O ato de tomada de posse e instalação dos órgãos autárquicos da Junta de Freguesia de Campanhã aconteceu no passado dia 19 de outubro. Para o executivo, a votação foi feita de forma uninominal, sendo que todos os membros tiveram com 10 votos a favor, um contra e oito em branco, à exceção de Paulo Ribeiro, que foi eleito com 12 votos a favor, um contra e seis em branco. A Mesa da Assembleia de Freguesia foi também aprovada com 10 votos a favor, um contra e oito em branco. Ernesto Santos salientou a maioria reforçada que permitiu ao PS passar de 9 para 10 mandatos na Assembleia de Freguesia, e salientou a reconversão e exploração do antigo matadouro e a construção do Hospital da Trofa como os seus sonhos para este último mandato.

 

 

No dia 19 de outubro aconteceu o ato de tomada de posse e instalação dos órgãos autárquicos da Junta de Freguesia de Campanhã, no Porto. Ernesto Santos ganhou a corrida pela terceira vez consecutiva, dando assim início ao seu último mandato, com uma maioria ainda maior do que a de 2017, sendo que conquistou, no dia 26 de setembro, 42,99% dos votos, uma subida de mais de 2% face aos 40,22% de 2017.

Ernesto Santos, depois de ter tomado posse, apresentou uma lista para o executivo da Junta, que foi votado de forma uninominal. Ao presidente juntou-se Paulo Ribeiro, que contou com 12 votos a favor, um contra e seis em branco. Sandra Santos, António Nunes, José Miguel Silva, Janete Nogueira e Ana Gomes foram todos eleitos para vogais do executivo da Junta de Freguesia de Campanhã com 10 votos a favor, um contra e oito em branco.

De seguida procedeu-se à eleição para a Mesa da Assembleia de Freguesia. Apenas o Partido Socialista apresentou lista, que foi aprovada com 10 votos a favor, um contra e oito votos em branco. Assim, Rodrigo Oliveira assumiu o cargo de presidente da Mesa da Assembleia, Susana Pereira ocupou o lugar de primeira secretária, e Adolfo Mesquita assumiu funções como segundo secretário.

Ernesto Santos, reeleito presidente da Junta de Freguesia de Campanhã assume-se contente com o voto de confiança dos campanhenses nestas eleições, que lhe deram uma maioria ainda maior do que a que já tinha, uma vez que conquistou mais um mandato do PS na Assembleia de Freguesia: “esta vitória representa bastante para mim, porque gostaria, de facto, de fazer os três mandatos, sempre me propus a isso, logo, desde o primeiro, e este até correu um bocadinho melhor, tenho maioria, não é que me permita fazer o que eu quero, nunca o fiz nem o farei, mas, de facto, com maioria sempre se consegue governar melhor”.

O atual presidente da Junta de Campanhã garante que depois deste último mandato se retirará da vida política ativa, até porque “já estou a caminho dos 75 anos”. No entanto, deixa claro que espera “que este mandato seja, de facto, um continuar daquilo que se tem feito até hoje, quer queiramos quer não, Campanhã teve uma grande evolução nestes últimos oito anos e, portanto, esperemos que seja este último mandato o culminar dos projetos que ainda estão por fazer”. Quanto a esses projetos, referiu, por exemplo, a reconversão e exploração do antigo matadouro, o alargamento do Parque Oriental e a construção do Hospital da Trofa. Mas também tem planos para projetos menos materiais: “o reforço da ação social, pretendia era melhores condições de vida para os campanhenses. Ainda há muito desemprego, há muito rendimento social de inserção, há muita falta de escolaridade, tudo isto são problemas que eu gostaria, com a minha ajuda naturalmente, os ver encurtados em Campanhã, porque só assim, com mais educação, mais cultura, com mais sustentabilidade de vida, é que uma freguesia poderá progredir”, explicou Ernesto Santos.

A falta de escolaridade da freguesia está, sobretudo, relacionada com o facto da população ser, cada vez mais, envelhecida. Mas afinal, o que falta para manter os jovens em Campanhã? Para o autarca, a resposta é simples: “Habitação e rendas acessíveis. É muito difícil para qualquer jovem ficar em Campanhã (…) Não há uma política de solos capaz de controlar os preços de construção. Se o proprietário pagou três milhões em vez de um milhão, tem de levar as casas mais caras. Devia haver uma política de solos que pusesse limite, que desse um teto máximo por metro quadrado, para que fosse possível construir habitação para renda acessível. Eu já não digo habitação social, porque aqui no Porto já há muita, mas uma habitação para jovens, no sistema cooperativa, com rendas acessíveis”.

Quando o AUDIÊNCIA pediu a Ernesto Santos para completar a frase “Daqui a quatro anos sairia um homem feliz se…”, a resposta do edil foi rápida: “se concretizasse todos estes meus sonhos”, sendo que segundo ele, os sonhos passam mesmo por ver a intervenção no antigo matadouro e o Hospital. “Se vier para aqui o Hospital, como está previsto vir, que já começo a ter as minhas dúvidas, já traz desenvolvimento. Um hotel não, por exemplo, não traz desenvolvimento local, as pessoas ou jantam no hotel ou jantam na baixa, cá por cima pouca gente ficará, agora, por exemplo, um hospital traria muitos funcionários, doentes, médicos, muita gente a esta zona, assim como a zona do matadouro, com as startups, desenvolvia brutalmente esta zona”, explicou Ernesto, que terminou dizendo que estes “são dois dos meus grandes sonhos, e acredito que, isso concretizado, a vida em Campanhã será muito melhor”.