Enquanto aguardamos pelo envio das propostas de soluções à prova inaugural do Torneio Policiário’2017 e colocamos em marcha o Concurso de Contos UM CASO POLICIAL EM GAIA, deixamos à consideração dos leitores um novo desafio que “esconde” um dos nomes maiores da literatura policial universal e desvendamos a solução do desafio anterior desta modalidade que coloca à prova os nossos conhecimentos sobre os grandes vultos da escrita de enigma, policial e de mistério.

Com estas três iniciativas contamos mobilizar a participação de novos leitores e manter a presença daqueles que nos seguem desde a primeira hora, como a acontece com a leitora Madame Eclética, grande vencedora do nosso primeiro passatempo, com quem estivemos à conversa e que se assume desde já como concorrente em todas as frentes:
– Depois do grande triunfo no passatempo anterior, e a confirmar-se a sua participação no Torneio Policiário’2017, quais são de facto as suas expectativas?
– Em tudo em que me envolvo, pessoal ou profissionalmente, nunca parto para nada com grandes expectativas, embora coloque sempre o melhor de mim em tudo. E o facto de ter vencido o passatempo anterior não me acrescenta responsabilidades às que devo a mim própria.
– E quanto ao Concurso de Contos Policiais, no caso de já ter decidido a sua participação, será que tem uma ideia concreta sobre a trama que pretende desenvolver?
– Tenho uma ideia, sim, mas subsiste neste momento uma grande dúvida sobre a extensão do trabalho a produzir. Algo me diz que devo optar por um conto micro, mas pode ser que, com o evoluir da escrita, venha a necessitar de mais espaço para desenvolver a história.
– No que concerne aos desafios sobre a identificação de escritores de romances policiais, será que se sente satisfeita com a solução enviada para o primeiro desafio do ano?
– Como lhe disse atrás, nunca tenho grandes expectativas sobre o reconhecimento dos outros em nada do que faço, bastando-me a satisfação própria para me sentir realizada. Mas, como neste género de enigmas considero-me muito forte, será que apresentei a melhor solução?
– Vai já saber, cara leitora Madame Eclética. Leia, então, o que vem a seguir.

 

QUEM É O HOMEM DE QUEM SE FALA? (SOLUÇÃO)

O destino reservou-lhe um duro golpe ainda criança, matando seus pais de tuberculose. Encontrou abrigo em casa de um tio rico, mas as dificuldades do início de vida provocaram-lhe um permanente pessimismo e um espírito macabro que o acompanharam até à sua morte.

Por ser aventureiro e rebelde, foi para a Grécia lutar contra os turcos. No regresso alistou-se num Batalhão de Artilharia e acabou por frequentar a Academia Militar de West Point. No entanto, nessa época, os seus sentidos estavam voltados para a poesia, e após publicar o seu primeiro livro de poemas, “Tamerlane and other poems”, decidiu abandonar a carreira militar.

Em 1833 ganhou o prémio do jornal Philadelphia Saturday Visitor com o conto “Manuscript found in a bottle”, em 1840 publicou a sua primeira coleção de contos, “Tales of grotesque and arabesque”, e um ano depois “Os crimes da rua Morgue”, onde surge a figura do detetive Dupin, inspirador/antecessor de Sherlock Holmes de Arthur Conan Doyle.

Com a morte da sua mulher, em 1847, afundou-se num estado de profundo desespero e passou a viver em constante embriaguez. Aos 40 anos, numa taberna, em Baltimore, sentiu-se mal e acabou por falecer três dias depois num hospital. Estávamos a 7 de outubro de 1849 quando morreu o Homem de quem se fala – Edgar Allan Poe.

(É da autoria da leitora Madame Eclética a solução premiada com um exemplar do livro “Escaravelho de Ouro” deste notável escritor. Responderam também acertadamente os leitores Haka Crimes, Insp. Guimarães, Insp. Moscardo, Insp. Mucaba, Onaírda, Rigor Mortis, Solidário, Talismã e Zé de Mafamude).

 

QUEM É A MULHER DE QUEM SE FALA? (DESAFIO)

Norte-americana, filha de pais separados, nascida no Texas, em Fort Worth, em 19 de janeiro de 1921, a mulher de quem se fala só conheceu o pai biológico aos doze anos e adotou o apelido do padrasto para o seu nome de escritora.
Frequentou a Júlia Richmond High School em Nova Iorque e a Bernard College em Colúmbia, onde estou latim, inglês e grego, tendo evidenciado desde cedo vocação para a pintura, escultura e… literatura. Escreveu os seus primeiros contos aos quinze anos, abordando histórias e temas para adolescentes, que não chegou a publicar. E quando saiu da Universidade ilustrou livros de outros escritores.

O seu romance de estreia, publicado em 1950, foi adaptado para cinema pelo realizador Alfred Hitchock, e tanto o filme como o livro são hoje considerados grandes clássicos do suspense. Os cineastas René Clément, Wim Venders e Anthony Minguella verteram também para o grande ecrã outras das suas obras, interpretadas por algumas das maiores estrelas da sétima-arte, como Alain Delon e Dennis Hopper.

O seu segundo livro foi escrito e editado em 1953, sob o pseudónimo de Claire Morgan, onde ela versou pela primeira vez o universo do homossexualismo, atingindo vendas que quase ultrapassaram um milhão de cópias.

Da imensa e complexa galeria de personagens que criou, destaca-se um sofisticado colecionador de arte e criminoso que não conhece remorsos os sentimentos de culpa, cujos traços de personalidade variam de obra para obra.

A crítica especializada premiou-a diversas vezes, sendo de destacar dois importantes galardões: em 1957 recebeu o Grand Prix de la Littérature Policière e, no mesmo ano, a British Crime United Association distinguiu-a com a Silver Dagger.

Em 1963 radicou-se definitivamente na Europa, onde viveu primeiro em Itália, depois na Inglaterra, França e, por fim, na Suíça onde viria a falecer a 4 de fevereiro de 1995.

Quem é ela?

 

(Responda até 10 de março, através do e-mail salvadorpereirasantos@hotmail.com. A melhor solução será premiada com um livro da autoria da Mulher de Quem se Fala).

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