, para nós, uma honra receber este reconhecimento pelo trabalho da APPACDM da Trofa. Aproveitamos também para agradecer à Câmara Municipal da Trofa por aquilo que muito contribuiu para que hoje estivéssemos no ponto em que estamos. Muito obrigada a todos”. – Helena Maia, presidente da instituição
“Muito obrigado pela entrega do prémio. Estando aqui em Gaia, apesar de sermos da APPACDM da Trofa, temos utentes de vários concelhos da região Norte e temos muitas empresas e sócios aqui de Vila Nova de Gaia. Bem-haja a todos”. – João Cerejeira, vice-presidente da instituição
Aníbal Gomes Lira, Troféu AUDIÊNCIA Cidadania & Dedicação 2025
“Como é óbvio, as minhas primeiras palavras terão de ser para o Jornal AUDIÊNCIA, nomeadamente, na pessoa do seu diretor, Joaquim Ferreira Leite, a referência que me foi feita na XXI Gala do Jornal. Julgo que estas coisas devem ser feitas quando as pessoas estão vivas, é a minha modesta opinião. Também, dizer que é uma assumida honra e um grande privilégio poder estar, aqui, hoje, e merecer esta homenagem que, para mim, é muito sentida e muito querida e ficará, para sempre, na minha memória. Muito obrigada a todos”.
Associação Social e de Desenvolvimento de Guifões, Troféu AUDIÊNCIA Projeto Social 2025
“Muito boa noite a todos. Em primeiro lugar, quero agradecer ao Jornal AUDIÊNCIA e a todos os seus colaboradores por este troféu, que muito nos honra e quero partilhá-lo com todas as funcionárias, corpos sociais e parceiros da nossa instituição, nomeadamente com a Junta de Freguesia de Guifões e a Câmara Municipal de Matosinhos. Muito obrigado a todos. Felicidades para todos vocês”. – Joaquim Cabral, presidente da Direção da instituição
Carlos Mouta, Troféu AUDIÊNCIA Gestão & Criatividade 2025
“Quero agradecer, não este prémio, porque não é importante do ponto de vista individual, mas por manterem viva esta aventura, que é a escrita de um jornal, que se dedica às questões regionais, que bem sei que é muito difícil. Portanto, agradecer ao Joaquim Ferreira Leite por manter esta chama e a toda a sua equipa, tal como nós em Matosinhos nos nossos pequenos jornais mantemos vivas as histórias locais e a nossa identidade e isso é muito importante. Por isso, vir cá e nesta XXI Gala AUDIÊNCIA ter o privilégio de receber este troféu é, para mim, uma enorme honra. Nenhum dos prémios que vimos cá receber é individual e eu tenho tido na minha curta vida o privilégio de gerir a coisa pública, de gerir o hospital da minha terra, de gerir a Unidade Local de Saúde da minha terra durante quatro anos e meio, difíceis da pandemia, que todos se recordam e agora de há cerca de cinco anos também estar na Câmara Municipal a gerir a terra de me viu nascer, que me viu crescer e, agora, eu apenas tento devolver tudo o que sei e colocar tudo o que sei em cada dia e este prémio é mais uma motivação para trabalhar e achar que conseguimos fazer sempre mais e melhor e estão aqui muitos autarcas que, como eu, com certeza, têm este otimismo de acharem que conseguem fazer mais e melhor, mesmo que seja uma atividade cada vez mais difícil e cada vez menos respeitada, mas é isso que nos faz resilientes e é isso que fazemos todos os dias e mesmo quando nos deitamos continuamos a sonhar com a nossa terra. Muito obrigado a todos”.
Joaquim Poças Martins, Troféu AUDIÊNCIA Gestão & Ambiente 2025
“É uma honra receber este troféu do Joaquim Ferreira Leite. Só quero, quando chegar à idade dele, ter metade da energia que ele tem. É uma honra receber um troféu destes. Espero ter força e energia para voltar a receber outro daqui a 20 anos. Muito obrigado a todos”.
Manuel António Oliveira, Troféu AUDIÊNCIA Sinal dos Tempos 2025
“Quero, antes de mais, cumprimentar o senhor diretor do Jornal AUDIÊNCIA, Joaquim Ferreira Leite, e, na sua pessoa, cumprimentar todos os que, esta noite, investiram o seu tempo para estar neste Auditório, em particular, os homenageados. Também, uma saudação muito especial a todos os amigos e amigas que estão aqui presentes. As minhas primeiras palavras são de natural agradecimento ao Jornal AUDIÊNCIA e ao seu diretor. É, para mim, uma honra ser distinguido com o Troféu AUDIÊNCIA Sinal dos Tempos 2025. Confesso que foi uma agradável surpresa, pois não estava à espera de tão nobre distinção e, por isso, foi um misto de sentimentos, de perplexidade e felicidade. Perplexidade pela distinção e felicidade pelo reconhecimento do trabalho realizado, em prol da comunidade onde o Agrupamento de Escolas se encontra inserido. O trabalho que desempenhei como professor, ao longo de quatro décadas, duas delas dedicadas à gestão e administração, quer como vice-presidente, quer como diretor do Agrupamento de Escolas do Cerco do Porto, foi de total renúncia aos interesses pessoais, em prol do superior interesse coletivo da causa pública e da comunidade. Elevar o Agrupamento de Escolas do Cerco do Porto como uma referência educativa e não como uma extensão marginal dos excluídos, qualificação que alguns noticiários hasteavam como bandeira, foi um objetivo primordial. Mas, como na vida, nada se faz sozinho, isolado ou de forma solitária e não posso deixar de partilhar este troféu com a equipa diretiva que me acompanhou, desde o primeiro dia, com o Conselho Geral e Pedagógico pela crença inabalável no trilho traçado, com os órgãos locais, designadamente a Junta de Freguesia de Campanhã e a Câmara Municipal do Porto, pela elevada consideração institucional com que pautaram a relação com o Agrupamento de Escolas, durante o exercício das minhas funções como diretor. E porque o mais importante vem por último, porquanto nos fixamos na génese das coisas, um agradecimento maior à minha família também aqui hoje presente. Sem ela esta distinção seria uma miragem. Obrigado”.
