FESTA DE NATAL UNIU O SPORTING CLUBE CANDALENSE E A SOCIEDADE MUSICAL 1º DE AGOSTO

Promovida pela primeira vez pelo Sporting Clube Candalense, em parceria com a Sociedade Musical 1º de Agosto, a Festa de Natal destas coletividades realizou-se no passado dia 27 de dezembro, juntando música, teatro, desporto e dança num espetáculo participado por cerca de 70 artistas e assistido por mais de 140 pessoas, num claro exemplo de união do movimento associativo de Vila Nova de Gaia. 

 

 

O Salão Nobre do Sporting Clube Candalense esteve completamente lotado na tarde de 27 de dezembro para acolher uma Festa de Natal inédita, resultado da união entre duas coletividades históricas da Freguesia de Santa Marinha, o Sporting Clube Candalense e a Sociedade Musical 1º de Agosto. A iniciativa, marcada por um programa diversificado e intergeracional, contou com atuações musicais, momentos de teatro, demonstrações de taekwondo e coreografias de dança urbana, proporcionando uma tarde de celebração e partilha comunitária. 

A cerimónia contou com a presença de várias entidades políticas e associativas, entre as quais Elizabete Silva, vereadora da Câmara Municipal de Gaia, Ana Durana, deputada na Assembleia Municipal de Gaia, Anabela Carriço e Filipe Santos, da Junta de Freguesia de Santa Marinha, Octávio Pimentel, presidente da Assembleia de Freguesia de Santa Marinha, e Paulo Rodrigues, presidente da Federação das Coletividades de Vila Nova de Gaia. 

À frente desta iniciativa estiveram Mário Jorge Santos, presidente do Sporting Clube Candalense, e Pedro Santos, presidente da Sociedade Musical 1º de Agosto, que, para além de dirigentes associativos, são pai e filho, respetivamente, uma ligação familiar que se refletiu também na proximidade e cumplicidade entre as duas instituições. 

Em declarações exclusivas ao AUDIÊNCIA, Mário Jorge Santos explicou a génese do evento, afirmando que “esta Festa de Natal resultou de um desafio que fizemos a nós próprios de conseguirmos fazer uma Festa de Natal que englobasse todas as atividades das duas coletividades, como se fossem um bloco”. 

O dirigente sublinhou a importância da articulação entre áreas distintas, afiançando que, “nós, ao juntarmos as duas coletividades, conseguimos criar uma interação entre a banda e as nossas secções, como o teatro, o taekwondo e a dança urbana”. 

Segundo Mário Jorge Santos, o espetáculo envolveu cerca de 70 participantes em palco e teve uma assistência superior a 140 pessoas, números que considera demonstrativos da força do associativismo local. “As coletividades juntas são mais fortes e nós conseguimos, com isto, demonstrar ao poder político que estamos cá e que, se nos unirmos, conseguimos fazer tanto ou mais do que faz o poder político em termos da cultura, do desporto e do associativismo”, evidenciou o dirigente, garantindo que “a experiência valeu a pena”. 

Pedro Santos, presidente da Sociedade Musical 1º de Agosto, também reforçou esta ideia de sinergia, assegurando que “é fundamental para que seja possível um todo”.  

Para o responsável, esta união prova que o movimento associativo está vivo. “Esta junção das duas coletividades prova isso e prova também que é possível unir duas coletividades em fraternidade e criar um espetáculo que eu considero único”, revelou o dirigente associativo, destacando que “foram muitas semanas de trabalho, portanto é muito satisfatório ver que temos casa cheia. Ainda bem que as pessoas se uniram”.  

Neste seguimento, Pedro Santos salientou, ainda, que “precisamos de continuar a trabalhar junto das autoridades políticas. É um bom exemplo que lhes damos e esperamos que nos continuem a apoiar em 2026, para que haja mais e melhores projetos”.  

Durante a festa, foram homenageadas várias personalidades pelo trabalho desenvolvido em prol das duas coletividades. Entre os distinguidos estiveram Ricardo Bernardo e João Santos, pelos 20 anos de serviço à Sociedade Musical 1.º de Agosto, Jorge Ângelo, pelos 25 anos, e Ricardo Correia, pelo seu contributo à mesma instituição. Elísio Pinto foi reconhecido pelo papel desempenhado, enquanto antigo vereador da Câmara de Gaia, nas obras da sede do Sporting Clube Candalense. Foram ainda homenageados Bárbara Costa, Nelson Santos, Fátima Andrade, Fernando Dias, António Soares, Artur Lopes e Joaquim Vieira, pela dedicação ao clube anfitrião. 

Nos discursos institucionais, Paulo Rodrigues, presidente da Federação das Coletividades de Vila Nova de Gaia, elogiou o exemplo dado, referindo que “esta partilha, não só do espaço físico, mas do sentimento, através da música, da dança, do taekwondo e do teatro, é muito importante. Este é o caminho certo”. 

Também Anabela Carriço, da Junta de Freguesia de Santa Marinha, salientou o valor social das duas associações, ressaltando que “ambas são magníficas e dão à sociedade muito do seu ser e da sua vida”. 

Octávio Pimentel, presidente da Assembleia de Freguesia de Santa Marinha, destacou a presença dos jovens, asseverando que “é bastante gratificante ver em ambas as associações tanta juventude, porque ela é o garante da continuidade das instituições”. 

Em representação da Assembleia Municipal de Gaia, Ana Durana reforçou a importância do movimento associativo, afirmando que “através do associativismo os valores crescem, as nossas tradições mantêm-se e por isso vale a pena continuarem com este trabalho”. 

Por sua vez, a vereadora da Câmara Municipal de Gaia, Elizabete Silva, destacou a qualidade humana e artística do evento, sublinhando a capacidade organizativa das coletividades locais. “É um enorme prazer estar aqui com este grupo tão caloroso, com tanto talento, neste espaço onde estamos agora a assistir a várias atividades a decorrer em simultâneo. É, de facto, um gosto ver que as coletividades se conseguem organizar para produzir um espetáculo que une a população”, afirmou em exclusivo ao AUDIÊNCIA. 

A autarca aproveitou ainda a ocasião para anunciar novas medidas de apoio ao movimento associativo, revelando que o executivo municipal pretende reforçar a proximidade com as instituições culturais e desportivas já no início do próximo ano. “Este executivo vai desencadear, durante o mês de janeiro, um plano de ação que tem como objetivo garantir que a mobilização das associações e das coletividades se faz de uma forma que as tradições permaneçam vivas”, adiantou a edil.  

Numa mensagem de confiança e expectativa em relação ao futuro, Elizabete Silva deixou ainda palavras de incentivo às direções e aos associados, reconhecendo o esforço contínuo desenvolvido no terreno. “Que seja um 2026 de muita resiliência. Será de muito trabalho, certamente, mas os resultados estarão à vista a muito breve prazo em todas as áreas do executivo”, enalteceu.  

A vereadora concluiu salientando que o exemplo dado pelo Sporting Clube Candalense e pela Sociedade Musical 1º de Agosto poderá servir de modelo para outras coletividades do concelho, reforçando a importância da união e da partilha no fortalecimento do tecido associativo local. 

A Festa de Natal terminou num ambiente de confraternização e esperança, deixando a promessa de que esta primeira edição será, como desejaram os seus promotores, apenas a primeira de muitas iniciativas conjuntas em prol da cultura, do desporto e da comunidade local.