O IV Congresso do partido Alternativa Democrática Nacional (ADN) decorreu no passado dia 7 de fevereiro, no Auditório do Parque Biológico de Gaia. Durante o certame foram aprovados os Estatutos, a Declaração de Princípios e o Programa Político, assim como foi eleito o Conselho Nacional, com a vitória da Lista A, com 32 votos a favor e dois em branco. A sessão de encerramento ficou a cargo de Bruno Fialho, presidente do ADN, que falou sobre o crescimento, união e ambição do partido de chegar à Assembleia da República.
O Auditório do Parque Biológico de Gaia recebeu, no passado dia 7 de fevereiro, o IV Congresso da Alternativa Democrática Nacional (ADN), numa sessão que ficou marcada pela eleição do novo Conselho Nacional, pela homologação dos principais documentos estruturantes do partido e por discursos firmes, quanto ao posicionamento político da estrutura.
Após o processo de acreditação dos militantes inscritos, tiveram início os trabalhos formais, com a realização das eleições para o Conselho Nacional. A Lista A, liderada por João Sousa, obteve 32 votos a favor e dois votos em branco, num universo superior a três dezenas de votantes, assegurando a maioria clara e lista única aprovada sem oposição interna.
Seguiu-se a homologação dos novos Estatutos, da Declaração de Princípios e do Programa Político, três documentos considerados centrais para o futuro do partido.
João Sousa, eleito presidente do Conselho Nacional do ADN, destacou a legitimidade conferida pelo resultado eleitoral. “Este resultado traduz uma escolha clara dos militantes e confere legitimidade democrática ao Conselho Nacional, agora eleito”, afirmou, sublinhando ainda que “quero também destacar um momento particularmente relevante deste Congresso, que é a aprovação dos três documentos estruturantes do Partido. A homologação destes documentos representa um passo decisivo na consolidação da nossa identidade, na clarificação do nosso rumo político e no reforço da coerência interna do ADN”.
Segundo João Sousa, os textos aprovados resultam de um processo interno de reflexão e debate. “São textos que resultam da reflexão, debate e maturidade política e que nos dão bases sólidas para o futuro”, ressaltou, frisando que “houve debate, houve diversidade de opiniões, mas, acima de tudo, houve respeito pelas regras, pelas pessoas e pelo ADN. Este Congresso demonstrou que somos um partido vivo, estruturado e consciente do momento que atravessamos”.
O discurso de encerramento ficou a cargo do presidente do partido Alternativa Democrática Nacional, Bruno Fialho, que enquadrou o congresso num contexto que classificou como particularmente difícil para o país. Referindo-se às dificuldades provocadas pela intempérie que afetou várias regiões, explicou que alguns militantes não puderam estar presentes devido a problemas nas suas habitações.
“Num país com uma crise económica, social, moral, identitária como hoje em dia vivemos, vocês, militantes do ADN, têm provado dia após dia que um militante do ADN não desiste, um militante do ADN resiste”, asseverou Bruno Fialho, defendendo que “é possível fazer crescer um partido com verdade, com a defesa das causas, com tudo aquilo que integra o ADN. Por isso é que o ADN vai continuar a resistir”.
“Não queremos um partido igual aos outros. Nós temos de ser diferentes e temos de continuar a ser guiados pelos nossos ideais. Ideais rima com portugueses reais”, reforçou o presidente do ADN, reiterando que “nós sabemos aprender com os nossos erros e sabemos melhorar aquilo que deve ser feito para garantir o nosso objetivo, que é entrar na Assembleia da República com deputados para conseguir mudar este país”.
Bruno Fialho acusou ainda os responsáveis políticos das últimas décadas de falta de responsabilização, referindo que “é um crime o que têm feito nestes 50 anos de vida democrática em Portugal” e afiançando que “nós queremos portugueses que defendam a nação e que defendam a luta contra a corrupção. Nós precisamos do ADN na Assembleia da República”.
Rejeitando críticas de radicalismo, o presidente do ADN enfatizou que “radical é mentir aos portugueses durante 50 anos. Isto é que é ser radical”, acrescentado que “somos perigosos, principalmente para aqueles que vivem do sistema, porque quando nós entrarmos na Assembleia da República, verdadeiramente irá existir um partido que vai cumprir com aquilo que diz”.
No final do IV Congresso Nacional, Rui Sequeira, secretário-geral do ADN e coordenador da concelhia de Gaia, fez um balanço positivo do encontro, em entrevista exclusiva ao AUDIÊNCIA, sublinhando o simbolismo do seu primeiro Congresso Nacional, enquanto secretário-geral, se realizar na sua cidade. “Logo o primeiro Congresso Nacional ser na minha cidade, na minha terra, é efetivamente um orgulho brutal”, enalteceu.
Na ocasião, o dirigente destacou a forte adesão, com cerca de 90 inscrições, embora nem todos tenham podido comparecer devido às condições meteorológicas adversas, destacando ainda a presença de militantes oriundos da Madeira, Lisboa, Sesimbra e Algarve.
Quanto ao resultado eleitoral, Rui Sequeira evidenciou a ausência de divisões internas, afirmando que “até mesmo aí nota-se também que estamos afinadíssimos e tão afinados que também a lista era única. Portanto, não há qualquer tipo de divisão atualmente no partido”.
Apontando como prioridade o crescimento territorial e a coesão interna, o secretário-geral do ADN valorizou não apenas a aprovação formal dos documentos, mas também o convívio e a troca de ideias entre militantes. “Nós, no ADN, não seguimos o diapasão do presidente ou de quem quer que seja. Para entrar no ADN, temos de nos rever na maioria das causas e dos valores que o ADN defende, contudo, somos livres de apresentar alternativas”, atestou.
O também coordenador da concelhia de Gaia do partido Alternativa Democrática Nacional fez ainda críticas à cobertura mediática, defendendo maior abertura da comunicação social a partidos de menor dimensão. “O ADN encontra sempre a mesma barreira que é a comunicação social. Um jornalista tem o dever de informar os portugueses. (…) Quando nós saímos desta bolha local, começa um problema muito sério e muito grave. Nós não conseguimos chegar às massas. É tudo aquilo que nós defendemos. Nós olhamos para o espectro político e é impressionante que o ADN, que tem mensagens e tem ideias efetivamente muito boas, ou por causa do globalismo, ou por causa das questões da imigração, ou por causa de questões da segurança e só nos podemos queixar que somos boicotados pela comunicação social”, garantiu.