Inês Soares, Troféu AUDIÊNCIA Artes & Letras 2025
“Eu queria agradecer, antes de mais, ao Jornal AUDIÊNCIA, na pessoa do senhor Joaquim Ferreira Leite, que eu conheço há muitos anos e agradecer-lhe pelo entusiasmo que tem em apoiar os artistas de Gaia, e não só. Queria dizer que estou mesmo muito feliz, por receber este troféu, este reconhecimento, na minha cidade, onde eu nasci e onde cresci e também por ver a Academia de Música de Vilar do Paraíso, que foi onde eu iniciei os meus estudos musicais aos seis anos e devo muito a esta instituição e muito ao professor Hugo Berto ser hoje a artista que sou, pelo entusiasmo que ele dá aos seus alunos, para nós vingarmos e seguirmos a música. Também estou muito feliz por o senhor Filipe La Féria ser hoje, aqui, homenageado. Eu tive o privilégio de trabalhar com ele, aprendi muito e cresci muito. Também queria fazer um agradecimento muito especial, porque nunca o fiz publicamente, a todos os meus colegas que partilham o palco comigo, desde atores, cantores, bailarinos, músicos, técnicos de som e luz, assistentes de encenação, encenadores, figurinistas, cenografia, porque quando vocês vão ver um espetáculo nem imaginam o que está por detrás de uma criação de um espetáculo e de todo o trabalho que nós temos e é essa união, sem competição, que faz com que o espetáculo chegue até vocês da melhor maneira. Portanto, eu agradeço muito aos colegas com quem tenho trabalhado. É um privilégio, para mim, ter tido boas pessoas acompanhar o meu percurso e aprendo muito com elas. Por último, um agradecimento à minha família, que sempre me apoiou, principalmente financeiramente, porque não havia apoios do Estado para a cultura nos anos 80 e 90, para termos o privilégio de estudar música ou outras artes e dedicaram muito tempo aos meus estudos e à minha profissão e agradeço-lhes por terem acreditado em mim e deixarem-me seguir esta loucura de ser artista em Portugal. Obrigada, também a vocês público. Apoiem a cultura”.
Academia de Música de Vilar do Paraíso, Troféu AUDIÊNCIA Ensino 2025
“Muito obrigada por esta distinção, mas antes de mais, também, muitos parabéns ao Jornal AUDIÊNCIA por este importante trabalho que faz em prol de todos nós. Estas nomeações, estas distinções e estes reconhecimentos do trabalho não são feitas de forma individual e no nosso caso, também, de todo o é. É o resultado do trabalho de muitas pessoas, em primeiro lugar, de todos os professores que, ao longo de 47 anos já estiveram connosco ou continuam a estar no presente e fazem toda a diferença em prol dos nossos alunos, de todos os nossos colaboradores, administrativos, técnicos, que também no dia a dia se empenham para fazermos da nossa escola o melhor projeto possível e dos nossos alunos e dos nossos pais que nos depositam a confiança de algo tão importante. Também, aos nossos parceiros, à Junta de Freguesia e a tantas outras que estão connosco no dia a dia. Este é o resultado do trabalho de todas estas pessoas. É muito bom para nós estarmos, aqui, e estarmos com a Inês também. Obrigada a todos e obrigada ao Jornal AUDIÊNCIA também”. – Luísa Coelho, diretora da Academia de Música de Vilar do Paraíso
Sociedade Filarmónica de Crestuma, Troféu AUDIÊNCIA Projetos & Ideias 2025
“Permitam-me que cumprimente todos em nome do senhor Joaquim Ferreira Leite, diretor do Jornal AUDIÊNCIA, e as senhoras vereadoras, em representação do senhor presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, em nome da Sociedade Filarmónica de Crestuma. Nós, de facto, temos uma afinidade muito grande com a população de Crestuma, com a comunidade e com o nosso município. Mas, também temos com os Açores, não nos esqueçamos que um dos nossos maestros, e foi descoberto há pouco tempo de António de Sousa Júnior, famoso médico açoriano, foi também maestro da Sociedade Filarmónica de Crestuma, em 1925 e até compôs uma peça, que se chamava ‘Homenagem a Crestuma’, portanto os nossos parabéns e os nossos agradecimentos aos açorianos. Já estivemos na Ribeira Grande, com o Ferreira Leite, em momentos inacreditáveis, naquele famoso Encontro de Bandas dos Açores. A Banda de Crestuma e a Sociedade Filarmónica de Crestuma também têm por apreço seja por aquilo que é a nossa instituição e também o nosso município e desde há 22 anos que temos esta parceria com a Câmara Municipal de Gaia e com as escolas e aproveito para saudar o professor Hugo Berto, também pela oportunidade que nos dá, não só ele, mas também a Escola de Gulpilhares e a Escola de Perosinho, o Conservatório de Vila Nova de Gaia, o doutor Mário Mateus, onde formamos músicos e ajudamos a formar músicos com excelência e o facto é que nós temos, neste momento, músicos por todo o país, nas melhores orquestras, nas melhores bandas e nas melhores organizações musicais do país, fruto do nosso trabalho sensível, do nosso trabalho do dia a dia, que exercemos gratuitamente, em favor dos outros. Dar um pouco de nós aos outros, que é aquilo que nós costumamos dizer. Um exemplo disso é a Joana Oliveira, que é a nossa maestrina e também o Francisco Ribeiro que é, não só um dos percussionistas mais famosos deste país, mas também um dos compositores emergentes que tem ganho os maiores prémios”. – José Campos Oliveira, presidente da instituição
“De facto, agora tenho dedicado a minha vida, sobretudo, à composição e, na verdade, a vida musical eu devo-a a 100% às minhas raízes que são a Banda ou a Sociedade Filarmónica de Crestuma, aliás, grande parte dos meus colegas e amigos que enveredaram por este caminho impossível de fazer da arte vida, começaram precisamente em bandas filarmónicas. Portanto, é uma escola muito importante para todos nós. Quero também dizer que a nossa vila é pequena, mas é grande em ambição e a nossa Banda também e é muito importante este percurso que nós fazemos onde ambicionamos algo que é muito maior do que nós, que é sempre impossível à partida, até um dia ser possível e quando concretizamos um objetivo impossível, passamos para o próximo e estamos nessa caminhada e é muito importante que o Jornal AUDIÊNCIA reconheça este esforço. Muito obrigado. Dizer também que é muito importante reconhecermos quando nós consumimos a arte, que ouvimos na televisão ou nas rádios, dos grandes artistas, nos grandes palcos, mas todos eles começaram aqui, nas nossas pequenas associações. Portanto, é muito importante nós darmos valor às nossas associações, às nossas academias, que são absolutamente fundamentais para a arte poder continuar. Que nunca nos esqueçamos que sem a arte não existe vida. Basta só pensarmos no que seria a nossa vida se não existissem livros, filmes, teatro, música, a nossa vida era absolutamente miserável. Portanto, que continuemos a apoiar a arte e os artistas e é para isso que nós cá estamos”. – Francisco Ribeiro, percussionista e compositor na instituição
