O Sporting Clube de Coimbrões assinalou, no passado dia 7 de novembro, o seu 105º aniversário, com a entrega de distinções aos sócios que completaram 10, 25 e 50 anos de associação. Entre os homenageados destacou-se Joaquim Leite, ex-ciclista e proprietário da Ciclocoimbrões, que recebeu a Medalha de Ouro pelos seus 50 anos de ligação e dedicação ao clube.
A cerimónia decorreu num ambiente de celebração e memória, reunindo sócios, dirigentes e simpatizantes do Sporting Clube de Coimbrões, que assim reconheceram o percurso e a entrega de várias figuras marcantes da história da instituição. Joaquim Leite foi um dos protagonistas da noite, sendo distinguido pelos 50 anos de associado, assim como pelo seu contributo enquanto atleta, dirigente e homem ligado ao desporto.
Visivelmente emocionado, o antigo ciclista recordou, em exclusivo ao AUDIÊNCIA, o seu percurso no clube e as várias funções que desempenhou ao longo dos anos. “Já fui presidente da Direção e do Conselho Fiscal, aliás, fui tudo, menos presidente da Assembleia do Coimbrões”, afirmou, sublinhando a forte ligação que sempre manteve com a coletividade.
Foi também no Coimbrões que Joaquim Leite deu os primeiros passos no ciclismo. “Foi no Coimbrões que eu comecei a praticar ciclismo e fiz lá três ou quatro corridas, depois fui para outro clube. Fiz muitas Voltas a Gaia com o nome do Coimbrões”, recordou o antigo ciclista.
Entre os momentos mais marcantes da história do ciclismo em Coimbrões está a vitória na Volta à Madeira e, sobretudo, o triunfo na Volta a Portugal em 1978, com Belmiro Silva. “Tivemos equipas de ciclismo, ganhámos a Volta à Madeira e a Volta a Portugal em 1978 com o Belmiro Silva. O Coimbrões tornou-se muito popular a nível nacional. É um feito que não acontece todos os dias e nem todos os clubes têm esse privilégio”, destacou o empresário.
Joaquim Leite relembrou ainda o final da sua carreira, intimamente ligado ao clube. “Em 1976, acabei a minha carreira no Coimbrões, com 29 anos, com a vitória de uma clássica Coimbra–Lisboa com a chegada ao Estádio do Restelo”, contou o antigo ciclista, acrescentando que o fim do ciclismo profissional após o 25 de Abril acabou por marcar esse período.
O homenageado fez ainda questão de frisar o respeito e a dedicação que sempre teve pelo clube. “Também fiz muito pelo clube e tenho muito respeito”, afirmou, destacando a importância de preservar a memória dos que ajudaram a construir a história da instituição. “Os históricos estão a desaparecer e é sempre bom sermos lembrados. Fiquei muito contente”, concluiu.
A atribuição da Medalha de Ouro a Joaquim Leite simboliza não apenas os 50 anos de associado, mas também uma vida de dedicação ao desporto e ao Sporting Clube de Coimbrões, um clube que continua a honrar o seu passado, enquanto projeta o futuro.


