A epidemiologia das doenças mudou radicalmente nas últimas décadas. As estruturas de saúde, organizadas para dar resposta à doença aguda, não respondem adequadamente à nova realidade que são as doenças crónicas oncológicas e não oncológicas, não só nas idades avançadas, mas também nas idades pediátricas.

Cada vez mais se fala na integração de cuidados como uma condição fundamental para a melhoria dos cuidados de saúde. E os cuidados paliativos devem serem integrados precocemente no trajeto da doença crónica.

De acordo com a definição de 2018 da Associação Internacional de Cuidados Paliativos, trata-se de “cuidados holísticos, ativos, prestados a indivíduos de todas as idades com sofrimento intenso decorrente de doença grave. São aplicáveis durante todo o curso da doença, de acordo com as necessidades da pessoa doente. Sempre que necessário são fornecidos em conjunto com intervenções terapêuticas modificadoras da evolução da doença. São aplicáveis em todos os contextos de prestação de cuidados (domicílio e instituições) e em todos os níveis de cuidados (primário ao terciário)”.

A resposta deve passar pela mudança dos cuidados prestados aos doentes crónicos de modo a promover a continuidade e a coordenação entre os vários níveis de cuidados, quer na saúde, quer na área social e comunidade. É importante a formação e treino em CP de todos os profissionais de saúde e a criação de estruturas em número suficiente para poder responder às reais necessidades da população portuguesa.

É com enorme prazer que o Núcleo de Estudos de Medicina Paliativa (NEMPal), da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, os convida a participar nas suas III Jornadas, na cidade do Porto, no auditório da Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, no dia 08 de fevereiro.

O tema escolhido para esta reunião é “Integração dos Cuidados Paliativos ao longo do trajeto da doença”.

Na sessão inaugural vamos debater a integração dos cuidados nas doenças não oncológicas. Vários especialistas que trabalham em cuidados paliativos vão falar sobre a integração de cuidados nas insuficiências de órgão, na demência e no doente crónico complexo.

Também vamos discutir a integração em situações particulares como a hospitalização domiciliária, nos doentes pediátricos ou no apoio à família.

Durante a tarde teremos um debate moderado pelo Dr. António Carneiro, Internista e Intensivista, Coordenador do Núcleo de Bioética (NEBio) da SPMI, com o tema “Como e Quando integrar os Cuidados Paliativos na Doença?”.

O painel conta com um Médico Oncologista do IPO do Porto, a Drª Maria Fragoso, um médico Oncologista de CHUP, o Prof. Doutor António Araújo, um Médico Hospitalar não Oncologista, a Drª Paula Simão da ULSM, um Médico de MGF, a Drª Helena Beça da USF Espinho e uma Médica

de Cuidados Paliativos, a Drª Edna Gonçalves.

Este debate é aberto ao público e pretende trazer contributos para a melhoria da integração dos cuidados paliativos ao longo do trajeto das doenças oncológicas e não oncológicas e não apenas no final de vida.

As III Jornadas do NEMPal terminarão com uma sessão sobre “A Espiritualidade no trajeto da doença” da responsabilidade de uma jovem internista a trabalhar em cuidados paliativos, a Drª Manuela Bertão.

Durante o almoço de trabalho, vamos ter o privilégio de conhecer os melhores trabalhos científicos enviados, que serão apresentados pelos seus autores. O primeiro classificado receberá o Prémio Angelini.

Na Comissão de Honra incluímos o Presidente da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos, a Presidente da Comissão Nacional de Cuidados Paliativos, o Presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) e o Presidente da SPMI.

Assim, no Porto e perante o seu Parque da Cidade pensamos haver muitas razões para participarem nas III Jornadas do NEMPal, no dia 8 de fevereiro.

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