Jacinto Ferreira Correia & Filhos, Lda., Troféu AUDIÊNCIA Empresa d’Ouro 2025
“Quero agradecer ao senhor Joaquim Ferreira Leite, do Jornal AUDIÊNCIA, por este reconhecimento. Pessoalmente, é a segunda vez que sou condecorado, porque também sou provedor da Santa Casa da Misericórdia da Ribeira Grande e vou completar 12 anos de mandato e mais cinco anos de provedoria, pelo que fui distinguido com o Troféu AUDIÊNCIA Filantropia. Mas, este Troféu não deixa de ser menos ou mais importante. O meu avô, em 1950, fundou esta empresa. Ele esteve 11 anos no Brasil e, naquela altura, ele já era roubado no Brasil. Tinha lá um talho, arranjou uns dinheirinhos, mas às quinhentas teve de fugir, porque os fiscais, no Brasil, são quase iguais aos nossos aqui, só que os nossos não roubam, mas penalizam as empresas e de que maneira. Ele voltou aos Açores e fundou uma mercearia taberna e fomos crescendo. O meu pai também com o bichinho do comércio desenvolveu a empresa e eu trabalhei 11 anos na banca e, depois, mais cinco anos como professor e acabei por ir para a empresa por um ataque cardíaco que o meu pai teve e eu estou quase em iminência do mesmo, porque tive uma semana muito complicada, porque não é fácil, senhora secretária regional, Maria João Carreiro, gerir uma empresa e, nos tempos de hoje, é preciso ter muita resiliência. Estes 75 anos não se devem a mim ou à minha irmã, deve-se muito aos nossos funcionários. São eles a razão da existência da nossa empresa. São eles a razão de nós termos uma clientela leal. São eles que atraem os clientes e fidelizam-nos. Eu tive sorte, eu acho que tivemos quatro anos de crescimento e isto só para demonstrar a vocês, no ano da pandemia, nós crescemos 26%. Logo, é porque esta empresa merece e está consolidada. Nós temos lojas no concelho de Ponta Delgada, Vila Franca do Campo e Ribeira Grande. Estivemos até ao ano passado entre as 100 maiores empresas dos Açores e fomos duas vezes galardoados entre as 10 melhores empresas dos Açores nos últimos 20 anos. Portanto, é uma empresa que merece respeito. Nós temos uma base de clientela muito grande. Todos os anos em que há aumentos do salário mínimo nacional e nos Açores são mais 5% do que no continente e nós, nos 28 que temos presentemente, temos quatro só com salários mínimos e nós aumentamos a mesma percentagem para que não ficassem desfavorecidos e isto é a política da nossa empresa, valorizar os nossos trabalhadores e tanto é que, este ano, por ideia da minha irmã, oferecemos um dia de folga a todos os que fazem o seu aniversário, a não ser num domingo ou feriado. Eu que trabalhei do lado de lá, como empregado, senti na pele aquilo que eles também sentem, por isso eu valorizo-os, aliás, nós valorizamos. Senhor Joaquim, muito obrigado. Os Governos não olham para estas empresas que já têm 50, 75 e cem anos, que nos Açores são poucas, com olhos de ver. Os prémios são muito bonitos para colocarmos na prateleira, mas para os nossos clientes tem muito mais valor, porque quando publicarmos nas redes sociais, eles vão reconhecer esta distinção e o Governo não nos reconhece. Nós pagamos centenas de milhares de euros em impostos e o Governo devia-nos dar um consolo, pelo menos durante um ano ou dois, de reinvestir aquilo que nós ganhamos, como se faz na América, um pouco. O senhor presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande que era deputado o ano passado, sabia que fazíamos 75 anos e tentou, perante a Assembleia Legislativa, que recebêssemos uma medalha, à semelhança das que o Marcelo dá cá, mas foi para Santa Maria, para uma empresa que fazia 50 e poucos anos. É tudo um jogo político. Nós gostamos muito dos reconhecimentos, mas, infelizmente, vão para quem faz um livro, dois ou três. Nós já temos 75 livros e já estivemos à beira da falência. Em 2014, passamos a maior crise de sempre e apanhamos 2,35 milhões de calotes, em 7 mil euros de faturação e estamos cá, resilientes. Muito obrigado a todos”. – Nelson Correia, proprietário
“Muito obrigada ao senhor Joaquim, em representação do Jornal AUDIÊNCIA, por nos trazer cá hoje. Este prémio deve-se a todos vós. Obrigada”. – Elisabete Correia, proprietária
Ricardo Bastos, Troféu AUDIÊNCIA Excelência 2025
“Antes de mais, um forte agradecimento ao senhor Joaquim Ferreira Leite e a toda a sua equipa de jornalistas e a todas as entidades que, hoje, suportam este evento. Uma felicitação também a todos os galardoados no dia de hoje e a todos os presentes. É um grande orgulho estar aqui hoje mais uma vez. Em 2018 tive o privilégio de receber o Troféu Empreendedorismo, precisamente na Ribeira Grande. Hoje, estou a receber o Troféu AUDIÊNCIA Excelência em Vila Nova de Gaia, cidade que me viu crescer, que criou e onde ainda hoje trabalho. A DREAMMEDIA foi um projeto que eu criei quando tinha 16 anos de idade. Decorridos 21 anos, somos líderes nacionais na área em que operamos. Mais do que ser líderes nacionais, o importante é aquilo que nós construímos, o legado que construímos, um legado onde tivemos de concorrer com muitas multinacionais, muito bem estabelecidas, mas, mais uma vez, nós conseguimos demonstrar que, no Norte, também se criam bons projetos e que, em Portugal, há grandes profissionais. Grande parte da nossa equipa, mais de 250 pessoas, foram formadas por nós. Aprenderam a trabalhar na área, no dia a dia, com a operação e é um orgulho enorme, hoje, conseguir olhar para a empresa e perceber que não só criámos um legado, mas, acima de tudo, criámos profissionais, criámos carreiras, criámos valor ao país. Não posso também deixar de agradecer o trabalho que o Jornal AUDIÊNCIA e os jornais locais fazem para com a comunidade. Há pouco dizia, em tom de brincadeira, como sempre nos habituou o Joaquim Ferreira Leite, ‘não nos desprezem’ e essa, de facto, foi uma frase que me marcou muito, isto porque estar aqui hoje, organizar este evento, convidar todos estes artistas, todos os estes jovens que, de facto, empenham o seu tempo, o seu talento, para nos poder apresentar tudo aquilo que foi a sua aprendizagem, as suas conquistas, é algo muito satisfatório, perceber que, em Gaia há arte, seja no interior, seja no centro de Gaia, saber que há jornalismo e que há educação, é altamente gratificante. Muito obrigado por nos presentear com todas estas apresentações e que repita por muitos anos este evento. Obrigado”.
