A solução da primeira prova do Torneio Policiário’ 2017 é hoje conhecida, trazendo à sua ilharga os pontos atribuídos aos 24 concorrentes que se apresentaram a jogo dentro do tempo regulamentar e um retrato em “photomaton” do autor da segunda prova, publicada na passada edição.

E como importa fechar um desafio de descoberta dos grandes nomes da escrita policial recentemente apresentado à consideração dos leitores, desvendamos hoje a respetiva solução.

 

VERBATIM EM “PHOTOMATON”

O autor do problema que constitui a segunda prova do Torneio Policiário’ 2017, de cuja solução aguardamos o envio dos nossos leitores até 10 de abril, adotou o seu atual pseudónimo há pouco mais de três anos. Até essa data, a comunidade policiária conheceu-o como NOVE.

A escolha do seu pseudónimo inicial deriva do facto de ter começado a responder aos desafios policiários relativamente tarde. Assim, tendo sido NOvo nestas andanças, quando já era VElho, resolveu chamar-se NOVE. Nessa altura, era já reformado, o que considera ter sido uma vantagem, por lhe permitir dispor de mais tempo do que muitos outros para se dedicar a este passatempo, a que acresce ainda o facto de ter beneficiado de uma razoável formação escolar e profissional.

Vem das áreas da matemática e da química, mas gosta igualmente das letras. Diz ter muito prazer em resolver problemas de recreação matemática, enigmas e quebra-cabeças, e afirma-se leitor assíduo de obras de divulgação matemática e científica, sem prejuízo da ficção, incluindo a policial, poesia e ensaios.

NOVE, agora VERBATIM (reprodução literal de algo), costuma participar em comunidades de leitores (reuniões para discussão de livros), é presença assídua nos encontros nacionais de policiaristas e membro ativo da Tertúlia Policiária da Liberdade (Lisboa), o que revela o seu grande apreço pelo convívio e pelo debate. Admite que as suas primeiras respostas aos desafios policiários, há vinte e três anos, eram muito incompletas. Porém, com o tempo foi-se apurando, em especial depois de ter começado a participar na Tertúlia Policiária da Linha de Sintra, onde, em 1996, se iniciou como produtor para a extinta secção Enigmas & Desafios, do jornal Notícias da Amadora, e, logo a seguir, para o PÚBLICO-Policiário, onde se tem distinguido também como solucionista.

 

TORNEIO POLICIÁRIO’ 2017

Solução da Prova nº. 1     
“O Primeiro Festival da Peta”, de A. Raposo & Lena
Se não sabem, ficam a saber que Tempicos, o herói da nossa história, aceita todos os convites que lhe fazem sempre que lhe cheira a farra e copos. Nestas condições nunca diz que não, apesar de ter já umas mazelas figadais que o obrigam a andar de vez em quando a água mineral. E nos tempos livres, este antigo inspetor da “Judite”, escreve uns problemas policiais que publica em jornais quando lhe pedem. Pois foi este o caso e agora chegou a vez de a solução ser apresentada:

De todas as afirmações produzidas por Tempicos, apenas uma delas é de facto mentira. E trata-se de uma “peta” muito pequena, do tamanho de um simples minuto. Pois só quando afirma que o sol se põe às vinte horas e oito minutos do primeiro dia do mês em que nasceu é que diz uma mentira. Na verdade, o sol põe-se mais cedo um minuto, exatamente às vinte horas e sete minutos. Todas as outras afirmações de Tempicos são verdadeiras. E o Borda D´Água confirma!

(notas do orientador da secção: setembro é o mês em que terá início o ano de 5778 da era israelita; 1935 foi o ano em que Salazar decretou a ilegalização de todas as sociedades secretas incluindo a Maçonaria, logo foi no dia 8 de setembro desse ano que Tempicos nasceu).

 

 

CLASSIFICAÇÃO DA PROVA Nº. 1

1º. Detetive Jeremias: 15 pontos;
2º. Vimaranes: 14 pontos;
3º. Menino Lucas: 13 pontos;
4º. Bernie Leceiro: 12 pontos;
5º. Detetive Bossiak: 11 pontos;
6ºs. Alex, Arc. Anjo, Arnes, Gomes, Haka Crimes, Holmes, Inspetor Mucaba, Madame Eclética, Ma(r)ta Hari, Pena Cova, Rigor Mortis, Santinho da Ladeira, Talismã e Zé de Mafamude: 10 pontos;
20ºs. Charadista, Solidário: 9 pontos;
22º. Onaírda: 8 pontos;
23ºs. Inspetor Guimarães, Beira Rio: 7 pontos.

 

QUEM É A MULHER DE QUEM SE FALA? (SOLUÇÃO)

Mary Patrícia Hangman é o seu nome de batismo. Nasceu em Forth Worth, no Texas. Aos seis anos de idade mudou-se para Nova Iorque com a mãe e o padrasto, do qual herdou o apelido, e aos quinze anos começou a escrever os seus primeiros contos.

O seu primeiro livro, “Pacto Sinistro”, veio a ser publicado em 1950 e descreve a história de dois homens que se encontram num comboio. Alfred Hitchcock, famoso realizador, conhecido também como mestre do suspense, pegou na história e fez um filme que é hoje considerado um clássico do género.

O seu mais famoso personagem, Tom Ripley, bissexual e serial killer, apareceu pela primeira vez em 1955 no romance “O talentoso Mr. Ripley” e foi transposto para a sétima arte por três vezes: primeiro pelo francês René Clément, depois pelo realizador Anthony Minguella e, mais tarde, pelo diretor alemão Wim Wenders.

A mulher de quem se fala foi uma escritora que se destacou por explorar o lado psicológico e a culpa dos que transitam num mundo sem moral. Morreu na Suíça, em 4 de fevereiro de 1995, e chama-se Patrícia Highsmith. (é da autoria do leitor Inspetor Mucaba a solução premiada com um exemplar do livro “O Talentoso Mr. Ripley” desta notável escritora. Responderam também acertadamente os leitores Beira Rio, Haka Crimes, Holmes, Insp. Guimarães, Insp. Moscardo, Luís Pessoa, Madame Eclética, Onaírda, Santinho da Ladeira, Solidário, Talismã e Zé de Mafamude).