FESTA DE AFIRMAÇÃO E CONFIANÇA

Realizou-se a 49ª edição da Festa do Ávante, numa conjuntura nacional e internacional preocupante, com desfechos vagos e imprecisos, mas que não auguram nada de bom para o futuro do País e da humanidade.

E senão vejamos: a nível nacional o go­verno do PSD/CDS, com a co­ni­vência de IL e Chega e a tolerância cúmplice do PS, pre­para-se para acen­tuar uma po­lí­tica di­ri­gida contra os in­te­resses dos tra­ba­lha­dores e do povo, mas apoiando os desígnios dos grupos eco­nó­micos e das mul­ti­na­ci­o­nais, assim in­ten­si­ficando o ataque a di­reitos e li­ber­dades, com­pro­metendo os in­te­resses e a so­be­rania na­ci­o­nais.

Quanto à soberania e dando crédito a publicação  do Fi­nan­cial Times, relativa a uma en­tre­vista há dias realizada com a pre­si­dente da Co­missão Eu­ro­peia, em que foi afirmado que vá­rios países da Eu­ropa estão a ela­borar «planos bas­tante pre­cisos» para en­viar tropas para a Ucrânia após ces­sarem as hos­ti­li­dades e Ur­sula von der Leyen ter as­se­gurado ainda que ha­verá «pre­sença norte-ame­ri­cana» nessas ope­ra­ções, ao que a Rússia respondeu, acusando a Comissão Europeia de ser o «partido europeu da guerra», assim perturbando os es­forços em curso para al­cançar a paz, então como Portugal pertence à NATO e à UE e não se demarcou das referidas afirmações de von der Leyen, está conivente com elas.

Perguntará o leitor: mas que relação existe entre esta situação relatada e a Festa do Avante?

É que a Festa,acontecimento único no panorama sócio-cultural do País e com repercussões além fronteiras,obra do colectivo partidário comunista, projectada, construida e sempre actualizada, além de espaços lúdicos, culturais e desportivos para adultos, jovens e crianças, também disponibiliza espaço nacional e internacional, este com as delegações presentes, para informação e debate político.

Esta Festa continuou a olhar a realidade da vida da população portuguesa e dos seus problemas concretos, ou seja, constituiu também uma jornada de luta em defesa da Constituição, da Saúde, da Educação, da Habitação, do Trabalho com direitos, da Justiça Social, da Juventude, a par dum salutar convívio e animação, assim carregando as baterias para as futuras lutas.

Conforme referiu o Secretário-Geeral, Paulo Raimundo, «lá estaremos na luta de todos, particularmente dos mais jovens, numa luta que se desenvolve em várias frentes e sectores, e essa luta é o motor da História, nós não estamos condenados ao empobrecimento, à guerra e à perda de soberania, Portugal não é uma província da União Europeia, não é um apêndice dos Estados Unidos e da NATO, somos um povo que derrotou o fascismo e se libertou da guerra, que abriu as portas de Abril e consagrou com a sua luta uma das mais avançadas Constituições do mundo».

«Somos o Partido da coragem e da alegria, dessa alegria só possível para quem sabe que é tão belo o seu ideal e que é tão justa a causa porque lutamos».