JJ Teixeira, Troféu AUDIÊNCIA Empreendedorismo 2025
“A JJ Teixeira é uma empresa de prestígio de Olival. É uma empresa que tem 49 anos, que nasceu do zero, fruto de muito trabalho e cresceu muito. A empresa é dos empregados e sem eles a lutar e a ajudarem-nos a vencer não teríamos uma empresa como temos hoje, a maior empresa no setor da carpintaria, que trabalha com o coração para servir bem os clientes, como é o caso da Trofa, cuja Câmara foi feita por nós, há dois anos. Uma obra de excelência, uma obra de arte, que se pode visitar. Fiquei muito satisfeito por ver aqui o presidente da Câmara da Trofa, Sérgio Araújo. O nosso trabalho é fazer obras de arte, que encham o coração das pessoas. Obras que sejam criadas e sonhadas pelos nossos clientes e que sejam concretizadas por nós. A nossa empresa foi feita para isso, tem esses anseios, tem essas ambições, de crescer, de criar emprego e de ser maior. Felizmente, é a maior empresa do país. São 49 anos de muito trabalho. A empresa é minha, é nossa, é de todos os empregados que ajudaram a fazer esta grande empresa. Espero que Deus nos ajude. Sem Deus nada feito. É importante que todos nós promovamos a paz, pois é muito relevante para o nosso país, para a nossa terra e para a nossa família”. – João Teixeira, proprietário
Emanuel Leão (Leão de Rebordosa), Troféu AUDIÊNCIA Exemplo & Vida 2025
“Em primeiro lugar, este prémio vai para quem me viu nascer, para os meus pais, que não no céu a brilhar para nós todos, porque esta noite é brilhante pois eles estão, aqui, a torcer por nós todos. Leonço Leão, carteiro de Rebordosa, e Rosinha, que são naturais de Freamunde, de Paços de Ferreira. Nunca esqueço as minhas origens, sei onde estou e para onde vou. A seguir, o agradecimento é para a minha mulher, Maria Augusta, os meus filhos Victor Emanuel e Luís Fernando, a minha nora Maria e a minha neta Vitória. Eu sou um homem lutador, sempre ligado à cultura, na minha terra, em Rebordosa. Parti para França, porque a vida dos móveis foi um bocadinho abaixo. Eu tinha um estabelecimento comercial, onde conheci o meu grande amigo Joaquim Ferreira Leite e que publicou a minha primeira entrevista no Jornal AUDIÊNCIA, a quem eu devo muito, porque me abriu a porta e me tirou as pedras que eu tinha no caminho, para seguir um caminho que, até hoje, graças a Deus estou a subir gradualmente, mas com humildade e simplicidade e se nós tivermos estes dois valores nós chegamos até ao último patamar, mas nunca esquecendo de onde viemos, por onde passamos e por onde iremos passar. Então, eu fui obrigado a ir para Paris e fiquei muito triste, porque pensei que, a nível cultural, ia parar e não ia desenvolver, mas não, Deus é grande e escreve direito por linhas tortas. O primeiro contacto que eu tive com a cultura em Paris, foi com a Revista Porta X, da comunidade portuguesa. Eu sou o representante desta revista e do seu diretor João Gonçalves Quelhas, que viu o meu vídeo na TVI, pois apesar de não ser cantor, fiz uma música dedicada à minha mãe. Acho que quando nós fazemos algo com o coração e simplicidade, porque eu sou um poeta do povo, como diz a doutora Beatriz Meireles Paredes, é tudo mais fácil. Eu gosto de criar alegria. Também quero agradecer à NPC – Produções Alexandre Faria, que também me abriu muitas portas para eu ser aquilo que sou hoje, assim como ao Manuel Monteiro, que é um senhor da rádio que, para mim, é a melhor voz do Norte. Agradeço a todos os que me tiraram as pedras do caminho para eu chegar aqui hoje. Muito obrigado a todos. As festas, os eventos não são ninguém sem vocês que estão aqui neste cordão humano, tão caloroso. A festa não é nossa, é vossa. Não posso deixar de agradecer também a todas as pessoas que trabalham no Jornal AUDIÊNCIA, que são uma simpatia ímpar”.
