GOVERNO QUER RESGATAR PATRIMÓNIO MATERIAL E IMATERIAL AÇORIANO

O Diretor Regional das Comunidades destacou, em Angra do Heroísmo, que o “resgaste e a preservação da identidade açoriano” no sul do Brasil tem aproximado a diáspora à Região em diversas áreas. De acordo com Paulo Teves, “após mais de 270 anos de chegada do povo açoriano a Santa Catarina, presenciamos uma contínua ligação afetiva às nossas ilhas”, o que proporciona uma “preocupada ação na transmissão da nossa presença e legado”.

O detentor da pasta das Comunidades reuniu com a Direção da Associação Cultural Açoriana de Içara, ocasião na qual frisou que apesar do afastamento geográfico, “a nossa diáspora tem-se afirmado, cada vez mais, como fator de congregação em inúmeras sociedades do mundo e que importa dinamizar e estimular, honrando um legado que muito nos orgulha”.

De acordo com Paulo Teves, as relações entre Santa Catarina e a Região Autónoma dos Açores “têm-se intensificado nos últimos anos em vários campos de atuação”, relembrando que muitos municípios e o próprio Estado declararam 2018 como sendo o “Ano dos Açores”.

No encontro foi abordada a possibilidade de cooperação com o município de Içara no resgate do património material e imaterial açoriano que ainda existe, indo o destaque para a área da educação. Passados 271 anos do desembarque dos primeiros açorianos em Santa Catarina, são ainda visíveis as marcas da presença açoriana no património material e imaterial, e é percetível a dinâmica de variadas coletividades neste Estado que desenvolvem múltiplas iniciativas em prol da açorianidade.

De recordar que em 2016 o município de Içara assinou um protocolo de geminação com o município das Lajes das Flores.