O cabaz de 60€, pago em abril às famílias beneficiárias de tarifa social de eletricidade, foi alargado a todos os agregados com prestações sociais mínimas. O pagamento foi feito a 27 de maio.  Porém, a DECO defende alterações a esta medida.

A Associação reconhece a importância da medida que reviu o apoio extraordinário às famílias mais vulneráveis face ao aumento dos preços de bens alimentares, mas considera que esta fica aquém das expectativas das famílias. Os portugueses que, ainda se encontram a recuperar dos efeitos da pandemia, têm sido confrontados com vários aumentos, nomeadamente na energia, nos combustíveis e agora nos bens alimentares de primeira necessidade.

Assim, e embora a DECO saliente a importância da manutenção deste apoio no mês de maio, bem como o seu alargamento a outras famílias, defende que no contexto actual é necessário ir mais além. As previsões não apontam para um aliviar imediato dos preços e a incerteza da duração desta medida pressiona os consumidores a procurar alternativas para a sustentabilidade financeira do agregado familiar, alternativas essas que poderão prejudicar a sua capacidade económica.

Assim, a DECO reivindica:

  • uma prorrogação deste apoio enquanto se mantiver a situação de aumento de preços e, pelo menos, até final do ano de 2022;
  • uma maior abrangência deste apoio, designadamente para as famílias que tiveram uma quebra de rendimentos superior a 20% face aos rendimentos do mês anterior ou do período homólogo do ano anterior e também para as famílias numerosas, cujo agregado familiar seja composto por 5 ou mais pessoas;

um ajuste mensal do valor de 60€, estabelecido face às previsões de inflação, como o preço de um cabaz de bens essenciais. Consideramos que este montante é claramente insuficiente perante os valores que uma família gasta em média nas suas compras mensais, sobretudo neste cenário de aumento de preço.

A DECO apresentou estas preocupações junto do Governo e Grupos Parlamentares, defendendo   a adoção de medidas que garantam a proteção dos interesses económicos dos consumidores e mitiguem o previsível impacto generalizado do aumento dos preços dos bens alimentares. A associação continuará a acompanhar a situação, ciente que os rendimentos das famílias sofrerão a curto prazo um forte abalo.

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