O empresário Joaquim Leite, detentor de vários galardões e fundador da Ciclocoimbrões foi convidado para participar no programa “Praça da Alegria”, da RTP1. A conversa, que foi conduzida pelos apresentadores Sónia Araújo e Hélder Reis, decorreu no passado dia 28 de agosto, e transportou os telespectadores ao longo de uma viagem de bicicleta pela vida do antigo ciclista e atual proprietário de uma empresa de sucesso.
Joaquim Leite esteve, no dia 28 de agosto, à conversa na RTP1, no programa “Praça de Alegria”, com os apresentadores Sónia Araújo e Hélder Reis.
Na ocasião, o empresário falou sobre o seu percurso, desde as suas origens, até à sua entrada no mundo do ciclismo. Natural de uma aldeia de Celorico de Bastos onde não havia bicicletas, o grande nome do ciclismo português falou sobre a sua necessidade de vir trabalhar para o Porto, com 12 anos, e da sua primeira bicicleta que era do seu primo que tinha falecido, contando que “recordo-me de tudo, menos de como aprendi a andar de bicicleta”.
Com uma história recheada de sucessos e um grande amor pelas duas rodas, Joaquim Leite recordou, na ocasião, a sua passagem pelo Coimbrões, o Estarreja, o Aldoar, o Académico, o Futebol Clube do Porto e o Sport Lisboa e Benfica. “Conquistei diversos títulos de Campeão Nacional, Campeão de Velocidade na Pista das Antas, Campeão Regional de Rampa, vencedor da Clássica Coimbra-Lisboa, vencedor do Prémio do Sul, do Circuito da Reguenga, do Porto-Lisboa, também fui Rei da Montanha da Volta a Portugal e da Volta a Tarragona, para além de ter vencido inúmeras etapas e ter sido Camisola Amarela, tanto ao serviço do Porto como do Benfica”, recordou, contando que “depois de oito anos no Futebol Clube do Porto tive uma desavença com o treinador e entretanto ia para Lourenço Marques. Já tinha o bilhete para mim e para a minha esposa e ia deixar a minha filha de dois anos, mas poucos dias antes da partida o Benfica pagou 100 contos pela minha carta, então já não fui para Lourenço Marques e ainda bem, porque passado pouco tempo decorreu a Guerra Colonial e aí eu vinha embora sem nada e deixava de ser ciclista e perdia a oportunidade de ser empresário”.
E foi a pensar no futuro que Joaquim Leite fundou, em 1970, depois de vencer a corrida clássica Porto-Lisboa, a Ciclocoimbrões, juntamente com um sócio. “Eu e o José Coimbra fomos sócios durante deis meses e logo a seguir eu acabei por ficar sozinho, porque eu sabia que ser ciclista do Porto ou do Benfica não era algo seguro, porque havia muita oferta e se fizesse uma época má mandavam-me embora. Então, criei esta empresa para olhar pelo futuro da minha família e, hoje, estão todos na Ciclocoimbrões e na minha outra empresa, a Bicimotor”, salientou.
A Ciclocoimbrões é, desde a sua abertura, uma referência no setor do comércio de velocípedes, mais concretamente no comércio de bicicletas e velocípedes de duas rodas. Sediada em Vila Nova de Gaia, esta é uma empresa com tradição que faz do seu profissionalismo, competência, rigor e seriedade as suas pedras basilares e fatores essenciais para ser líder de mercado no sector. A Ciclocoimbrões distribui todos os produtos e acessórios das melhores marcas do setor, prestando sempre o melhor atendimento a cada cliente.
No final da conversa, Joaquim Leite falou sobre a Etiel, revelando que “é a marca da nossa casa”. Referindo-se à bicicleta com que se apresentou, o antigo ciclista sublinhou aos apresentadores que “foi com esta bicicleta que nós patrocinamos as equipas todas profissionais do país e ganhamos cinco Voltas a Portugal. Bicicletas dadas, oferecidas”, enaltecendo que “eu e a minha esposa Celestina fizemos tudo pelo ciclismo”.


