O PS/GAIA ESTÁ MORIBUNDO!

Seis meses se passaram sobre a tomada de posse do novo executivo municipal liderado por Luís Filipe Menezes, após a dolorosa derrota do Partido Socialista de João Paulo Correia. Escrevo dolorosa para os socialistas genuínos que acreditavam nas palavras “bíblicas” do seu líder em Gaia.

João Paulo Correia tem em si a dor de não ser encarado, pelos seus camaradas, sequer um valor próximo de Eduardo Vítor Rodrigues ou de Patrocínio Azevedo. A maioria dos militantes não se reveem na sua estratégia. Levado ao colo pelo saudoso Menezes de Figueiredo nos seus primeiros passos na política partidária conseguiu, com muito estudo e dedicação, subir na hierarquia partidária. Solitário autoconvenceu-se de ser “impoluto” e o único dono da razão e da verdade. O único capaz de ser o melhor qualquer que fosse a função: autarca de freguesia, autarca municipal, adjunto no Governo Civil, membro das estruturas partidárias da JS ou do PS, deputado à Assembleia da República, Secretário de Estado, dirigente desportivo, chefe de gabinete do Grupo Parlamentar do PS na AR, ou em outras menos vistosas e múltiplas participações. Rodeou-se de um grupo de confiança muito restrito, onde sobressaem Jorge Miguel Pacheco e Dália Miranda. Interiorizando ser o melhor recusou-se a ver que era e continua a ser olhado soslaio pelas principais figuras do seu partido. Nunca foi o predileto de Eduardo Vítor Rodrigues e só ficou tranquilo quando assistiu à queda, primeiro de Patrocínio Azevedo e depois de Miguel Lemos Rodrigues. Resumindo esperou que o mal batesse à porta do vizinho para se assumir líder.

Lembro um pequeno-almoço numa confeitaria em Oliveira do Douro e da conversa que mantivemos, após a sua nomeação pelo partido como candidato ao Município de Vila Nova de Gaia. Sabia tudo e as definições eram objetivas e claras, mas só ele as poderia saber. O tempo perfeito era dele e só dele. Quem o acompanharia e a estratégia todos ficariam a saber no tempo oportuno e as escolhas seriam minuciosas dele e só dele!

Saí desse pequeno almoço com a convicção que o PS não tinha quaisquer hipóteses de vitória. João Paulo Correia é um “catedrático” que lê livros atrás de livros, mas vive no mundo da ilusão que esses próprios livros lhe transmitem. A política precisa de “operários” experientes e com vivências sociais reais. Não basta seguir os livros e o que eles nos ensinam, mas é muito importante compreender o porquê de tudo o que a vida nos prepara e todos os dias nos ensina.

Após o anúncio de Luís Filipe Menezes como candidato, a vitória estava entregue. Os gaienses lembram a revolução que o concelho sofreu nos seus mandatos anteriores. Recordam o orgulho recuperado e que nem a oposição, de então, ousou colocar em causa. Eduardo Vítor Rodrigues assumiu na sua primeira candidatura que era o verdadeiro herdeiro do legado político e autárquico de Luís Filipe Menezes. Para Eduardo Vítor Rodrigues era um orgulho poder dar continuidade ao trabalho desenvolvido até então.

Luís Filipe Menezes é, depois do 25 de abril de 1974, a principal figura que Vila Nova de Gaia conheceu e que maior orgulho transmite. É uma personalidade que conquistou com os seus projetos visionários todos os gaienses. Antes dele todos omitiam o nome de Gaia e utilizavam a designação Porto para se definirem, hoje, com um largo sorriso, todos se afirmam gaienses! Gaia cresceu em todos os setores e é um exemplo no país.

Por acreditarem que Gaia ainda pode crescer mais e dar um melhor nível de vida aos seus habitantes quando Menezes se disponibilizou para voltar a assumir as rédeas do concelho, a esperança voltou e hoje todos acreditam que o limite é o infinito.

João Paulo Correia, após a derrota na disputa eleitoral, como é tradição em outro partido mais à esquerda esmiuçou argumentos para uma derrota dourada. Esqueceu-se que não existem essas derrotas. O seu projeto foi recusado e a perda de eleitorado, em relação às autárquicas anteriores, foi de tal magnitude que o deveria ter levado a arrepiar caminho, mas optou por lutar desesperadamente pela sua sobrevivência, mas Gaia já o condenou. Resta-lhe José Luís Carneiro se a gula o não condenar antes.

O Partido Socialista de João Paulo Correia não foi capaz, sequer, de conceder um período de nojo, à sua atuação política e aguardar que a sua hora pudesse chegar. Hoje o PS limita-se a criticar tudo o que mexe. Não tem lucidez. Percebe-se uma dor de cotovelo escusada porque quem vota PS, PSD ou em qualquer outro partido quer o melhor para o seu concelho. Talvez a sua experiência como dirigente desportivo o leve a supor que estamos num jogo de futebol, mas não o que está em causa é a nossa qualidade de vida e dos vindouros.

Vila Nova de Gaia é uma princesa que cresceu e adormeceu. Hoje Luís Filipe Menezes, em colaboração com todos os gaienses de boa vontade, vai acordá-la e a sua beleza irradiará tamanha luz que a tornará desejada e apreciada. Não será só a capital das caves do vinho do Porto, mas a nobreza e a grandeza das suas gentes e dos feitos por eles realizados. Crescer, crescer para melhor nela se viver, com todos e para todos.

Sinal de que isso é possível trago a esta prosa uma conversa com uma das mais prestigiadas figuras do PS atual e que não tem dúvidas em corroborar que estamos perante uma gestão diferente e eficiente que responde, com rapidez às necessidades momentâneas e projeta as localidades para uma dimensão que há muito desejam.

O PS Gaia, mais cedo ou mais tarde, terá de arrepiar caminho e pode até perceber, por um exemplo bem recente, que a teimosia leva ao esquecimento. Quem tiver dúvidas pode pedir conselhos a José Cancela Moura que conseguiu levar o PSD quase à extinção a nível autárquico. Conquistou o recorde de ter perdido em todas as secções eleitorais do concelho. É um recorde difícil de bater, mas se os socialistas assim continuarem a confirmação pode chegar mais cedo do que esperam.