Norberto Aguiar, Troféu AUDIÊNCIA Portugalidade 2025
“Antes de mais queria agradecer ao senhor Joaquim Ferreira Leite por esta homenagem. Devo dizer que já recebi uma homenagem do Governo do Québec, da minha Câmara Municipal da Lagoa, na Ilha de São Miguel, e da minha comunidade em Montreal e este Troféu tem tanto valor como todos os outros. Muito obrigado por me ter feito vir de tão longe para receber um Troféu que eu muito aprecio. Aqui falou-se em muitas freguesias do continente e também dos Açores e eu não me sentiria bem se, aqui, neste momento, perante uma plateia tão importante como é esta, que eu não deixasse aqui uma série de informações sobre a minha comunidade que, aqui nesta sala, provavelmente muito poucos conhecem. Eu venho da província do Québec, no Canadá, e a nossa comunidade são entre 60 e 70 mil pessoas. Nós temos duas filarmónicas, temos cinco ranchos folclóricos, temos dois jornais, temos dois programas de televisão, temos dez organismos, desde a Casa dos Açores, à Associação Portuguesa, o Clube de Portugal de Montreal, o Clube Oriental Português e o Centro Comunitário do Espírito Santo. Eu tenho um jornal, já trabalho nesta profissão há 40 anos, mas tenho um jornal meu há 30 anos e um programa de televisão que vai fazer 15 anos brevemente. Este é um projeto familiar, a minha mulher e as minhas três filhas que colaboram comigo, mas há toda uma equipa em Montreal e mesmo aqui temos correspondentes no Minho, na região do Porto, no centro de Portugal e nos Açores. É toda esta equipa que faz o LusoPress que é o nome do nosso jornal e o programa chama-se Lusac TV. Se não fosse toda essa equipa, provavelmente não estaríamos aqui, porque é muito bonito eu dar a cara, mas por trás de mim há toda uma organização. E há que dar valor a toda essa gente, muito obrigado por isso. Também gostava de deixar algumas críticas no bom sentido, porque não é só elogiar. Porque crítica para deitar abaixo, não concordo. É extraordinário que um jornal como o AUDIÊNCIA promova uma atividade destas. Em Portugal, tanto a nível desportivo como a nível cultural, social ou político, há promoções parecidas a estas, e nós, na imigração, dizem que somos portugueses de primeira, mas não somos. Somos portugueses de segunda porque não somos lembrados nessas ocasiões. Temos grandes personalidades em termos de letras, em termos de desporto, em termos de políticos, e não os vejo serem convidados para essas promoções para valorizar aquilo que fazem nas comunidades. Eu chamo a atenção dos governantes para esse facto, e dou um exemplo. Antigamente tínhamos em Portugal uma tenista que nasceu na África do Sul, nunca viveu em Portugal, viveu quase sempre em Miami, precisamente para ela progredir no ténis. Portugal recuperou-a, valorizou-a, deu-lhe títulos, e nós imigrantes que temos atletas de primeiro nível, campeões olímpicos, e ainda não vi ninguém os convidar para essas promoções. Portanto, eu acho que há de modificar se realmente querem que sejamos portugueses de primeira, têm de se lembrar de nós. Porque se não for assim nós saberemos quando agir. Vou terminar com uma questão muito pessoal. Estivemos todos a jantar e na nossa mesa tinha uma senhora muito simpática que falou noutras atividades do AUDIÊNCIA e disse a todos que estávamos à volta que em determinado momento houve uma galardoada que levou muito tempo a falar e a criticar e que deveria ter sido mais concisa. E que gostava que as pessoas falassem um pouco das pessoas em si, gostava de saber da vida das pessoas. E vou deixar aqui, hoje em dia, é completamente diferente do que acontecia no meu tempo, porque eu namorei uma rapariga com 13 anos, eu tinha 18, e se fosse hoje eu ia para a cadeia porque me casei com ela e ela ainda não era maior de idade. A segunda, é que tenho 1,40m de altura e ela, nessa altura, já tinha 1,40 m e a família disse ‘como é que ele pode ser noivo e casar com ela se ela vai crescer mais do que ele?’. Portanto, eu fui para o Canadá com 20 anos, mas namoramos lá durante três anos antes de eu ir e ela também. E nessa ocasião quando eu soube que realmente a família dizia como poderia ser o marido dele se era pequeno, a primeira vez que sai com ela, fomos ao cinema, e pelo passeio eu dava-lhe a parte de fora e ia pela parte de dentro para ver quando me ultrapassava. Se contasse a história toda não paravam de rir. Ela acabou por não ser maior que eu, mas eu vi-me azul. Obrigada pelo tempo que vos ocupei”.
Filipe La Féria, Troféu AUDIÊNCIA Cultura & Espetáculo 2025
“É para mim uma honra e um privilégio estar aqui esta noite convosco a receber este prémio em nome de alguém que contribuiu, e continua a contribuir tanto para o teatro, para a cultura e para os espetáculos do nosso país, o grande Filipe La Féria. É uma pena que ele não possa estar aqui, tenho a certeza que queria muito estar consigo (Joaquim Ferreira Leite) e agradecer-lhe. Fala muitas vezes em si quando trabalhamos com ele e agradece muito todo o apoio que o jornal dá também aos artistas, e, se me permitem, juro que não sei de cor, vou ler umas palavras de Filipe La Féria para vocês. ‘Estou aqui para agradecer ao Jornal AUDIÊNCIA o prémio com que tão gentilmente me agraciou. O AUDIÊNCIA sempre me acompanhou nas minhas vindas ao Norte e, sobretudo, quando, durante 4 anos, apresentei no Teatro Rivoli espetáculos que ainda hoje guardo no coração: Jesus Cristo Super Star, Violino no Telhado, Música no Coração, Piaf, A Gaiola das Loucas ou Annie. Onde tive oportunidade de revelar atores, atrizes, cantores, bailarinos e músicos do Porto, Gaia e de todo o Norte. Artistas de grande qualidade e talento como Sissi Martins, Rúben Madureira, Paula Sá, Inês Soares, Ana Queirós, que gentilmente recebe o prémio por mim, e tantos que provaram cabalmente que é aqui no Norte que nascem alguns dos maiores talentos do teatro musical em Portugal. Abram as portas do êxito a esses magníficos jovens que hoje são grandes personalidades do teatro, da televisão e do espetáculo. Eles merecem ser reconhecidos e aplaudidos por este público maravilhoso que ama, tanto como eles, esta arte que dignifica o ser humano e nos torna melhores pessoas. Obrigado público, obrigado AUDIÈNCIA, e um grande abraço ao Joaquim Ferreira Leite, querido amigo de todos os artistas. Bem hajam, e viva o teatro!’. – Ana Queirós, atriz
Beatriz Roxo, Troféu AUDIÊNCIA Novos Horizontes 2025
“É uma honra pisar este palco na voz de atleta individual, mas também como representante do desporto feminino em Vila Nova de Gaia. O meu agradecimento ao Jornal AUDIÊNCIA por esta iniciativa, por dar visibilidade ao trabalho, esforço e dedicação diária não só de nós como atletas, mas de todo uma equipa que trabalha connosco arduamente. E são momentos como estes que me fazem relembrar o que fizemos, mas que também dão palco para dar a conhecer o nosso trabalho e onde queremos chegar, mas, principalmente, para dar expetativa e desejo às pequenas crianças para continuarem a trabalhar e seguir os seus sonhos e objetivos. E, por falar nisso, Vila Nova de Gaia tem um grande palmarés do qual se deve orgulhar, nomeadamente temos um campeão olímpico no ciclismo de pista nos últimos Jogos Olímpicos de 2024, um palco que realmente desejo que o ciclismo feminino possa pisar. Ainda temos um longo percurso pela frente, muito trabalho para fazer, não só nosso, mas também de instituições que falta acreditarem em nós. E são estes momentos, esta possibilidade de darmos a conhecer o que fazemos que podem contribuir e dar os primeiros passos para que isso possa acontecer e para que o ciclismo feminino tenha mais voz e que mais pessoas saibam que nós raparigas também andamos de bicicleta e também na estrada. Obrigada”.
