A Fábrica de Licores Eduardo Ferreira & Filhos Lda. redirecionou a sua produção de licores e aguardentes para fazer face à escassez de álcool etílico sanitário no mercado. A ideia teve origem devido à procura desmedida do produto, tendo em conta as recomendações das autoridades de saúde para fazer face à COVID-19.

 

 

Com a dificuldade em encontrar os diferentes tipos de álcool e desinfetante no mercado, surgiu a ideia de transformar o álcool puro usado nas bebidas alcoólicas em álcool etílico sanitário, álcool para uso culinário e gel desinfetante. Assim surgiu o produto desinfetante e culinário assinado pela fábrica de licores situada na Ribeira Grande.

Foi uma questão de tempo, burocracia e pesquisa até chegar ao produto final, num processo um pouco diferente daquele a que todos os funcionários estavam habituados. No entanto, após o contacto com as autoridades competentes assim como com os fornecedores que tornaram o produto final possível, o álcool sanitário chegou às mãos dos açorianos, podendo ser adquirido em farmácias, drogarias e outros estabelecimentos que tenham permissão para tal comércio.

A prioridade, por enquanto, é conseguir atenuar a procura do produto na Região. Mas Carolina Ferreira, filha do proprietário da empresa e funcionária da mesma, não põe de parte a hipótese de enviar o álcool para onde este for necessário, desde que a sua falta nos Açores esteja colmatada.

O álcool e a cetrimida (agente anti-infecioso e desinfetante), de acordo com Carolina Ferreira, estão a tornar-se parcos, mas a saúde pública é neste momento uma das prioridades da empresa, que tenta fazer frente à pandemia da melhor forma possível.

Segundo Carolina Ferreira, filha do proprietário da empresa, o escoamento da produção de licores baixou e esta é uma forma de não só ajudar a Região, mas também de manter os funcionários que a fábrica tem a tempo inteiro.

Na entrevista dada ao AUDIÊNCIA, Carolina Ferreira deixou uma palavra de apreço aos funcionários da fábrica, também eles “na linha da frente no combate à COVID-19”, assim como ao Governo Regional e à entidade de fiscalização por terem agido de forma imediata para que a Fábrica de Licores da Ribeira Grande pudesse iniciar a produção de álcool sanitário o mais rapidamente possível.

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