Desvendamos hoje a solução “oficial” da quarta prova do Torneio Policiário’ 2017, da autoria de um dos mais importantes nomes do policiarismo nacional, trazendo à ilharga o escalonamento dos concorrentes na classificação geral após aquela prova, para além de um breve balanço das pontuações dos concorrentes no decurso da primeira metade desta competição e de uma chamada de atenção sobre o prazo de envio de textos concorrentes ao nosso Concurso de Contos.

Entretanto, decidimos dar a palavra à autora do quinto problema do Torneio Policiário, de quem, por falta de espaço, não traçámos o respetivo perfil aquando da publicação do enunciado do desafio que nos propôs, pedindo-lhe que fosse ela própria a fazê-lo.

E fomos outra vez surpreendidos com mais uma prova da sua modéstia e sentido de humor, características comuns a todos os campeões dignos desse nome, quando recebemos o texto a que ela chamou “uma espécie de autobiografia (não autorizada) da Detetive Jeremias, por ela própria, claro está.” Ora leiam:

“Estreei-me na decifração de enigmas no campeonato 2002/2003, na secção Policiário do jornal Público, onde obtive um honroso 5º lugar, com direito a taça e tudo. Só voltei a participar como concorrente em 2007, sem qualquer interrupção até agora.

Ganhei alguns títulos e troféus, mas aguardo pela ociosidade da reforma para os inventariar.
Olhando para trás, acredito que me tornei na policiarista Detetive Jeremias (nome inspirado no ‘Jeremias, o fora-da-lei’ do Jorge Palma) para não enveredar pelos meandros obscuros do crime, e com a tarimba adquirida acho que já posso dizer que faço parte dos policiaristas do Ribatejo − uma verdadeira incubadora da espécie, sem ofensa para as outras regiões do país.

O meu maior vício é a leitura de livros policiais e o meu sonho, neste momento, é conseguir dedicar-me à escrita de enigmas, quem sabe para poder tirar o sono a outros artistas deste ofício.”

 

TORNEIO POLICIÁRIO’ 2017

Solução da Prova nº. 4
“O Meu Paraíso”, de Zé
Os cinco erros que o problema apresenta são:
– A distância entre Marinha Grande e S. Pedro de Moel é de cerca de 9 Quilómetros…
– O Ribeiro de S. Pedro desagua na Praia Velha, uma praia com uma bela areia dourada, a Norte de S. Pedro. Na praia de S. Pedro de Moel desagua um pequeno curso de água de pouca distância pois nasce no Vale, depois da área de parque.
– Se fizermos o trajeto entre S. Pedro e a Praia da Vieira não podemos parar na Pedra do Ouro. A Vieira fica a Norte de S. Pedro e Pedra do Ouro a Sul.
– O ex-Libris de Afonso Lopes Vieira não é “alcança quem não cansa” (este é de Aquilino Ribeiro) mas “or piango or canto”.
– A ETAR de S. Pedro não envia cheiros. E, mesmo que enviasse, nunca chegariam à praia de S. Pedro quando o vento está do Sul, pois a ETAR fica a Norte (estrada da Vieira). Chegariam, por exemplo, à Praia Velha.
BALANÇO DAS PONTUAÇÕES
Quando são cumpridas metade das provas que constituem o Torneio Policiário’ 2017, impõe-se fazer um balanço da prestação dos concorrentes. Como primeiro destaque, registe-se o número significativo de concorrentes (oito!) totalistas em todas as provas disputadas até ao momento, tendo três deles alcançado sempre bonificações resultantes do posicionamento nos lugares destinados às melhores ou mais originais soluções: Detetive Jeremias, Menino Lucas e Vimaranes. Para além destes, alcançaram também posições bonificadas Detetive Bossiak (por duas vezes), Rigor Mortis, Bernie Leceiro, Alex, Inspetor Mucaba, Madame Eclética e Arnes, solucionistas dotados de grande potencial que prometem continuar a pressionar os atuais líderes da prova, a par de dois de outros concorrentes: Ma(r)ta Hari e Zé de Mafamude. Na verdade, embora ainda seja matematicamente possível a qualquer dos concorrentes em prova vencer o torneio, o mais provável é que o grande vencedor saia deste lote de doze “detetives”.

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL APÓS A QUARTA PROVA

1º. Detetive Jeremias: (43+14): 57 pontos;
2ºs. Menino Lucas (41+13) e Vimaranes: (39+15): 54 pontos;
4ºs. Alex (30+12), Madame Eclética (32+10) e Rigor Mortis (33+9): 42 pontos;
7ºs. Detetive Bossiak (32+9) e Inspetor Mucaba (30+11): 41 pontos;
9ºs. Bernie Leceiro (30+10), Ma(r)ta Hari (30+10) e Zé de Mafamude (30+10): 40 pontos;
12º. Haka Crimes (28+10): 38 pontos;
13º. Arc. Anjo (28+9): 37 pontos;
14º. Pena Cova (27+9): 36 pontos;
15ºs. Arnes (26+9), Charadista (26+9) e Inspetor Guimarães (25+10): 35 pontos;
18ºs. Beira Rio (26+8), Holmes (25+9), Santinho da Ladeira (26+8), Solidário (26+8) e Talismã (26+8): 34 pontos;
23º. Gomes (25+8): 33 pontos;
24º. Onaírda (8+0): 8 pontos.

 

CONCURSO DE CONTOS “UM CASO POLICIAL EM GAIA”

A fechar esta edição, lembramos mais uma vez que termina no final deste mês o prazo para o envio dos trabalhos relativos ao nosso Concurso de Contos, que tem por tema “Um Caso Policial em Gaia”. Findo este prazo, os originais concorrentes serão submetidos a apreciação dos membros do Júri, a quem compete determinar os prémios a atribuir, no limite previsto de seis taças e seis menções honrosas, distribuídos por três classificações: a primeira, para todos os contos a concurso; a segunda, para aqueles que nunca tenham publicado qualquer conto; e, a terceira, destinada exclusivamente aos mais jovens. Portanto, caro leitor, já sabe, se ainda não fez o envio do seu conto (com o mínimo de quatro páginas) ou se ainda o não concluiu, apresse-se…

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