Clube Hóquei dos Carvalhos, Troféu AUDIÊNCIA Projeto Desportivo 2025
“Felicito todos os que foram distinguidos esta noite, mas quero pedir uma salva de palmas porque o momento da noite é mesmo do Jornal AUDIÊNCIA pela XXI Gala que faz e que dá voz e dá visibilidade a todas as instituições aqui presentes, assim como ao Clube Hóquei dos Carvalhos. Porque, muitas vezes, somos esquecidos pela grande imprensa e é esta imprensa local que nos leva mais longe. É uma honra para o Clube Hóquei dos Carvalhos estar cá representado esta noite, agradecemos o convite e o prémio, em nome de toda a direção que venho representar, e estender este prémio a todas as direções que pelo Clube Hóquei dos Carvalhos passaram desde o dia 1 de janeiro de 1940. É graças a elas todas que hoje aqui estou a representar a direção atual, mas sem estas direções passadas, sem os sócios, sem os adeptos, sem os atletas que ao longo destes 87 anos fizeram a história do clube não era possível para mim hoje representar uma direção e estar aqui a receber este prémio. Por isso, para todos que trabalham desde o dia 1 de 1940 até à data de hoje, peço também uma salva de palmas. Espero que o clube continue a crescer, esta direção propõe-se a isso, e num futuro as que vierem que continuem a fazer do clube uma referência de Vila Nova de Gaia porque disputamos, para quem não acompanha o hóquei, a dita melhor liga do mundo do hóquei em patins, que é a 1ªDivisão Nacional. E levamos o nome de Gaia e de Pedroso às costas e agradecer também o apoio que a autarquia local nos dá para conseguirmos fazer frente às nossas dificuldades. Obrigado pelo prémio, obrigado ao Jornal AUDIÊNCIA”. – André Martins, presidente da instituição
Robert DaCamara, Troféu AUDIÊNCIA Desporto 2025
“Quero deixar aqui, em primeiro lugar, expresso para registo futuro e também presente, uma palavra de gratidão pelo reconhecimento que julgo justo, que não é um reconhecimento à minha pessoa, mas a toda uma equipa presente e passada, de uma vida já centenária da Associação de Futebol de Ponta Delgada. Em boa hora, pelos bons ofícios de todos aqueles que colaboraram em prol do futebol e das suas vertentes, com o futsal e futebol de praia, fica aqui uma palavra de gratidão em meu nome e em nome de todos aqueles que ao longo de 100 anos fizeram muito pela modalidade e pelas comunidades que estão sob a nossa área de jurisdição. Muito obrigado ao Jornal AUDIÊNCIA, na pessoa do seu diretor, e aos colaboradores todos, agradecendo em especial a coerência com que fazem as suas escolhas porque estou em acreditar que é mesmo pelos bons ofícios. E falando dos bons ofícios, quero deixar claro o que de bom fazemos. O futebol, infelizmente, aquele que entra nas nossas casas através das televisões, o mais mediático, o profissional, tem toda uma indústria paralela mediática que, por vezes, mancha aquilo que é o futebol mais belo, o futebol amador que está espalhado em cada recanto do país. Temos as cartilhas, temos o mal dizer de uns clubes aos outros, mas a verdade é que o futebol em maior número, o mais genuíno e mais belo é tudo menos aquela, mais ou menos, porcaria, que regularmente vai acontecendo. E assim sendo, este reconhecimento não é só à Associação de Futebol de Ponta Delgada, é a todos os agentes desportivos de todo o país a quem peço um forte aplauso. Especificamente naquilo que é a nossa ação, e que acho revelador de um bom trabalho e merecedor de um prémio deste género, desde que estou na Associação há mais de 13 anos, primamos pela humanização do futebol. Nós achamos que o futebol pela energia que comporta, pela paixão que toca na maioria dos portugueses, é um agente de mudança que pode ser boa, bela e positiva. O futebol é um catalisador de mudança positiva. E o que temos feito especificamente relativamente a essa mudança positiva é inclusão, permitindo equidade geracional com uma forte aposta no walking football incluindo pessoas com dificuldade de mobilidade, com 70 e 80 anos de idade, com problemas de solidão, que encontram um oásis na prática desportiva. É também equidade de género, com a aposta fortíssima nos últimos 7/8 anos, antes do futebol feminino ser uma palavra sexy nós já apostávamos fortemente no futebol feminino. Há 8/9 anos numa demografia federada de cerca de 3300 atletas, 1,5% eram mulheres, cerca de cinco dezenas. Crescemos de 3300 para praticamente 4500 e mesmo antes desse crescimento são já mais de 10%, a época passada tínhamos mais de 450. Um crescimento de forma estruturada, feito não através do feminino sénior, mas através da formação. Outra coisa que fizemos foi a desconstrução de um mito, de uma narrativa antiga e errada de que a educação, a escola e a vida académica não podem andar de mão dada com a prática desportiva. Nós instituímos, há 11 anos, um prémio desportivo escolar e começamos com 15 galardoados e fomos sempre em crescendo e na época passada tivemos 163 homenageados e colocamos no Coliseu Micaelense 700 pessoas. No Coliseu Micaelense só há mais pessoas na Passagem de Ano e nos Bailes de Carnaval. Portamos, vamos desconstruindo esses mitos, vamos tornando o futebol mais humano, mais meigo, rasgando horizontes para que possa continuar a crescer a médio longo prazo, de forma sustentada e de forma sã. Aqui foi dito duas ou três coisas que ficaram registadas, na curta que vimos, e falava no final que ‘escrever era um ato de amor’. Mudar a comunidade para melhor através do desporto, é um ato de amor. Parabéns a todos. Esta não é uma homenagem aos atuais órgãos sociais da Associação, mas também a todos os seus agentes desportivos, praticantes e não praticantes, e a todos das outras 21 associações do país. Como disse o diretor, atravessei o Atlântico pela SATA e com o Carlos Anselmo atravessei o Douro no Porto para chegar até aqui, e ao chegar aqui, com um número considerável de pessoas, sentei-me num lugar e ao meu lado está Domingos Santos, uma figura histórica do futebol na Associação de Futebol do Porto, que é apenas e só a personificação do ato de amor ao futebol e à comunidade. Este troféu diz-me muito, mas uma foto com o Domingos aqui diria tanto. Obrigado a todos e obrigado pela inspiração e que façamos as mudanças positivas nas nossas comunidades”.
Manuel António Borges Soares, Troféu AUDIÊNCIA Presidente da Junta de Freguesia 2025
“Na qualidade de presidente de Junta queria mandar um abraço de solidariedade a todos os meus colegas que estão no terreno nas regiões que foram afetadas pela tempestade Kristin e como sempre, nas nossas vidas de presidente de Junta, somos os primeiros a agir. E estender isto aos voluntários porque não têm essa obrigação, têm obrigação cívica enquanto nós temos a obrigação institucional de estar perto das populações. Costuma-se dizer que os prémios não se pedem, aceita-se e agradece-se. E foi o meu caso e é com muito orgulho e alegria que agradeço ao Joaquim Ferreira Leite pela entrega deste prémio. Atendendo a que venho de uma região com dupla insularidade, ultraperiférica com a descontinuidade territorial e com as dificuldades inerentes a esta condição, quero partilhar este prémio com todos os autarcas de freguesia dos Açores porque são merecedores deste prémio, tal e qual eu. Quero também partilhar com a minha esposa que se costuma dizer que atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher, no meu caso é complicado porque sou bastante alto. Mas houve alturas, e já estou nisto há 39 anos, em que estive quase a ceder e se não fosse ela a dar-me o apoio eu não estaria aqui, de certeza absoluta. Quero também pedir desculpa aos meus filhos, porque fui um pai ausente por vários anos, posso dizer que não os vi crescer, e hoje já são adultos. Finalmente, agradecer ao Joaquim Ferreira Leite e apelar a que continue a defender o poder local democrático como tem feito até agora através do Jornal AUDIÊNCIA”.
Hélder Freire Costa, Troféu AUDIÊNCIA Carreira 2025
“Costuma dizer-se que um prémio não se agradece porque é um mérito. Concordo, mas há o nosso dever de agradecer. Ali naquela coxia, há cerca de 15 anos, com um dos meus filhos, assisti surpreendentemente a receber um prémio AUDIÊNCIA. Eu não percebia, chamam-me ao palco e de facto entregam-me este troféu que é lindíssimo. E tenho na minha casa na vitrine onde tenho vários prémios, felizmente, e tenho-o com muito orgulho até porque é um prémio muito bonito, uma folha de jornal com vento. É uma obra de arte. Depois disso, na Ribeira Grande recebi um prémio AUDIÊNCIA uns anos depois. E mais tarde, no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, onde eu tantas vezes fui com companhias teatrais quando era apenas secretário teatral e mais tarde como empresário, fui distinguido mais uma vez. Portanto, este é o 4º troféu AUDIÊNCIA. Ainda bem porque agora fico com dois de um lado e dois do outro, e no meio o meu coração muito grato. Obrigado”.
Federação Agrícola dos Açores, Troféu AUDIÊNCIA Instituição 2025
“Antes de mais gostava de agradecer ao Jornal AUDIÊNCIA a condecoração feita à Federação Agrícola dos Açores aqui em representação do presidente e comendador Jorge Rita e com a delegação vinda das diferentes ilhas. E também dar os parabéns a todos os premiados pelo Jornal AUDIÊNCIA que se foram reconhecidos é porque fizeram algum trabalho de mérito para o nosso país ou para a humanidade. Nos Açores também temos algumas marés vivas, uma delas o nosso presidente Jorge Rita, que é uma maré viva na defesa da agricultura dos Açores e a outra é a Secretária Maria João Carreiro, uma força de vida, mãe de cinco filhos e um exemplo de mulher na política. Oxalá que todos os nossos políticos fossem como ela. E para dar uma referência do é a Federação Agrícola dos Açores e o que representa para os Açores, as nove ilhas dos Açores representamos 2,5% do território nacional, mas, por enquanto, ainda somos Portugal. Mas quando o Donald Trump se lembrar que somos o território da Europa mais perto da América acho que vamos ter alguns problemas. Produzimos 55% do queijo produzido, proveniente de produtos lácteos, e 20% da carne bovina a nível nacional. Por isso temos aqui um grande trabalho na defesa alimentar e na autonomia alimentar do país. Acho que é fundamental para a economia dos Açores o nosso setor e é defendido com muito mérito pela nossa Federação Agrícola e pelo nosso presidente Jorge Rita, e sendo assim, acho que o prémio é merecido e agradecemos ao Jornal AUDIÊNCIA o reconhecimento que teve à Federação. Muito obrigado!”. – José António Azevedo, vice-presidente da Federação Agrícola dos Açores
Maria João Carreiro, Troféu AUDIÊNCIA Autonomia 2025
“Em primeiro lugar, naturalmente, quero saudar o anfitrião desta Gala, Joaquim Ferreira Leite, e na sua pessoa todos os envolvidos nesta organização em que se celebra a participação ativa, uma cidadania plena, e que desde logo também distingue as individualidades, instituições que contribuíram nas diferentes áreas de intervenção na nossa sociedade. Permitam-me dar também a todos os convidados e premiados dos quais também uma saudação especial para os meus conterrâneos. É um gosto estar aqui convosco, e ver reconhecido o contributo de cada um para o bem-estar dos açorianos e para o desenvolvimento dos Açores. É com muita honra, humildade e sentido de responsabilidade que recebo este troféu AUDIÊNCIA Autonomia 2025. Quando falamos em reconhecimentos públicos, entendo logo com um duplo significado. Além da distinção pessoal, é o momento para uma reflexão coletiva sobre os valores que, efetivamente, pretendemos promover numa vida democrática. E é por isso que recebo em meu nome este prémio e em nome do XIV Governo Regional dos Açores o qual me orgulho e que integro com responsabilidade, como Secretária Regional da Juventude, Habitação e Emprego. Já se falou aqui de política, e todos nós sabemos que a política é um exercício de exigências, decisões difíceis, de prioridades que nem sempre são consensualizadas, mas de um diálogo constante e permanente com a sociedade. E nenhuma verdadeira governação se faz no silencio e no isolamento. Faz-se com escrutínio, com uma crítica informada, com debate público. E é precisamente neste pressuposto que gostaria de destacar o papel da comunicação social, em particular do Jornal AUDIÊNCIA, pela capacidade de tornar mais visível, mais esclarecedor, e mais avaliável a ação política. É isso que pretendemos e o Jornal AUDIÊNCIA tem feito com garra, com determinação, e daí a sua homenagem. Porque a verdade é que quando falamos do Jornal AUDIÊNCIA não é só um jornal, tem aqui um papel informativo mas, acima de tudo, marca, de uma forma muito distinta, porque tem a capacidade de aproximar e potenciar o diálogo entre regiões do país, entre as quais destaco os Açores e a região Norte, tem aqui também um papel muito importante na dimensão social e cultural, ao incentivar a aproximação entre instituições, entre a sociedade civil, em fortalecer os laços culturais promovendo sinergias na economia, no turismo, na educação, na cultura, e é isso que pretendemos como Governo dos Açores. Pretendemos desenvolver uma cultura de cooperação, de sinergias, de participação. E é isso que tem feito, nas várias áreas de intervenção, em particular nas áreas que tutelo, nomeadamente a Juventude e o Emprego. Desde logo, o nosso foco é envolver os jovens residentes nos Açores em projetos de mobilidade com jovens do continente, da Madeira, através do programa Bento de Góis. Temos tido também o foco em abrir as empresas aos jovens recém-licenciados que pretendem desenvolver um estágio profissional através do programa Estagiar L e Estagiar T, e temos, precisamente, uma fase muito específica só para os jovens direcionados do continente e da Madeira, para terem a sua primeira experiência profissional nos Açores e também potenciamos a contratação, apoiando a contratação de um jovem recém-licenciado com uma remuneração base até 2.500€. Os Açores, de facto, estão num momento francamente positivo em termos de mercado de trabalho, e a nossa preocupação é para que cada uma das ilhas seja o lugar que tenha todas as oportunidades para o jovem ser, efetivamente, jovem. Para que o jovem possa desenvolver o seu projeto de vida familiar e profissional. Portanto, convido a todos a irem aos Açores, são 9 ilhas com encanto extraordinário, com características muito específicas e todas elas peculiares. Desde a natureza, a história, a gastronomia, até à cultura. E posso-vos dar nota que em 2026 Ponta Delgada é a capital portuguesa da cultura. Gostaria de renovar o meu agradecimento pelo prémio que me foi atribuído e pelo significado que ele representa. E não posso deixar de agradecer à equipa que me acompanha diariamente em alcançar uma trajetória de sucesso nas áreas em que tenho intervenção, não posso deixar de agradecer à minha família que me apoiam incondicionalmente, portanto, muito obrigada a todos. Este troféu não é um fim em si mesmo, é uma renovação de confiança de que é importante continuar a trabalhar numa sociedade mais justa, mais coesa, mais inclusiva para que ninguém fique sem resposta. É por isso que lutamos por uma autonomia político-administrativa, é por isso que cá estamos. Muito obrigada a todos, um bem-haja!”
Luís Filipe Menezes, Troféu AUDIÊNCIA Personalidade 2025
“É com muita honra que estou aqui esta noite em representação do presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Menezes, que lamenta não estar presente nesta gala do AUDIÊNCIA, agradecendo muito a homenagem que lhe está a ser feita. A ausência deve-se à necessidade de acompanhar no terreno a situação excecional que estamos a viver e, praticando aquilo que defende, que é estar próximo das operações. Ainda assim, faz questão de se associar a este momento e sublinhar a importância da Gala que homenageia quem vive para os outros, que serve a comunidade dentro e fora de Portugal, que transporta o nome do nosso país com dignidade preservando a nossa história, os nossos costumes, as nossas tradições e identidade portuguesa ao longo do mundo. Esta gala é, acima de tudo, o reconhecimento do mérito, do percurso e da dedicação de personalidades e instituições que fazem a diferença nas sociedades onde estão inseridas. O Jornal AUDIÊNCIA tem sabido, ao longo dos anos, valorizar essas trajetórias, dando visibilidade a exemplos de trabalho, resiliência, cultura e compromisso com o bem comum. Uma referência especial é devida ao editor e fundador Norberto Aguiar cujo percurso e exemplo de perseverança e visão e cujo trabalho tem sido fundamental na ligação entre Portugal e a diáspora mantendo viva a língua, a cultura e as tradições portuguesas junto das comunidades espalhadas pelo mundo. A todos os galardoados desta noite, provenientes de Vila Nova de Gaia, do Porto, dos Açores, da Europa, da América do Norte e de outras geografias, deixo, em nome do presidente e do município de Vila Nova de Gaia uma palavra de sincero reconhecimento. Cada distinção aqui atribuída representa dedicação e serviço de um contributo relevante para o fortalecimento das comunidades e para a valorização da identidade portuguesa. Dirijo, igualmente, uma palavra de apreço ao organizador e editor do Jornal AUDIÊNCIA, Joaquim Ferreira Leite, bem como a todos os seus jornalistas e colaboradores pelo trabalho consistente, próximo das pessoas e atento às realidades que retrata e valoriza. Vou concluir desejando que esta gala seja uma verdadeira gala de ouro, marcada pelo reconhecimento justo, pela celebração da cultura e pelo orgulho da nossa história comum e que os valores aqui hoje distinguidos continuem a inspirar-nos no futuro e a serem celebrados em próximas galas. Muito obrigada e votos de um bom descanso a todos”. – Elizabete Silva, vereadora da Câmara Municipal de Gaia


